sábado, 27 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Acordo ortográfico.

Tenho andado a adiar escrever sobre este assunto, porque apesar de achar que as línguas evoluem naturalmente, não consigo ou não quero adaptar-me ao novo acordo ortográfico.
Tomei contacto com alguns textos, li uma descrição concisa de alterações "impostas" pelo novo acordo ortográfico e apesar de achar no mínimo de mau gosto algumas das alterações e, principalmente, as incoerências facilmente detectáveis, não sou contra o acordo ortográfico, nem a favor, simplesmente ignoro-o.
Vou continuar a escrever o mesmo Português que escrevo há cerca de quatro décadas. Vou continuar a escrever, correctamente, o Português que aprendi com uma professora extremamente exigente.
Lerei e compreenderei os textos que se me apresentarem nessa nova metamorfose do Português, da mesma forma que consigo ler um texto em Português mal escrito.
Mas desculpem lá, vão ter de tolerar o meu Português arcaico.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Sorte vs Competência.


Este fim de semana o meu pai teve um acidente doméstico e tive que o levar ao Hospital.
Quando se trata de ir ao Hospital fico sempre expectante e nervosa pois como infelizmente tenho tido más experiências nunca sei o que vou encontrar.
É um desenrolar de emoções e aflições porque dependemos principalmente do profissionalismo e da competência de quem nos atende.
Ora, quando vi afecto e atenção da parte da enfermeira, quando vi competência na médica que fez o rastreio e constatei rapidez no atendimento, fiquei tão agradavelmente surpreendida que pensei:
Bolas! Será que "isto" está realmente a mudar?!
Tive vontade de abraçar a enfermeira, a médica e todo o pessoal que tão carinhosamente atendeu o meu pai.
Felizmente só teve uma ligeira contusão na cabeça e como foi tão bem tratado manteve-se sempre calmo e cooperante.
Pergunto:
-Não está errado eu espantar-me com esta situação que devia ser a regra e não a excepção?
-Porque será que quando há uma equipa eficiente tudo é diferente para melhor.
-Porque dependemos da sorte numa situação em que ela nem devia ser equacionada.

Ficam aqui as perguntas,  pode ser que alguém me saiba responder.





domingo, 21 de fevereiro de 2010

Madeira...

...o Sol irá brilhar de novo !

A minha homenagem sentida a todos que pereceram nesta tragédia.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Half the Sky

Ontem à noite estava aborrecida... só porque choveu todo o fim de semana, só porque não tinha nada para fazer, enfim pequenas contrariedades que preenchem o mundo de quem afinal tem tudo para ser feliz.
 
Ao fazer zapping pelos canais da TV Cabo fui para à Sic Mulher e ao programa da Oprah  que ontem era dedicado  às organizações que são vitais para as mulheres em situações de alto risco em todo o mundo.
Fiquei impressionada e chocada com os terríveis testemunhos de mulheres que foram vítimas dos piores abusos e atrocidades e no entanto com ajuda deste movimento:
   http://www.halftheskymovement.org/get-involved
conseguiram erguer-se,  mudar a sua vida e a dos que as rodeiam.
Fiquei também sensibilizada por ver que existem tantos homens e mulheres empenhados em levar esperança e o sonho proibido de tentar ser feliz a tantas mulheres e crianças em completo desespero.

Half the Sky é o livro que deu origem a este movimento,  foi lançado no ano passado e relata testemunhos de mulheres em luta constante pela sua sobrevivência. Os autores são Nicholas D. Kristof e sua esposa.

Fui-me deitar, com a consciência  pesada, pois apesar das minhas pequenas contrariedades estou a anos-luz destas tragédias. Reflecti e vou tentar dedicar algum do meu tempo a  mudar alguma coisa neste mundo tão desigual.
Afinal está nas nossas mãos também mudar o MUNDO!

Ver vídeo aqui:



domingo, 14 de fevereiro de 2010

Se amas...


Se amas...
a tua alma floresce cada manhã
E os teus olhos...
cantam brilhos desconhecidos
Se amas...
recantos perdidos em ti
se abrem e se dão aos outros
Sentes...
uma paz infinita
capaz de apagar a solidão do dia-a dia
Se amas...
vês numa flor...a alegria
numa pedra...a beleza
no Sol...a tua imagem
Sim! Se amas...
Cantas numa bandeira de glória
o teu mundo idealizado.



