sexta-feira, 30 de abril de 2010

Refer acumula prejuízos mas aumenta salários dos gestores

A remuneração dos administradores aumentou 13%.

A Refer acumulou prejuízos de mais 112,8 milhões de euros, agravando a sua situação financeira, ao fechar o ano passado com capitais próprios negativos em 1.268 milhões de euros.
A situação não impediu, contudo, que os cinco administradores da empresa pública beneficiassem de aumento de 13% nas suas remunerações salariais em 2009.
ler mais aqui

Idoso preso é libertado

  Armando Costa regressou ao lar onde vive
Armando Costa regressou ao lar onde vive












Leitor do CM paga multa ao tribunal

A propósito da notícia que ontem aqui escrevi acerca do idoso de 78 anos preso na cadeia regional de Leiria, por não ter pago uma multa de trânsito, foi libertado ontem, após um leitor do CM ter pago a dívida ao tribunal.
Armando Costa saiu da cadeia pelas 18h20, regressando ao lar em Maceira, Leiria, onde vive e onde a polícia o deteve. À saída da prisão, o homem encontrava-se muito emocionado e sem forças para falar, tanto mais que sofre de problemas de saúde. 
Numa curta mensagem dirigida ao benfeitor que pagou os 416 euros da multa, manifestou-se "bastante sensibilizado" pelo gesto.
Armando foi parar à prisão por não ter pago a multa correspondente a ter sido apanhado a conduzir sem carta.

 Já agora leiam isto que também vem no mesmo jornal:

Supremo reduz pena a pedófilo

Uma menina de oito anos foi raptada no caminho para a escola, fechada dentro da bagageira de um carro e abusada por um operário fabril num sítio ermo, em Cantanhede. Jaime Fernandes, o pedófilo, de 30 anos, viu agora os juízes do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) reduzirem-lhe a pena de oito para seis anos de prisão efectiva. E com o novo Código de Execução de Penas poderá sair em liberdade dentro de um ano e meio.
 Que mais posso acrescentar!!!

Crise, qual crise?





O Governo não suspende nem o aeroporto nem a alta velocidade.
O ministro das Obras Públicas reiterou todos os compromissos em relação ao novo aeroporto internacional de Lisboa, ao projecto do TGV e conta mesmo construir a terceira ponte sobre o Tejo. Apenas as auto-estradas do Centro vão ser reavaliadas.
Há aqui qualquer coisa que me escapa...
O aperto do cinto far-se-á mas não à conta da suspensão do aeroporto e da alta velocidade.
Então há conta de quê?
Num dia estamos em crise, no outro vamos continuar a esbanjar!
Faz-me lembrar a história do pobre que compra um Ferrari, pode não ter dinheiro para a  prestação do carro, da gasolina e para a manutenção,  mas que faz vista faz !



confira tudo  aqui.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Será que alguém do governo me sabe responder?

As novas regras do subsídio de desemprego tendentes a pressionar os beneficiários a aceitar QUALQUER oferta de emprego aplicam-se:

À bióloga a quem propõem um lugar de atendimento na banca do peixe de um supermercado.
Ao economista a quem propõem um posto de vendas na rua da Tv Cabo.
Ao jurista a quem propõe uma função de porteiro numa repartição notarial.
Ou à engenheira informática, a quem propõem um trabalho a conduzir eléctricos.

Para mim não é a questão dos parentes caírem na lama.

O que eu queria compreender era se há limites à mobilidade profissional?
Queria ter dados para poder avaliar os riscos sociais e a rentabilidade económica, que tal versatilidade acarreta?
Queria saber se é deste modo, desperdiçando as nossas reais capacidades que vamos dinamizar o país?

Será que alguém do governo me sabe responder?


Idoso de lar na cadeia por não pagar multa

  A polícia foi buscar o idoso ao lar Academia da Maceira para 
cumprir três meses de prisão em Leiria



A polícia foi buscar o idoso ao lar Academia da Maceira para cumprir três meses de prisão em Leiria Deixou passar prazo para liquidar coima de 400 euros. Com 78 anos e problemas de saúde não comoveram o juiz, que o mandou prender três meses.

in Correio da Manhã

Os pedófilos saem em liberdade,os assassinos também, os corruptos recebem medalhas e prendem um velhote por não pagar uma multa.
Estou mal-disposta!

Acho que ainda vai dar jeito !

Quem tem ainda algumas preciosidades destas guardadas, se calhar é melhor ir buscar?


quarta-feira, 28 de abril de 2010

A situação económica portuguesa é infantil.

"Portugal é como uma criancinha de 12 anos que já gastou as semanadas do ano todo, que não gosta de estudar, não ajuda em casa, não quer ler e foge a sete pés das responsabilidades.
Uma criança que  aprendeu a passar pelo meio da chuva. E é feliz assim. Sem cuidado, sem futuro e com sorte. Chega-lhe o futebol, as novelas e a convicção de que o dinheiro nasce nas paredes onde estão presas as máquinas de multibanco.
Agora pedem a esta criancinha, mal educada e mimada, que se levante cedo, que tenha boas notas, que aprenda a poupar e que prometa que se vai portar bem. Ou acabam-se as semanadas, a play station e, no limite, o computador.
Ela diz que sim, que se vai esforçar. Promete. E até faz um power point muita giro, com pinta, mesmo.  "E agora, já posso ir ver televisão?". Um pai diria que sim. Não resistiria. 
Só que os mercados não são pais, são padrastos."
In expresso

So You Think You Can Dance

Preciso mudar de assunto que o post anterior pôs-me mal disposta! ( o melhor mesmo é dançar...)

Vejo pouca televisão nacional, somente os noticiários da RTP, a SIC Notícias e pouco mais.
Não vou portanto falar do que não conheço.
Confesso no entanto que sou fã de algumas séries e programas que passam na FOX.
À sexta-feira à noite na FOX LIFE não perco um dos meus programas favoritos:

"So You Think You Can Dance".

