quinta-feira, 29 de julho de 2010

...mas quero-te bem, encosta-te a mim !

Vou de férias, penso estar novamente por aqui só em meados de Setembro.
Até lá, e como símbolo desta partilha virtual de diferentes sentires, diferentes pensares e diferentes gentes,
dedico a TODOS, este Clip do Jorge Palma, que tem para mim um significado muito especial.

Quero-vos bem! 
 Beijinhos



Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra, fiz tudo p´ra sobreviver
em nome da terra, no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem, não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói, não quero adormecer.

Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.

Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.

Eu venho do nada, porque arrasei o que não quis
em nome da estrada, onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.

Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim !

Jorge Palma

IMPERATIVO DE CONSCIÊNCIA


Talvez uma leitura e uma reflexão atenta demore mais do cinco minutos, mas por imperativo de consciência, senti que devia seguir o apelo do meu amigo Rogério Pereira do excelente blogue "CONVERSA AVINAGRADA".
Continuemos pois a tocar o sino, porque ele não pode parar.
"Começarei por vos contar em brevíssimas palavras um facto notável da vida camponesa ocorrido numa aldeia dos arredores de Florença há mais de quatrocentos anos. Permito-me pedir toda a vossa atenção para este importante acontecimento histórico porque, ao contrário do que é corrente, a lição moral extraível do episódio não terá de esperar o fim do relato, saltar-vos-á ao rosto não tarda.
Estavam os habitantes nas suas casas ou a trabalhar nos cultivos, entregue cada um aos seus afazeres e cuidados, quando de súbito se ouviu soar o sino da igreja. Naqueles piedosos tempos (estamos a falar de algo sucedido no século XVI), os sinos tocavam várias vezes ao longo do dia, e por esse lado não deveria haver motivo de estranheza, porém aquele sino dobrava melancolicamente a finados, e isso, sim, era surpreendente, uma vez que não constava que alguém da aldeia se encontrasse em vias de passamento. Saíram portanto as mulheres à rua, juntaram-se as crianças, deixaram os homens as lavouras e os mesteres, e em pouco tempo estavam todos reunidos no adro da igreja, à espera de que lhes dissessem a quem deveriam chorar. O sino ainda tocou por alguns minutos mais, finalmente calou-se. Instantes depois a porta abria-se e um camponês aparecia no limiar.
Ora, não sendo este o homem encarregado de tocar habitualmente o sino, compreende-se que os vizinhos lhe tenham perguntado onde se encontrava o sineiro e quem era o morto. “O sineiro não está aqui, eu é que toquei o sino”, foi a resposta do camponês. “Mas então não morreu ninguém?”, tornaram os vizinhos, e o camponês respondeu: “Ninguém que tivesse nome e figura de gente, toquei a finados pela Justiça, porque a Justiça está morta.”
Que acontecera? Acontecera que o ganancioso senhor do lugar (algum conde ou marquês sem escrúpulos) andava desde há tempos a mudar de sítio os marcos das extremas das suas terras, metendo-os para dentro da pequena parcela do camponês, mais e mais reduzida a cada avançada. O lesado tinha começado por protestar e reclamar, depois implorou compaixão, e finalmente resolveu queixar-se às autoridades e acolher-se à protecção da justiça. Tudo sem resultado, a espoliação continuou. Então,desesperado, decidiu anunciar urbi et orbi (uma aldeia tem o exacto tamanho do mundo para quem sempre nela viveu) a morte da Justiça.
Talvez pensasse que o seu gesto de exaltada indignação lograria comover e pôr a tocar todos os sinos do universo, sem diferença de raças, credos e costumes, que todos eles, sem excepção, o acompanhariam no dobre a finados pela morte da Justiça, e não se calariam até que ela fosse ressuscitada. Um clamor tal, voando de casa em casa, de aldeia em aldeia, de cidade em cidade, saltando por cima das fronteiras, lançando pontes sonoras sobre os rios e os mares, por força haveria de acordar o mundo adormecido… Não sei o que sucedeu depois, não sei se o braço popular foi ajudar o camponês a repor as extremas nos seus sítios, ou se os vizinhos, uma vez que a Justiça havia sido declarada defunta, regressaram resignados, de cabeça baixa e alma sucumbida, à triste vida de todos os dias. É bem certo que a História nunca nos conta tudo…

Esses sinos novos são os múltiplos movimentos de resistência e acção social que pugnam por uma nova justiça distributiva e comutativa.