Dediquei este poema ao meu marido, então namorado, em 1984,  hoje passados 26 anos tudo o que escrevi continua a fazer sentido.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Sorria...

Dando seguimento à minha pesquisa de textos antigos ( antigos, só de data não de conteúdo), encontrei verdadeiras pérolas de sabedoria e análise política e social.

Comparando com a realidade actual não sei se ria se chore, como se está a aproximar o Carnaval acho que para bem da nossa sanidade mental, é melhor ... sorrir!






"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias,sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.

Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo;este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.

Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."

 
texto de Guerra Junqueiro, "Pátria", 1896.



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

"Viver com dor"

Ao longo desta nossa passagem pela vida, todos nós passamos por momentos marcantes, que são pontos de viragem na maneira como encaramos o " nosso pequeno mundo".
Os motivos podem ser vários, positivos ou negativos, mas sabemos que a partir daquele instante tudo se alterou profundamente.
Para mim, foi no dia em que soube que tinha uma doença crónica degenerativa, que explicava os meus dias constantes com dor.
Já li inúmeros testemunhos valiosos e corajosos, de pessoas que passaram por este tipo de situação, já reli mil e uma maneiras de viver com algo que nos atemoriza constantemente, apesar de aprendermos com o tempo a disfarçar muito bem, no entanto o sentimento de perda mantém-se.
Este blogue, tal como todos os outros que fui criando, tem sido um meio eficaz, uma terapia como lhes chamo, para diluir minutos menos perfeitos.
Poderia vos dizer que a minha realidade me ensinou a ver tudo noutra perspectiva, mais humana, mais sensível, mas sei que compreenderão que se pudesse escolher não tinha tido tão eficiente "mestre".
Tudo isto que escrevi nestes minutos melancólicos ( esta semana estou assim...se calhar por causa do tempo), tem um objectivo, ou melhor um simples pedido a todos que estão a ter a paciência de ler este meu "desabafo", quando se cruzarem com alguém que está num dia menos bom, sem paciência, com má cara e completamente ausente,  pensem um pouco, pois se calhar pode estar a "viver com dor".



terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Saudade...

Como é possível ter saudades de quem ainda não perdemos?

Esta pergunta para a qual não encontro resposta tem-me preocupado muito nos últimos tempos.
Todos os dias da semana, visito e almoço com os meus pais, ambos com oitenta anos.
O meu pai foi sempre para mim difícil de compreender tal é a diferença das nossas mentalidades, acho que o grande amor e respeito que tenho por ele salvou a nossa relação.
A minha mãe, sempre presente mas sofrida, doente, fez com que o receio constante de perdê-la superasse os momentos de felicidade e cumplicidade que tivemos juntas.
Olhando para trás fica um vazio dentro de mim que não consigo preencher e embora eu tenha tido o privilégio de contar com a presença de meus pais durante toda a minha vida, acho que não a soube  aproveitar como devia.
Ultimamente vêem-se queixando mais, a saúde já é muito débil , eu tento minimizar dizendo frases de consolo banais, mas sinto dentro de mim um aperto no peito que consigo descrever e não sei o que posso fazer para enganar o tempo.
Sempre lidei muito mal com despedidas e não sei como me preparar para este sentimento.
Todos os dias quando saio de casa em vez de levar a alegria de mais um dia, levo a amargura de menos um.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Pois bem!


Se um inglês ao passar me olhar com desdém,
num sorriso de dó eu pensarei: — Pois bem!
se tens agora o mar e a tua esquadra ingente,
fui eu que te ensinei a nadar, simplesmente.
Se nas Índias flutua essa bandeira inglesa,
fui eu que t’as cedi num dote de princesa.
e para te ensinar a ser correcto já,
coloquei-te na mão a xícara de chá…


E se for um francês que me olhar com desdém,
num sorriso de dó eu pensarei: — Pois bem!
Recorda-te que eu tenho esta vaidade imensa
de ter sido cigarra antes da Provença.
Rabelais, o teu génio, aluno eu o ensinei
Antes de Montgolfier, um século! Voei
E do teu Imperador as águias vitoriosas
fui eu que as depenei primeiro, e ás gloriosas
o Encoberto as levou, enxotando-as no ar,
por essa Espanha acima, até casa a coxear


E se um Yankee for que me olhar com desdém,
Num sorriso de dó eu pensarei: — Pois bem!
Quando um dia arribei à orla da floresta,
Wilson estava nu e de penas na testa.
Olhava para mim o vermelho doutor,
— eu era então o João Fernandes Labrador…
E o rumo que seguiste a caminho da guerra
Fui eu que to marquei, descobrindo a tua terra.