É um concurso de dança individual que elege de entre vinte concorrentes aquele que melhor se adapta a todos os estilos de dança, têm de dançar com um parceiro diferente todas as semanas e ao som de diferentes estilos de música (salsa, hip-hop, ballet, jazz, …), de maneira a conseguir mostrar uma maior versatilidade e provar que é o melhor dançarino americano.
No entanto, o ‘So You Think You Can Dance’ não é apenas um concurso, tem uma forte componente ao nível da partilha de histórias e experiências de vida.
Todas as semanas apreciamos a evolução e a entrega dos concorrentes, aos quais vamos criando laços de simpatia.
Depois de submetidos a uma avaliação criteriosa feita por um competente e justo painel de jurados, os dois pares que os espectadores – americanos – acharam que tiveram as piores prestações são eliminados, a cada semana, até restarem apenas quatro.
No final, apenas um par irá ser galardoado como vencedor e receber o grande prémio.

A qualidade dos concorrentes é extraordinária, o que está intimamente ligado à qualidade do júri. Todos os jurados são coreógrafos de renome e amam a dança. Vibram com os concorrentes, entusiasmam, criticam construtivamente e incentivam todos os que ficam pelo caminho a voltar no ano a seguir.
Este programa entretém, não porque se humilham os concorrentes, mas porque é uma celebração do corpo, da dança do movimento e do gosto pela expressão física.
Peço-vos que vejam este vídeo que mostra a categoria dos bailarinos.

Esta coreografia descreve a história de uma mulher (Kaila) dependente da droga...O rapaz (Kupono)  faz a personagem  " o vicio"
Mostra-nos que por mais que uma pessoa queira dizer não a um vicio, como a droga por exemplo, raras são as pessoas que conseguem acabar com ele e seguir em frente. Um dos pormenores que eu mais gostei foi a expressão do "Kupono" onde transparece a ideia de " Tu vais voltar..." esticando a mão para a "Kayla" no inicio e acabando da mesma forma.

Foxlife Sexta pelas 21:25

( Na próxima sexta-feira começa uma nova temporada. Os apreciadores de séries e de cinema pode espreitar aqui)

A Solução Óbvia!

Será que é desta que vamos ver uma oposição responsável em que os interesses do Pais estejam há frente dos interesses Partidários e em vez dos ataques pessoais esteja o interesse do Pais (não acredito!).
De uma coisa tenho a certeza  NÓS É QUE VAMOS PAGAR TUDO (aliás já estamos).

terça-feira, 27 de abril de 2010

«Gestores não executivos ganham 7400 euros por reunião»

Ah, valentes! Viva esta democracia!

Embora não desempenhem cargos de gestão, administradores são bem pagos:

Por cada reunião do conselho de administração das cotadas do PSI--20, os administradores não executivos, ou seja, sem funções de gestão – receberam 7427 euros.
Segundo contas feitas pelo DN, tendo em conta os responsáveis que ocupam mais cargos deste tipo, esta foi a média de salário obtido em 2009.
Daniel Proença de Carvalho, António Nogueira Leite, José Pedro Aguiar-Branco, António Lobo Xavier e João Vieira Castro são os "campeões" deste tipo de funções nas cotadas, sendo que o salário varia conforme as empresas em que trabalham.
Proença de Carvalho é o responsável com mais cargos entre os administradores não executivos das companhias do PSI-20, e também o mais bem pago.
O advogado é presidente do conselho de administração da Zon, é membro da comissão de remunerações do BES, vice-presidente da mesa da assembleia-geral da CGD e presidente da mesa na Galp Energia.
E estes são apenas os cargos em empresas cotadas, já que Proença de Carvalho desempenha funções semelhantes em mais de 30 empresas. Considerando apenas estas quatro empresas (já que só é possível saber a remuneração em empresas cotadas em bolsa), o advogado recebeu 252 mil euros. Tendo em conta que esteve presente em 16 reuniões, Proença de Carvalho recebeu, em média e em 2009, 15,8 mil euros por reunião.
O segundo mais bem pago por reunião é João Vieira Castro (na infografia, a ordem é pelo total de salário). O advogado recebeu, em 2009, 45 mil euros por apenas quatro reuniões, já que é presidente da mesa da assembleia-geral do BPI, da Jerónimo Martins, da Sonaecom e da Sonae Indústria.
Segue-se António Nogueira Leite, que é administrador não executivo na Brisa, EDP Renováveis e Reditus, entre outros cargos. O economista recebeu 193 mil euros, estando presente em 36 encontros destas companhias. O que corresponde a mais de 5300 euros por reunião.
O ex-vice presidente do PSD José Pedro Aguiar-Branco é outro dos "campeões" dos cargos nas cotadas nacionais. O advogado é presidente da mesa da Semapa (que não divulga o salário do advogado), da Portucel e da Impresa, entre vários outros cargos. Por duas AG em 2009, Aguiar-Branco recebeu 8080 euros, ou seja, 4040 por reunião.
Administrador não executivo da Sonaecom, da Mota-Engil e do BPI, António Lobo Xavier auferiu 83 mil euros no ano passado (não está contemplado o salário na operadora de telecomunicações, já que não consta do relatório da empresa). Tendo estado presente em 22 encontros dos conselhos de administração destas empresas, o advogado ganhou, por reunião, mais de 3700 euros.
Apesar de desempenhar apenas dois cargos como administrador não executivo, o vice-reitor da Universidade Técnica de Lisboa, Vítor Gonçalves, recebeu mais de 200 mil euros no ano passado.
Membro do conselho geral de supervisão da EDP e presidente da comissão para as matérias financeiras da mesma empresa, o responsável é ainda administrador não executivo da Zon, tendo um rácio de quase 5700 euros por reunião.



In, DN de 16/04/2010


É TEMPO DE DIZER BASTA A TANTA OFENSA !

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Boa semana!

O Diamante
Um Hindu chegou aos arredores de uma aldeia e aconchegou-se para dormir, debaixo de uma árvore. Mais ou menos por essa altura, chegou a correr um habitante da aldeia que lhe disse, quase sem fôlego:
- Aquela pedra! Eu quero aquela pedra.
- Mas que pedra? - pergunta-lhe o Hindu.
- Ontem à noite, eu vi Shiva num sonho, e ele disse-me para eu vir aos arredores da aldeia, ao pôr-do-sol, que aí estaria um Hindu que me daria uma pedra muito grande e preciosa que me faria rico para sempre.
Então, o Hindu mexeu na sua trouxa, tirou uma pedra e disse:
- Provavelmente é desta que ele te falou, encontrei-a num trilho da floresta, há alguns dias, podes levá-la!
E acabando de falar entregou a pedra. O homem olhou maravilhado para a pedra. Era um diamante e, talvez, o maior jamais visto. Pegou, pois, no diamante e foi-se embora. Mas, durante a noite, o homem virava-se e revirava-se na cama, sem conseguir dormir. Ao romper do dia foi ver novamente o Hindu, acordou-o e disse-lhe:

- Eu quero que me dês a riqueza que tornou possível desfazeres-te de um diamante tão grande, com tanta facilidade!