Suponho ter sido esta a única vez que, em qualquer parte do mundo, um sino, uma campânula de bronze inerte, depois de tanto haver dobrado pela morte de seres humanos, chorou a morte da Justiça. Nunca mais tornou a ouvir-se aquele fúnebre dobre da aldeia de Florença, mas a Justiça continuou e continua a morrer todos os dias. Agora mesmo, neste instante em que vos falo, longe ou aqui ao lado, à porta da nossa casa, alguém a está matando. De cada vez que morre, é como se afinal nunca tivesse existido para aqueles que nela tinham confiado, para aqueles que dela esperavam o que da Justiça todos temos o direito de esperar: justiça, simplesmente justiça. Não a que se envolve em túnicas de teatro e nos confunde com flores de vã retórica judicialista, não a que permitiu que lhe vendassem os olhos e viciassem os pesos da balança, não a da espada que sempre corta mais para um lado que para o outro, mas uma justiça pedestre, uma justiça companheira quotidiana dos homens, uma justiça para quem o justo seria o mais exacto e rigoroso sinónimo do ético, uma justiça que chegasse a ser tão indispensável à felicidade do espírito como indispensável à vida é o alimento do corpo. Uma justiça exercida pelos tribunais, sem dúvida, sempre que a isso os determinasse a lei, mas também, e sobretudo, uma justiça que fosse a emanação espontânea da própria sociedade em acção, uma justiça em que se manifestasse, como um iniludível imperativo moral, o respeito pelo direito a ser que a cada ser humano assiste.
Mas os sinos, felizmente, não tocavam apenas para planger aqueles que morriam. Tocavam também para assinalar as horas do dia e da noite, para chamar à festa ou à devoção dos crentes, e houve um tempo, não tão distante assim, em que o seu toque a rebate era o que convocava o povo para acudir às catástrofes, às cheias e aos incêndios, aos desastres, a qualquer perigo que ameaçasse a comunidade. Hoje, o papel social dos sinos encontra-se limitado ao cumprimento das obrigações rituais e o gesto iluminado do camponês de Florença seria visto como obra desatinada de um louco ou, pior ainda, como simples caso de polícia.
Outros e diferentes são os sinos que hoje defendem e afirmam a possibilidade, enfim, da implantação no mundo daquela justiça companheira dos homens, daquela justiça que é condição da felicidade do espírito e até, por mais surpreendente que possa parecer-nos, condição do próprio alimento do corpo. Houvesse essa justiça, e nem um só ser humano mais morreria de fome ou de tantas doenças que são curáveis para uns, mas não para outros. Houvesse essa justiça, e a existência não seria, para mais de metade da humanidade, a condenação terrível que objectivamente tem sido. Esses sinos novos cuja voz se vem espalhando, cada vez mais forte, por todo o mundo são os múltiplos movimentos de resistência e acção social que pugnam pelo estabelecimento de uma nova justiça distributiva e comutativa que todos os seres humanos possam chegar a reconhecer como intrinsecamente sua, uma justiça protectora da liberdade e do direito, não de nenhuma das suas negações.
Tenho dito que para essa justiça dispomos já de um código de aplicação prática ao alcance de qualquer compreensão, e que esse código se encontra consignado desde há cinquenta anos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, aqueles trinta direitos básicos e essenciais de que hoje só vagamente se fala, quando não sistematicamente se silencia, mais desprezados e conspurcados nestes dias do que o foram, há quatrocentos anos, a propriedade e a liberdade do camponês de Florença. E também tenho dito que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, tal qual se encontra redigida, e sem necessidade de lhe alterar sequer uma vírgula, poderia substituir com vantagem, no que respeita a rectidão de princípios e clareza de objectivos, os programas de todos os partidos políticos do orbe, nomeadamente os da denominada esquerda, anquilosados em fórmulas caducas, alheios ou impotentes para enfrentar as realidades brutais do mundo actual, fechando os olhos às já evidentes e temíveis ameaças que o futuro está a preparar contra aquela dignidade racional e sensível que imaginávamos ser a suprema aspiração dos seres humanos.
Acrescentarei que as mesmas razões que me levam a referir-me nestes termos aos partidos políticos em geral, as aplico por igual aos sindicatos locais, e, em consequência, ao movimento sindical internacional no seu conjunto. De um modo consciente ou inconsciente, o dócil e burocratizado sindicalismo que hoje nos resta é, em grande parte, responsável pelo adormecimento social decorrente do processo de globalização económica em curso. Não me alegra dizê-lo, mas não poderia calá-lo. E, ainda, se me autorizam a acrescentar algo da minha lavra particular às fábulas de La Fontaine, então direi que, se não interviermos a tempo, isto é, já, o rato dos direitos humanos acabará por ser implacavelmente devorado pelo gato da globalização económica.