Se for um Alemão que me olhar com desdém,
num sorriso de dó eu pensarei: — Pois bem!
Eras ainda a horda e eu orgulho divino,
Tinha em veias azuis gentil sangue latino.
Siguefredo esse herói, afinal é um tenor…
Siguefredos hei mil, mas de real valor.
Os meus deuses do mar, que Valhala de Glória!
Os Nibelungos meus estão vivos na História.


Se for um Japonês que me olhar com desdém,
num sorriso de dó eu pensarei: — Pois bem!
Vê no museu Guimet um painel que lá brilha!
Sou eu que num baixel levo a Europa á tua ilha!
Fui eu que te ensinei a dar tiros, ó raça
belicosa do mundo e do futuro ameaça.
Fernão Mendes Zeimoto e outros da minha guarda
foram-te pôr ao ombro a primeira espingarda.


Enfim, sob o desdém dos olhares, olho os céus;
Vejo no firmamento as estrelas de Deus,
e penso que não são oceanos, continentes,
as pérolas em monte e os diamantes ardentes,
que em meu orgulho calmo e enorme estão fulgindo:


— São estrelas no céu que o meu olhar, subindo,
extasiado fixou pela primeira vez…
Estrelas coroai meu sonho Português!


P.S.
 A um Espanhol, claro está, nunca direi: — Pois bem!
Não concebo sequer que me olhe com desdém.

Por Afonso Lopes Vieira
1878-1946 


Acho que não é preciso mais palavras! Pois bem!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Uma viagem inesquecível !

Vou convidar todos os meus amigos e visitantes deste blogue a fazerem comigo esta viagem verdadeiramente impressionante!
Somos levados ao universo conhecido, desde os Himalaias, através de nossa atmosfera, até ao brilho do Big Bang. Cada estrela, cada planeta visto no filme foi possível  graças ao mapa tridimensional do universo, ou Atlas Digital Universe, que é mantido e actualizado por astrofísicos do Museu Americano de História Natural.
Este filme, criado pelo museu, é parte da exposição, "Visions of the Cosmos: From the Ocean Láctea" no Rubin Museum of Art, em Manhattan.



Espero que tenham apreciado a viagem!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Há dias assim...

Geralmente quando me sento em frente a esta página que me tem feito companhia há já algum tempo, escrevo facilmente tudo o que penso ou sinto. Uns dias, porque estou feliz, outros porque estou triste ou revoltada, mas hoje...
Ainda agora estive a ler textos tão bem feitos e inspiradores em blogues tão fantásticos, que me perguntei:
-Ouve lá...que andas a fazer por aqui?
Este meu lado castrador que sempre me persegue, tira-me por completo qualquer réstia de inspiração.
Quando estou mais emocional e deprimida é fácil escrever porque a tristeza como sabem, é  inspiradora.
Quando estou revoltada, é facílimo pois tenho matéria de sobra para me estender, mas hoje, não sei o que tenho.
Só sei que me está a faltar neste momento a última e principal peça do puzzle para escrever qualquer coisa que se aproveite.
Bem...é melhor desistir,  porque, há dias assim.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

E depois ainda dizem que a tradição já não é o que era!!!

Basta alterar os valores e as unidades monetárias
Tão actual em 1969, como hoje.. depois ainda dizem que a tradição já não é o que era!!!

Soneto (quase) inédito de José Régio
(Em memória de Aurélio Cunha Bengala)

Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno “sacrifício”
De trinta contos – só! – por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.

(Em 1969, ano da sua morte, no dia de uma reunião de antigos alunos)



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

As pequenas palavras.



De todas as palavras escolhi água,
porque lágrima, chuva, porque mar
porque saliva, bátega, nascente
porque rio, porque sede, porque fonte.
De todas as palavras escolhi dar.

De todas as palavras escolhi flor
porque terra, papoila, cor, semente
porque rosa, recado, porque pele
porque pétala, pólen, porque vento.
De todas as palavras escolhi mel.

De todas as palavras escolhi voz
porque cantiga, riso, porque amor
porque partilha, boca, porque nós
porque segredo, água, mel e flor.

E porque poesia e porque adeus
de todas as palavras escolhi dor.