Conto e lendas orientais.

domingo, 25 de abril de 2010

São vozes como estas que se deviam ouvir por cá.

Depois de Cidinha Campos e na mesma linha de intervenção, outro brasileiro mostra o que lhe vai na alma, frontalmente!
Luiz Carlos Prates, jornalista brasileiro, conhecido pelos seus comentários fortes.
Luiz Carlos é um radialista e jornalista, actualmente colunista do jornal Diário Catarinense, comentarista do Jornal do Almoço, da RBS TV de Florianópolis, e apresentador da rádio CBN Diário e da TVCOM.
O jornalista brasileiro também é formado em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
Aqui, em pleno telejornal, não poupa "os do costume" do seu País.
Curiosamente fala das viagens dos deputados brasileiros...

São vozes como estas que se deviam ouvir por cá.




sábado, 24 de abril de 2010

25 de ABRIL

Podia aqui escrever tantas coisas...
...que neste momento estão apertadas no meu peito de portuguesa que viveu o 25 de Abril cheia de esperança no futuro.
Tantos sonhos...
...desfeitos, tantas palavras atiradas ao vento, tantas promessas por cumprir.
Uma revolução que nos podemos orgulhar...
                                   ...um País a perder o orgulho!

25 de Abril...
                                ... sem mais palavras!







sexta-feira, 23 de abril de 2010

Uma rajada de vento quebrou....


Uma rajada de vento quebrou
a haste do gladíolo vermelho.
Tombado junto à cerca de arame
é como um braço vencido por um súbito cansaço.
Em volta a paisagem observa
o seu próprio esplendor verde depois da chuva.
A flor vermelha esmorece
sob a intensidade do sol
e o caule extingue-se de volta à terra.
Sabemos vagamente como tudo isto acontece,
ébrios de identidade e permanência:
em poucos dias completar-se-á a dissolução.
Mas lenta é a morte
por dentro deste fim que acabaremos por esquecer.


Joaquín O. Giannuzzi

Num outro país outra flor rubra amanheceu,
                   acabou também por morrer... 
...esquecida!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Alguém me pode dizer :

-O que podemos comer?




Um estudo concluiu a presença de Ocratoxina (substância química tóxica produzida por fungos e com potencialidade tóxica para os rins, fígado e aparecimento de cancros) em alguns tipos de pão consumidos pelos portugueses.

DIA DA TERRA

Às vezes ela zanga-se, e tem razão!

LIÇÃO DE VIDA II

Otília Pires de Lima " O que a dor ensina"


Começou por se sentir cansada. Subia um lanço de escadas e parecia que tinha corrido a maratona. Não ligou. Andava, talvez, a trabalhar demais; ser professora universitária pode ser esgotante, talvez precisasse de vitaminas, talvez fosse carência de sol, muita chuva e mau tempo nos ossos. Havia de passar. Mas não passou.

Um dia, levava dois sacos do supermercado, um em cada mão, e sentia que os braços se iam arrancar pelos ombros. Não havia de ser nada. Tinha feito análises há menos de três meses e estava tudo bem; se calhar, andava a dormir mal; se calhar, era só a idade, que isto já se sabe, o corpinho não é o mesmo aos 18 e aos 43 anos, o tempo faz a sua mossa. Havia de passar.

Mas não passou. Em Março de 1999, Otília Pires de Lima suspirava dezenas de vezes ao dia de cansaço. Estacionar só se fosse de frente. Manobras estavam completamente fora de questão. Às vezes, até lhe apetecia seguir com o carro a direito, afastando-se do seu destino, só para não ter de fazer força com os braços para virar o volante para a esquerda ou para a direita. Estava exaurida.

Por sorte (ou porque o destino decidiu dar uma mãozinha), uma perda de sangue entre duas menstruações levou-a ao ginecologista para ver se estava tudo bem. O médico, ao fazer uma ecografia, encontrou um quisto de seis milímetros num ovário e explicou que teria de ser removido. Para isso, era necessário fazer novas análises. Otília há-de ter protestado um bocadito, que tinha uma colheita de sangue feita há menos de três meses, não era preciso outra, que maçada, mas o médico insistiu. E ela lá foi, até porque estava mais aliviada por ter encontrado (julgava ela) a razão do seu cansaço. Por sorte também (ou porque o destino estava mesmo decidido a dar um empurrão), Otília andava a ouvir uns barulhos tenebrosos no interior da sua cabeça e marcou uma TAC (tomografia axial computorizada). «Eu ouvia martelar dentro da minha cabeça. Mas era um martelar tão claro que durante algum tempo eu achava que havia obras no andar por cima do meu. Até cheguei a insultar, entredentes, o pobre do vizinho por estar a fazer obras à meia-noite. Depois, percebi que as obras estavam dentro da minha cabeça e decidi ir ver o que era aquilo.»

No dia 19 de Maio de 1999, o dia do 21.º aniversário da sua filha, Otília tinha dois afazeres importantes: ir buscar as análises e fazer a TAC. Quando chegou ao laboratório, não foi a recepcionista quem lhe deu o resultado. Um enfermeiro de ar grave disse-lhe: «A senhora tem de ir já para o hospital. Está com 6 de hemoglobina! [O normal são 12 a 16g/dl].» Otília riu-se: «Disparate, vou lá agora para o hospital! Hoje é o aniversário da minha filha, tenho é de me despachar que ainda tenho muito que fazer.» O enfermeiro persistiu, que era o melhor, que os resultados não estavam bons, que tivesse cuidado, com a saúde não se brinca. E ela sim, sim, pois claro, amanhã ligo ao médico, não se preocupe.

Saiu do laboratório extenuada e foi fazer a TAC, marcada para esse dia. Quando chegou, desmoronou numa cadeira, arfando. A recepcionista perguntou: «Está em jejum?» Otília disse que não e a recepcionista retorquiu: «Ah, então não vai poder fazer o exame. Tem de ser em jejum.» Otília soltou uma gargalhada das suas: «Olhe, então não vou fazer isto nem hoje nem nunca. Se eu depois de ter comido me sinto assim, sem forças, imagine que estava em jejum! É que nem conseguia cá chegar!»