Continuamos a falar de democracia como se se tratasse de algo vivo, quando dela pouco mais nos resta que um conjunto de formas ritualizadas, os inócuos passes e os gestos de uma espécie de missa laica.

E a democracia, esse milenário invento de uns atenienses ingénuos para quem ela significaria, nas circunstâncias sociais e políticas específicas do tempo, e segundo a expressão consagrada, um governo do povo, pelo povo e para o povo? Ouço muitas vezes argumentar a pessoas sinceras, de boa fé comprovada, e a outras que essa aparência de benignidade têm interesse em simular, que, sendo embora uma evidência indesmentível o estado de catástrofe em que se encontra a maior parte do planeta, será precisamente no quadro de um sistema democrático geral que mais probabilidades teremos de chegar à consecução plena ou ao menos satisfatória dos direitos humanos. Nada mais certo, sob condição de que fosse efectivamente democrático o sistema de governo e de gestão da sociedade a que actualmente vimos chamando democracia. E não o é. É verdade que podemos votar, é verdade que podemos, por delegação da partícula de soberania que se nos reconhece como cidadãos eleitores e normalmente por via partidária, escolher os nossos representantes no parlamento, é verdade, enfim, que da relevância numérica de tais representações e das combinações políticas que a necessidade de uma maioria vier a impor sempre resultará um governo.
Tudo isto é verdade, mas é igualmente verdade que a possibilidade de acção democrática começa e acaba aí. O eleitor poderá tirar do poder um governo que não lhe agrade e pôr outro no seu lugar, mas o seu voto não teve, não tem, nem nunca terá qualquer efeito visível sobre a única e real força que governa o mundo, e portanto o seu país e a sua pessoa: refiro-me, obviamente, ao poder económico, em particular à parte dele, sempre em aumento, gerida pelas empresas multinacionais de acordo com estratégias de domínio que nada têm que ver com aquele bem comum a que, por definição, a democracia aspira. Todos sabemos que é assim, e contudo, por uma espécie de automatismo verbal e mental que não nos deixa ver a nudez crua dos factos, continuamos a falar de democracia como se se tratasse de algo vivo e actuante, quando dela pouco mais nos resta que um conjunto de formas ritualizadas, os inócuos passes e os gestos de uma espécie de missa laica.
E não nos apercebemos, como se para isso não bastasse ter olhos, de que os nossos governos, esses que para o bem ou para o mal elegemos e de que somos portanto os primeiros responsáveis, se vão tornando cada vez mais em meros “comissários políticos” do poder económico, com a objectiva missão de produzirem as leis que a esse poder convierem, para depois, envolvidas no açúcares da publicidade oficial e particular interessada, serem introduzidas no mercado social sem suscitar demasiados protestos, salvo certas conhecidas minorias eternamente descontentes…
Que fazer? Da literatura à ecologia, da fuga das galáxias ao efeito de estufa, do tratamento do lixo às congestões do tráfego, tudo se discute neste nosso mundo. Mas o sistema democrático, como se de um dado definitivamente adquirido se tratasse, intocável por natureza até à consumação dos séculos, esse não se discute. Ora, se não estou em erro, se não sou incapaz de somar dois e dois, então, entre tantas outras discussões necessárias ou indispensáveis, é urgente, antes que se nos torne demasiado tarde, promover um debate mundial sobre a democracia e as causas da sua decadência, sobre a intervenção dos cidadãos na vida política e social, sobre as relações entre os Estados e o poder económico e financeiro mundial, sobre aquilo que afirma e aquilo que nega a democracia, sobre o direito à felicidade e a uma existência digna, sobre as misérias e as esperanças da humanidade, ou, falando com menos retórica, dos simples seres humanos que a compõem, um por um e todos juntos. Não há pior engano do que o daquele que a si mesmo se engana. E assim é que estamos vivendo.
Não tenho mais que dizer. Ou sim, apenas uma palavra para pedir um instante de silêncio. O camponês de Florença acaba de subir uma vez mais à torre da igreja, o sino vai tocar. Ouçamo-lo, por favor."
José Saramago para o Fórum Social Mundial 

quarta-feira, 28 de julho de 2010

TELEPATIA - Lara Li

Andava eu ontem à noite, a remexer nos meus discos antigos, quando encontrei no fundo do baú, um dos meus álbuns preferidos
O álbum de Lara Li  "Água na Boca" de 1981, que inclui o tema  "Telepatia".