Escolhi este belo poema de Rosa Lobato Faria para prestar aqui uma modesta homenagem a uma Mulher, Actriz e Escritora que eu muito aprecio.
São " As pequenas palavras" que melhor descrevem as "Grandes Pessoas".

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Adoro o Alentejo!

Embora alfacinha adoro o Alentejo. Gosto da luz, das planícies douradas quando os cereais amadurecem.  Gosto dos espaços, do pôr do sol magnífico, da paz. Gosto dos cantares alentejanos, da harmonia dos lugares, do silêncio onde as vibrações são livres. Do azul e branco, dos lugares, de tudo!
Dedico este texto que achei singular a todos os alentejanos... e não só :)


A raça do alentejano?
É, assim, a modos que atravessado.Nem é bem branco, nem preto, nem castanho, nem amarelo, nem vermelho....E também não é bem judeu, nem bem cigano.Como é que hei-de explicar?
É uma mistura disto tudo com uma pinga de azeite e uma côdea de pão.


Dos amarelos, herdámos a filosofia oriental, a paciência de chinês e aquela paz interior do tipo "não há nada que me chateie", dos pretos, o gosto pela savana, por não fazer nada e pelos prazeres da vida; dos judeus, o humor cáustico e refinado e as anedotas curtas e autobiográficas; dos árabes, a pele curtida pelo sol do deserto e esse jeito especial de nos escarrancharmos nos camelos; dos ciganos, esperteza de enganar os outros, convencendo-os de que são eles que nos estão a enganar a nós; dos brancos, o olhar intelectual de carneiro mal morto; e dos vermelhos, essa grande maluqueira de sermos todos iguais.


O alentejano, como se vê, mais do que uma raça pura, é uma raça apurada.Ou melhor, uma caldeirada feita com os melhores ingredientes de cada uma das raças. Não é fácil fazer um alentejano. Por isso, há tão poucos.


É certo que os judeus são o povo eleito de Deus, mas os alentejanos têm uma enorme vantagem sobre os judeus: nunca foram eleitos por ninguém, o que é o melhor certificado da sua qualidade.


Conhecem, por acaso, alguém que preste que já tenha sido eleito para alguma coisa.
Até o próprio Milton Friedman reconhece isso quando diz : «as qualidades necessárias para ser eleito são quase sempre o contrário das que se exigem para bem governar».
E já imaginaram o que seria o mundo governado por um alentejano?
Era um descanso!
autor desconhecido

Parabéns!

 Dedico esta mensagem a uma criança linda que faz hoje 8 anos, o Vasco.
Conheci a mãe deste menino aqui, neste meu espaço que me tem dado a conhecer pessoas tão extraordinárias, e logo desenvolvi com ela uma empatia e uma amizade especial.
Porque ela é uma mãe extraordinária e porque sabe o valor da palavra AMOR .

O AUTOR DESTAS FOTOS É PATRICK NOTLEY, UM FOTÓGRAFO ALEMÃO AUTISTA.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

"The lovely Bones"


Tenho a sorte de partilhar o meu gosto por cinema com a minha filha, somos cúmplices de momentos  únicos e mágicos que só o cinema proporciona.
Vimos no sábado um  filme verdadeiramente impressionante, que nos leva a reflectir sobre o que existe para lá da morte.
À primeira vista parece uma tema deprimente, mas o filme leva-nos muito mais alto, muito para além do duelo vida e morte.
O realizador de The Lovely Bones é Peter Jackson que dispensa apresentações pois já é considerado um culto da 7ª arte.
Lembram-se com certeza de uma das melhores trilogias de sempre na história do cinema – The Lord of the Rings, que escreveu, produziu e realizou no seu país de origem a Nova Zelândia.
The Lovely Bones foi baseado no romance de Alice Sebold, onde se mistura drama, fantasia, terror, triller e suspense simultaneamente. É um conto de fadas rasgado a bisturi que se converte numa história tocante, funciona como uma espécie de crime voltado ao avesso.
The Lovely Bones é visualmente hipnotizante, somos levados por uma avalanche de imagens de arregalar os olhos sem pestanejar, a criatividade e o esmero visual parecem não ter fim.

Trata-se de uma história passada nos anos 70, narrada por Susie Salmon , uma miúda de 14 anos que foi morta e  consegue ver através do céu,  a sua família e o homem que a matou. Susie precisa pesar o desejo de vingança contra à vontade de estar com a família para poder libertar-se e mais não digo porque só mesmo vendo!