A recepcionista ficou pensativa. «A senhora está tão branca …» E, alarmada, chamou a médica. Foi então que Otília desabafou que tinha ido pouco antes buscar o resultado das análises e que estava com 6g/dl de hemoglobina. A médica arregalou os olhos, fez-lhe a TAC e repetiu as mesmas palavras do enfermeiro do laboratório: «A senhora tem de ir para o hospital e é já. Ligue ao seu médico, vai ver que ele lhe diz o mesmo.»

Otília Pires de Lima mal conseguia marcar os números no telemóvel, mas ligou ao Prof. Ricardo Jorge. Do outro lado da linha, mais do mesmo. «Mas, ó doutor, eu tenho de ir para casa fazer bacalhau com natas! É o aniversário da minha filha …»
Já não foi. Quando chegou ao Hospital São Francisco Xavier, trataram-na como se fosse uma bomba-relógio prestes a explodir a qualquer instante. Deite-se, não fale, não se mexa. O médico, seriíssimo, a decidir: «Vai ter de ficar internada.» Otília respondeu: «Ok. Eu fico cá, mas tenho de ir lanchar com a minha filha!» A enfermeira que estava ali ia abrir a boca, mas a doente espetou-lhe um dedo no nariz: «E isto não é negociável!»

Ela não sabe explicar o que sentia, mas era como se tudo aquilo fosse uma ridicularia sem sentido. Tanta histeria à sua volta parecia-lhe uma piada. Achava graça ao modo como todos se agitavam em seu redor, aos gestos nervosos, às vozes de comando dos médicos, à ansiedade dos enfermeiros. Nem lhe passou pela cabeça que aquilo só podia ser muito mau sinal. Estava divertida, em suma, como uma tonta. «Não me pergunte porquê, mas era como se não fosse nada comigo. Estive o tempo todo a fazer piadas.»

Otília não tinha vaga num quarto e, por isso, puseram-na numa maca no corredor de obstetrícia. Achavam que talvez fosse um problema ginecológico porque ela mencionou o quisto. Novas análises e a hemoglobina estava ainda mais baixa. As horas foram passando e, a certa altura, uma auxiliar veio perguntar-lhe se já tinha nascido o seu bebé. Como era o dia de aniversário da filha, que tinha nascido às 21.40, respondeu: «Sim, já nasceu. É uma menina com 3,650 kg.» A empregada deu-lhe uma festa, disse parabéns, e perguntou: «E quando foi?» Otília replicou, então com a mesma naturalidade: «Foi há 21 anos.»

Outro dos episódios que recorda, divertida, é aquele em que um médico aparece no corredor aos gritos: «Otília Pires de Lima? Quem é Otília Pires de Lima?» Ela levantou o braço. O homem, corado e nervoso, levantou-lhe o lençol: «A senhora está a sangrar de onde?» Ela encolheu os ombros: «Eu? Eu não estou a sangrar de lado nenhum!» O médico estava uma pilha: «A senhora tem de estar a sangrar de algum lado! Com estes valores, tem de estar a perder sangue por algum lado!» Mas a sua pesquisa não detectou hemorragias, e Otília continuava alegre, como se tudo não passasse de uma brincadeira.

Uma semana depois, foi transferida para o Hospital Garcia de Orta, e nem quando viu a placa a dizer «Hemato-oncologia» se deu conta do que lhe estava a acontecer. «Nada me atingia, era tudo como se não fosse comigo, e eu até hoje não sei explicar como e porque é que eu reagi assim.» Só quando uma manhã a médica chega de semblante carregado e lhe diz que se confirmaram as piores expectativas, e pronunciou a palavra, impronunciável, «leucemia», só aí é que lhe caiu a ficha. O céu desabou sobre a sua cabeça. Queria saber tudo. Quais os prognósticos, o que se seguia, o que fazer? Mas quando a médica lhe perguntou, assim de chofre, se queria mesmo saber tudo, Otília estacou. Não. Era melhor não. E se lhe determinavam um limite? E se lhe diziam: tem um ano de vida? Seis meses? Não. Não queria viver a prazo. Não queria ficar condicionada por uma validade que lhe impunham. Por isso, levantou a mão e declarou: «Não. Não quero saber nada.» Quis ficar sozinha. E nesse instante desvairou. Andou pelo quarto como louca. Levou as mãos à cabeça, viu a vida deslizar-lhe à frente dos olhos. E foi nesse filme da existência que parou. Deixou de respirar por segundos. E disse: «Não. Eu não posso morrer. Eu não vou morrer disto. Eu não vou fazer isto aos meus pais.»

Otília tinha 43 anos, dois filhos e um pai e uma mãe que já tinham perdido quatro filhas. Ela era a quinta e última descendente e não podia morrer-lhes também. «Claro que pensei nos meus filhos, e no quanto os amava, e no quanto não queria deixar de os ver. Mas naquele momento foi nos meus pais que pensei: como é que eu podia morrer também? Como é que eu lhes podia fazer uma coisa dessas? E então soltou-se um grito dentro de mim: Não! Eu não ia morrer, era o que faltava! Eu ia lutar com todas as minhas forças. E ia ganhar.»

Em momento algum fez a pergunta típica: porquê eu? «Perguntei para quê, e não porquê. Percebi que havia um motivo, uma razão. Que havia uma lição a tirar, de certeza que havia. Não tive raiva, não me revoltei. Aceitei, respeitei e decidi lutar, com a certeza de que ia vencer.»

Já refeita do choque, chamou a médica e disse: «Vamos lá a isto, então. Primeiro ponto: eu não admito ninguém a olhar para mim com pena. Não sou uma coitadinha. Outra coisa: quero poder controlar as visitas. Não quero ninguém ao pé de mim que seja pessimista. Num momento tão decisivo, em que estou tão frágil, não quero que venham para aqui carregar-me negativamente.» A médica sorriu, contente com a determinação, mas provavelmente sentindo desconsolo. As estimativas para Otília não podiam ser piores: a equipa dava-lhe quatro semanas de vida, mais coisa menos coisa. Não lho disseram porque ela pediu que não dissessem. Mas era esse o seu prazo.

Os tratamentos começaram de imediato. E as análises. E os exames. E todo um batalhão de «torturas» a que o seu corpo foi sujeito. Ao todo, fez 19 mielogramas (punção da medula óssea). Furaram-na 11 vezes para meter o cateter. Mas Otília aguentava tudo quase sem um ai. «Tinha uma enorme resistência à dor que tinha que ver com a minha aceitação. Tenho a certeza. O Prof. Manuel Abecasis dizia que um estado de espírito optimista cria resistência à dor. E a verdade é que eu nunca senti uma dor insuportável. Minto. Um dia, decidi que queria anestesia para me darem um pontinho na zona onde tinha estado o cateter. A médica disse que não era preciso, que eu já tinha aguentado tanta coisa pior, que aquilo era só um pontinho. E eu não aceitei aquilo sem anestesia, estava com medo, estava crispada. Conclusão? A agulha chegou a entortar! A médica só dizia que eu tinha pele de cão. Era só uma coisa: a não-aceitação. Se aceitarmos, o nosso corpo como que se abre. E permite. E não dói.»

Otília Pires de Lima esteve um ano em tratamentos. Precisava de um dador, mas não havia nenhum compatível e ela não tinha tempo para esperar. Então, tentaram o auto-transplante. Mas as suas células não eram suficientes. Com o cenário mais negro, era ela quem tranquilizava os filhos, os pais, era ela que fazia humor com a situação, como se fosse uma brincadeira. Dizia coisas como: «Já viram a minha sorte? Tenho um cancro que não me vai deixar mutilada. Aqui não há nada para cortar. É o sangue. Ou se regenera ou não se regenera. E vai ficar tudo bem!» Para ela, a leucemia não era um agressor. Era um professor. «Aprendi a aceitar a leucemia, e mais: aprendi a amá-la. Ela veio para me ensinar qualquer coisa. Eu meti isto de tal modo na cabeça que, quando me caiu o cabelo, chorei mas de felicidade. Porque eu acreditava que estava ali para aprender. E que aquela Otília tinha de morrer para nascer uma nova. E personalizei no cabelo essa pessoa que tinha de morrer. De maneira que comecei a desejar que isso acontecesse. E quando caiu, chorei de alegria.»

O filho, então com 17 anos, foi-se abaixo. No dia em que ela chegou a casa com o lenço na cabeça, deitou-se na cama, chamou-o e disse-lhe: «Meu querido, eu não quero ter de andar com isto na cabeça aqui dentro de casa. Tenho umas peladas horríveis, isto não é bonito, mas eu quero estar à vontade. E nós somos mais do que cabelo.» O filho puxou-lhe o lenço, olhou-a, deu-lhe um beijo na cabeça e murmurou: «Tu és bonita de qualquer maneira, mãe.»

A 12 de Outubro de 2000, os médicos deram-lhe a boa nova: era como se tivesse feito o autotransplante. Estava bem. Tinha alta. Eles não sabiam explicar como, mas Otília venceu. «Foi dos dias mais felizes da minha vida.» Neste processo, Otília Pires de Lima descobriu a sua, a nossa, filiação divina. «Se somos filhos de Deus, herdámos-lhe o ADN. E se ele é uma força de amor incondicional, nós também temos esse poder. E podemos exercê-lo. Devemos exercê-lo.»

A aprendizagem foi uma aprendizagem de amor. Otília aprendeu a amar-se em primeiro lugar. Só depois aos outros. «Disseram-nos que é pecado colocar-mo-nos em primeiro lugar. Pecado é não nos amarmos. Pecado é não nos perdoarmos. Se não nos amarmos, quem é que o vai fazer? Passamos a vida a ouvir os conselhos dos outros e raramente perdemos tempo a escutar-nos a nós, ao que diz o nosso instinto.»

Foi justamente para espalhar esta lição, que aprendeu da pior maneira, que Otília Pires de Lima escreveu o livro Viver de Amar (Papiro Editora). Porque acredita que o Universo nos dá sinais que nós, por estarmos demasiado ocupados ou por não querermos ver, não vemos. «Não é preciso chegar ao estado que eu cheguei para aprender a lição. O problema é que nós aprendemos mais depressa com o sofrimento do que com a alegria, com a bonança. E este livro serve para ajudar as pessoas a amarem-se, a confiarem mais em si mesmas. E se eu tive o privilégio de passar por isto, se eu tive o privilégio de vencer, quero muito ajudar outras pessoas a vencerem também. É a minha obrigação

texto retirado daqui

LIÇÃO DE VIDA I

Pedro Choy


Olhando para ele, para a forma dominadora como fala, para o modo seguro como trabalha, avaliando as 18 clínicas que tem, espalhadas por todo o país, ostentando o seu nome, metade português, metade chinês, "Clínicas Dr. Pedro Choy", medindo e pesando o homem, o médico, Pedro Choy, ninguém diria, dessa análise precipitada e ligeira, que nasceu pobre.
Muito pobre. Tão pobre que só teve electricidade aos 15 anos. Tão pobre que as instalações sanitárias da sua pobre casa, em Almeirim, eram no fundo do quintal e consistiam num buraco feito no chão, rodeado por uma cabana de madeira feita por si e pelos irmãos, com tábuas e pregos. Tão pobre que, todos os anos, Pedro Choy e os irmãos tapavam esse buraco com terra e abriam outro buraco ao lado.

Pedro Choy nasceu em Macau e veio com três meses para Portugalmais concretamente para Almeirim, onde  vivia uma avó (mãe do pai).
Um ano depois, rebentou a guerra colonial e o pai foi para Macau , onde ficou 14 anos.
A mãe de Pedro Choy, chinesa, ficou sozinha com quatro filhos, três rapazes e uma rapariga, numa terra estranha, sem falar uma palavra de português.
"A minha mãe, além de ser chinesa, vestia-se de uma forma completamente chinesa. Naquela altura, em Almeirim, nunca ninguém tinha visto um chinês. As pessoas andavam atrás dela como quem vê um extraterrestre. Faziam fila para a ver. A ponto de, um dia, ela ter desatado a fugir e ter caído, porque tinha medo. Por outro lado, o meu pai era o único adulto com quem ela conseguia falar, dado que não falava português. É uma sobrevivente, a minha mãe. Uma mulher muito especial."
Quando chegou a Portugal , e sobretudo a Almeirim, a mãe de Pedro Choy desconfiava que algo de muito sério se passava. Acostumada à densidade populacional da China , estranhava a escassez de pessoas.
"O meu pai assegurava-lhe vezes sem conta que não havia nenhuma espécie de guerra, que estava tudo bem. Não havia nem guerra, nem peste, nem epidemias. Porque ela não conseguia acreditar que a população da terra fosse mesmo só aquela, que não estava ninguém escondido".
"A avó de Pedro Choy morava numa casa igualmente pobre, com chão em terra e divisões improvisadas pelos netos, com tábuas.
Era cauteleira e vidente. Na terra era conhecida como "a bruxa".
"Lembro-me de passar de ouvir as pessoas dizer: 'Lá vai o neto da bruxa'. Não foi fácil. Fomos vítimas de chacota, não só por sermos pobres mas também por sermos chineses. No meu caso, por exemplo, inventavam-me nomes. Chamavam-me 'Choy-Roy-Foy-Coy-Moy...', tudo acabado em oy."
Mas Pedro foi educado para ser forte. O pai ensinou-o a dar como resposta:
"Pois é. É por isso que sou melhor do que tu."
Pedro Choy e os irmãos cresceram e fortaleceram-se, num ambiente hostil.
Apesar da pobreza, os "filhos da chinesa" e "netos da bruxa" nunca andaram sujos nem nunca passaram fome:
"Podíamos usar roupas usadas, velhas, dadas, mas estavam limpas. Podia não haver dinheiro para comprar carne mas tínhamos, pelo menos, arroz todos os dias. Arroz e leite. Não passávamos fome, do ponto de vista quantitativo."
Passar fome, passou mais tarde, enquanto estudante universitário. Quando pediu uma bolsa de estudo e a viu recusada, Pedro Choy sentiu uma revolta grande.
"Eu era a pessoa mais pobre do meu curso. Se eu não tinha direito à bolsa, quem é que tinha? Investiguei e descobri que os bolseiros eram filhos de empresários, que pura e simplesmente não faziam declarações de rendimentos."
E assim, sem bolsa, foi trabalhar. De resto, mesmo antes de entrar para a faculdade, aos 14 anos, prevendo qualquer dificuldade tentou armazenar dinheiro e trabalhou na Compal, em Almeirim. Era higienista, nome pomposo que, na prática, significava lavar a fábrica toda.
"Foi o cargo que escolhi porque era o mais bem pago. Tinha um subsídio de risco porque era necessário lavar as máquinas por dentro. E às vezes havia acidentes. Além disso, era preciso carregar às costas sacos de 50 quilos de soda cáustica. E a soda cáustica, como o nome indica, é...cáustica".
Além desse trabalho, teve outros: na apanha do tomate, nas vindimas, como servente de pedreiro.
Mas o dinheiro amealhado não foi suficiente e, na universidade de Coimbra , onde foi tirar Medicina, passou fome.
"Comia uma vez por dia, ao almoço, na cantina da universidade de Coimbra . Não tocava na maçã e no pão. Embrulhava-os e levava para casa, para me servirem de ceia. É difícil dormir quando se tem fome."
Para dar a volta, rompeu com uma das suas convicções, a de que ensinar karaté devia ser gratuito.
"A fome faz repensar algumas convicções".
Algum tempo depois de se tornar mestre de karaté, convidaram-no para ser segurança. Foi segurança de discotecas e, mais tarde, foi convidado para ser guarda-costas.
"Fui guarda-costas de algumas figuras conhecidas por esse mundo fora. Era contratado para fazer reforço de segurança, ou seja, em circunstâncias de perigo. Isso permitia-me trabalhar durante duas semanas, três semanas, um mês, a remunerações absolutamente impensáveis."
Pedro Choy chegou ao 4º ano de Medicina mas depois interessou-se mais por um curso de Medicina Tradicional Chinesa, na Universidade de Marselha.
Os outros dois irmãos são médicos e a irmã é bióloga e uma das mais reputadas investigadoras na área da genética.
Uma família de vencedores. Talvez porque o pai sempre lhes tenha exigido o máximo, que fossem os melhores. Talvez porque cresceram a ver a mãe num empenho extraordinário para cuidar de quatro filhos numa terra estranha, onde era vista como um extra-terrestre. Talvez porque sim, porque lhes está na massa do sangue.
Pedro Choy tem 18 clínicas, espalhadas por todo o país, ostentando o seu nome, um nome que foi alvo de zombaria e que hoje é um nome de sucesso. Ninguém diria que o homem por detrás do nome nasceu pobre. Mas nasceu. Muito pobre. A prova provada de que é possível mudar o destino.
Ou, como diz o provérbio chinês:
"É melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão."
 
* Texto publicado na revista Nós, do jornal i, de Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

Clínicas:

http://www.clinicasdrpedrochoy.com/

quarta-feira, 21 de abril de 2010

"O Fundo da Linha" - PESCA DO ARRASTO

O mar profundo num vídeo fantástico da Greenpeace

É muito importante que vejam este filme que a Greenpeace pede para divulgar, sobre a destruição que a pesca de arrasto está a provocar nos ecossistemas de profundidade.


 

"A Greenpeace está a divulgar o vídeo O Fundo da Linha para alertar para a destruição causada pela pesca de profundidade em águas internacionais.
Este vídeo conta com o apoio de Sigourney Weaver e insta os governos de todo o mundo a adoptar medidas concretas e urgentes para defender a vida marinha que se esconde nas profundezas dos oceanos.
Em Novembro deste ano a Assembleia Geral das Nações Unidas vai voltar a abordar este tema e vai decidir os próximos passos relativamente à implementação da resolução 61/105.
Esta resolução pede a tomada de medidas imediatas que administrem os stocks de peixe de maneira sustentável e que protejam os ecossistemas marinhos vulneráveis de práticas de pesca destrutivas.
Desde o dia 16 de Outubro do ano passado, que a Greenpeace está na estrada para sensibilizar consumidores para as ameaças que os ecossistemas vulneráveis em alto mar enfrentam e pressionar os retalhistas a tomar a liderança e parar de comercializar espécies de peixe de profundidade.
Estas grandes empresas têm o dever de garantir aos seus consumidores a sustentabilidade de todo o peixe que vendem e de não encorajar a destruição dos últimos refúgios de vida marinha do planeta."
Fonte: Greenpeace

terça-feira, 20 de abril de 2010

Não resisti :-)

José Sócrates vai a uma festa de um empresário importante mas, ao chegar à enorme mansão, é barrado pelo segurança.
- Mas, eu sou o Sócrates, o Primeiro Ministro!
- Então, mostre-me os seus documentos.
- É que... não tenho os documentos, esqueci-me da carteira.
- Desculpe-me, mas não vou poder deixá-lo entrar!
- O quê? O senhor nunca me viu na TV? Olhe bem para a minha cara!
- De facto, o senhor é muito parecido com o Primeiro Ministro, mas sabe como é... existem muitos sósias do Sócrates por aí... O senhor vai ter de provar que é realmente o José Sócrates.
- Mas o que quer que eu faça?
- O Senhor é que sabe! O Cristiano Ronaldo também se esqueceu dos documentos, eu dei-lhe uma bola de futebol e ele fez uma demonstração que logo me convenceu.
A Mariza também se esqueceu dos documentos e fez uma demonstração a cantar fado que provou ser quem dizia ser.
-P...a, mas eu não sei fazer nada!
- Desculpe-me pelo inconveniente causado, Sr. Primeiro Ministro.Faça o favor de entrar.


5 minutos ...

...para arranjar o filho para ir para a escola!
Se calhar só mesmo no Japão :-)))





segunda-feira, 19 de abril de 2010

Vivemos num mundo de diferenças!



Depois do post de ontem, e porque a realidade para muitas crianças, infelizmente é triste e chocante,  precisei de "alimentar" o meu espírito com a perfeição e beleza destas fotos, para poder seguir em frente.
Tracy Raver começou a fazer este tipo de arte fotográfica com os bebés, através de amigos e familiares que lhe pediam para registar os momentos de seus pequenos.
Quando conhecemos o trabalho de Tracy, ficamos a pensar como ela consegue estas poses, ambientes e situações para os bebés.
Como eles ainda continuam a dormir como se nada estivesse acontecendo ao seu redor.
A técnica que Tracy utiliza é bem simples:
Ela aproveita a própria luz natural do ambiente para fotografar os bebés porque a luz artificial faz com que se perca um pouco esta naturalidade.
E o resultado é surpreendente.
Parece que foram moldados a ficarem em certas posições, como se vida fosse tão simples.
Acredito que é isso que fica bem visto neste trabalho, esta simplicidade da vida, uma vida em início, frágil e dependente no seu modo de ser.

 E a infância não devia ser simplesmente assim ?!




domingo, 18 de abril de 2010

Como A Economia Global Produz Bens Baratos

A escravidão infantil envolve mais de 400 milhões de crianças no mundo.

Os dados são de organizações humanitárias, que indicam também que os menores representam mais de 10% do potencial de mão-de-obra no mundo.

Essas crianças geram cerca de 13 milhões de euros anuais ao Produto Interno Bruto mundial.

As organizações denunciam, que poderosas empresas multinacionais famosas em todo o mundo, com produções que vão desde automóveis e roupas até bebidas e ténis, são consideradas culpadas. Elas "exploram meninos e meninas nos países pobres com subcontractos para diminuir o preço da mercadoria que é vendida em outros lugares e da qual aquelas crianças nunca poderão usufruir".

É vergonhoso, em pleno século XXI, presenciar a escravidão infantil, guerras, prostituições, exploração de trabalho, fome e maus-tratos.

A escravidão infantil é o maior problema trabalhista e, portanto, sindical do mundo. Apesar disso, o sindicalismo internacional e os partidos políticos, não se preocupam com tais questões. Para eles, a escravidão infantil não existe.

Sem palavras porque as imagens já dizem TUDO !!!
ATÉ QUANDO ???





quinta-feira, 15 de abril de 2010

Sines

Sines a minha terra de adopção.


O blogue Crónicas do Rochedo  lançou este desafio, como admiradora fiel do seu blogue, aqui fica a minha participação:

Sou alfacinha , mas o Alentejo e especialmente o litoral alentejano é "a minha terra".
Vivi em Sines onze dos melhores anos da minha vida, fui para lá em 1980, lá casei, lá nasceu o meu filho, e lá continuo a ir sempre que a vida o permite.

Convido-vos a visitar esta pequena vila piscatória que na década de 70 do século passado, durante o governo de Marcelo Caetano, passou  para um importante complexo portuário-industrial.
Para além da cidade de Sines, recomendo uma visita a Porto Covo e à Ilha do Pessegueiro, viagem que deverá ser efectuada junto à costa, para poder apreciar uma enorme sucessão de maravilhosas praias entre-cortadas pelas falésias ainda virgens do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.
Terra de pescadores e de homens do mar por tradição, foi em Sines que nasceu Vasco da Gama, e embora agora exiba um porto industrial e refinarias de petróleo rodeadas de um emaranhado de oleodutos, a cidade mantém o seu velho centro pitoresco e a praia linda de areia fina.
 É sobre a praia que se ergue o simples castelo medieval mandado restaurar, no século XVI, pelo rei Dom Manuel I (teria sido aqui que nasceu Vasco da Gama, filho do alcaide-mor, em 1469). Uma estátua moderna do navegador parece agora fitar as águas da baía. O Museu Arqueológico Municipal   exibe peças de ourivesaria, provavelmente de origem fenícia, descobertas nos arredores.
O município de Sines situa-se ao sul do cabo com o mesmo nome, no litoral de Alentejo. A praia de São Torpes e os seguintes areais situados mais ao sul mostram-nos uma magnífica paisagem, esta é a minha praia preferida. No entanto a capital e Porto Covo acolhem a maior parte da oferta turística que é bastante variada.
Entre todas as razões para visitar Sines, a qualidade da sua gastronomia é, sem discussão, uma das principais. A cozinha típica do concelho tem como base o peixe e o marisco, ingredientes sempre frescos, provenientes, em grande parte, das duas lotas existentes, em Sines e Porto Covo. Pratos como a açorda de marisco e a feijoada de búzios são exemplos também da influência do interior alentejano, resultando numa combinação irresistível entre os sabores da costa e da planície.

Se a principal força da gastronomia de Sines está nos frutos do mar, sob todas as formas - pratos quentes, saladas, petiscos , não deixe de provar o doce regional “Vasquinhos”, pequenos bolos à base de amêndoa que tomam o nome do navegador ali nascido.








Espero que tenham gostado do "passeio"?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

IMAGENS EM 3D SEM USAR ÓCULOS



Para se poder usufruir do prazer de assistir a um filme de cinema a 3 dimensões, basta colocar os óculos necessários para esse efeito.
Aqui vai poder vislumbrar um conjunto de magníficas imagens sem necessitar de usar óculos.
O efeito chama-se Estereoscopia 3D.

Segundo a Wikipédia, " a estereoscopia é a simulação de duas imagens da cena que são projectadas nos olhos em pontos de observação ligeiramente diferentes, o cérebro funde as duas imagens, e nesse processo, obtém informações quanto à profundidade, distância, posição e tamanho dos objectos, gerando uma sensação de visão em 3D."

cão em 3d



terça-feira, 13 de abril de 2010

Falta de tempo !


A falta de tempo parece ser o nosso grande inimigo.
O mundo mudou muito e as pessoas tentam acompanhar o ritmo, hoje tudo é mais rápido, mais facilitado e mesmo assim não nos sobra tempo.
Tenho certeza que a nossa absoluta falta de tempo nada mais é do que uma desculpa. Atrás dela nos escondemos e nos esquivamos de muitas coisas.
É a desculpa perfeita! Acreditamos tanto nela, e passamos tanto tempo a pensar e a dizer que falta tempo, que ele começa realmente a ficar escasso.
E como todos vivem nessa mesma situação, um acredita na falta de tempo do outro.
Logo a desculpa ficou perfeita e natural?
E essa terrível falta de tempo domina as nossas vidas, as nossas atitudes, as nossas escolhas e até mesmo o nosso tempo.
Falta tempo para comer, falta tempo para visitarmos parentes e amigos, aliás falta tempo até para telefonar e dizer que estamos com saudades.
Falta tempo para ler, estudar, aprender coisas novas.
Falta tempo para passear de mãos dadas, conhecer lugares novos, ou simplesmente contemplar o pôr-do-sol.
Falta tempo para sonhar e acreditar nos nossos sonhos.
Falta tempo até para perceber a falta de tempo que temos.
O tempo passa com a mesma velocidade que sempre passou., mas parece que cada vez ele passa mais rapidamente.
No entanto, ele é o mesmo para todos nós,  ele não faz distinção de sexo, raça, cor, classe social ou lugar.
A diferença é o que fazemos com o nosso tempo.
Estranho mesmo é escrever sobre o tempo enquanto ele passa, passa, e passa… Aliás...nem sei como consegui arranjar
tempo para escrever isto!

domingo, 11 de abril de 2010

"O amor não se define; sente-se."

Um homem constrói um mundo holográfico para a mulher que ama.
"O amor não se define; sente-se."
Séneca


World Builder from BranitVFX on Vimeo.


BOM FIM DE SEMANA!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Traçar o destino.

Aquele corpo tão falsamente provocante, aquela figura agora ali à beira do abismo, era o seu, e ela por mais que tentasse não conseguia aliená-lo.
Detestara-o naquela noite e em todas as outras noites em que o usava desligada de tudo.
Desejava que aquele corpo não lhe pertencesse, sentia a maldição que pesava sobre si e desejava ser uma pessoa normal...sim, normal em todo o sentido, isto é, que se entrega, que aceita, que nada receia.
Agora só via a falência da sua vida. Não existia nenhuma razão no mundo que a pudesse impedir.
A quem poderia interessar que ela reassumisse as suas obrigações, votasse, desse festas, trabalhasse, amasse?
Para quê? Para quem?
A desculpa da euforia permanente produzida pelo álcool era mais razoável, pois conseguia afastar a falta do amor que não conheceu, dos beijos que não deu, dos livros que não escreveu e da vida que não viveu.
Mas hoje estava sóbria!
Era precisamente seis e dezoito, ninguém o soube, mas foi nesse instante que ela decidiu o seu destino.




(Para a Fábrica das Letras sobre o tema de Abril -  Abismo)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O Filme que todos DEVEMOS VER !!!

 Este vídeo tem exactamente 5 minutos e 22 segundos. Só vos peço para o ver!
Uma das maiores empresas de marketing do mundo, resolveu passar uma mensagem para todos, através de um vídeo criado pela TAC (Transport Accident Commission) . Este vídeo teve um efeito drástico na Inglaterra.
Depois desta mensagem, 40% da população da deixou de usar drogas e consumir álcool pelo menos nas datas comemorativas.
Acho que esta devia ser uma iniciativa a ter também em Portugal, pois ainda neste fim de semana a GNR contabilizou 911 acidentes durante os quatro dias da Operação Páscoa, de que resultaram dois mortos, 23 feridos graves e 276 feridos ligeiros.




quarta-feira, 7 de abril de 2010

O esplendor das flores

No fim de semana da Páscoa, aproveitei a minha ida ao Algarve para "recolher" com a minha filha, algumas plantas e flores para ela fazer um herbário.
Sempre gostei de flores e plantas pois são verdadeiras obras-primas da natureza e com tristeza acabei  também por saber, que muitas espécies estão ameaçadas devido à "invasão abusiva" do homem em verdadeiros paraísos botânicos.
A propósito de flores, descobri um site, cujo autor Jonathan Singer  reproduz fielmente as formas e as cores dos seus belos modelos.
Este artista norte-americano segue as técnicas de composição e iluminação de génios da pintura como Rembrandt, Brueghel ou Vermeer.
Aqui fica um "cheirinho"...
 Fê

terça-feira, 6 de abril de 2010

Nasci no dia 6 de Abril...





Já percorri um longo caminho, já me cruzei com muitas pessoas, já ri e chorei muitas vezes e já falei e escrevi muito sobre mim.
Hoje, queria encontrar a melhor frase, o melhor poema, a melhor imagem para partilhar convosco e fiquei sem saber como começar...porque quando escrevo, as palavras doem porque saem cá de dentro, arrancadas bem de dentro de mim.
Tenho-vos pedido só 5 minutos para estarem comigo, e muitos têm sido os que me têm acompanhado com palavras sempre generosas, com empatia e incentivo ao que aqui vou escrevendo.
Por aqui tenho vivido minutos especiais, verdadeiros e únicos.
Hoje faço anos! Acho que a melhor maneira de vos agradecer, será esta, partilhá-los convosco!




Um beijinho muito especial à minha amiga querida que me dá sempre "Um quê de qualquer coisa...cá dentro"