Num tempo em que eu acreditava em "telepatia" e achava possível  "devorar o mundo".




Telepatia
Silêncio, Calma
Feitiçaria
Da tua alma

Passo a passo
Sem ter medo
Abrimos, soltámos
O nosso segredo

E a sorrir
Devorámos o mundo
Num abraço
Tão profundo

Telepatia
Sem contratempo
Deixei-te um dia
Num desalento
E eu sonhava
Existia
Pra sempre, pra sempre
Foi pura poesia

Sem pensar
Não vi-te, passavas
Pelo meu corpo
Não ficavas

Telepatia
Minha querida, eu soube sempre
Eu já sabia que te ia conhecer
Fiz tanta força
Para isto acontecer
És tão bonita meu amor
Eu não te queria perder
Já sei, adivinho
O que estás a pensar
Vim do outro lado do mar,
Talvez outro dia volte, não sei
Mas penso em ti, acredita
Adivinhei-te em segundos
Quando jurámos eternidade

E a sorrir
Devorámos o mundo
Num abraço
Tão profundo

Telepatia
Silêncio, Calma
Feitiçaria
Da tua alma

Telepatia...
 
Ana Zanatti e Nuno Rodrigues


terça-feira, 27 de julho de 2010

Crise?

Correndo o risco de a Isa me chamar de capitalista  ;-) aqui vai mais um local para se refrescarem !

 Piscina no 55° andar do hotel mais caro do mundo
 
Nadar na borda não é tão arriscado quanto parece.
Enquanto a água da piscina “infinita” parece terminar num despenhadeiro, na verdade ela escorre para uma espécie de canal, de onde é bombeada de volta para a piscina principal. Tem três vezes o tamanho de uma piscina olímpica (150 metros de comprimento).
Foi feita no impressionante "Skypark", um espaço de lazer em forma de barco, empoleirado sobre as três torres que compõem o hotel mais caro do mundo,  é o Marina Bay Sands, na cidade de Singapura.


Ou então, têm sempre esta opção ;-)

Beijinhos ;-)

Para os meus amigos mais maduros ;-))

A IDADE DOS ÉCE

Aviso: desculpem qualquer coisinha, porque a linguagem é um pouco atrevida ;-) O



DIÁRIO DE UM HOMEM MADURO NO GINÁSIO

Acabei de completar 50 anos. A minha mulher ofereceu-me um voucher  de uma semana num dos melhores ginásios. Estou em excelente forma, mas achei boa  ideia diminuir a minha "barriguinha". Fiz a marcação dessa semana no ginásio. A personal trainer que me vai seguir chama-se Catarina, tem 26 anos, é monitora de aeróbica e modelo. Recomendaram-me que escrevesse um diário para documentar o meu progresso, que transcrevo a seguir.

Segunda-feira

Com muita dificuldade levantei-me às 6 da manhã. O esforço valeu a pena. A monitora parece uma deusa grega: loira, olhos azuis, grande sorriso, lábios carnudos e corpo escultural. Primeiro mostrou-me todos os aparelhos de ginástica. Comecei pela bicicleta. Ao fim de 5 minutos mediu as minhas pulsações e ficou alarmada porque estavam muito aceleradas. Mas não era da bicicleta: era por causa dela, por estar vestida com uma malha de licra justíssima que lhe moldava as formas todas. Gostei do exercício. Ela
consegue dar-me imensa motivação. Começo a sentir uma dor constante na barriga de tanto a encolher.

Terça -feira

Tomei o pequeno almoço e fui para o ginásio. A monitora estava melhor que nunca. Comecei por levantar uma barra de metal. Depois ela atreveu-se a pôr pesos! Tinha as pernas fracas mas consegui completar UM QUILÓMETRO na passadeira. O sorriso arrebatador que a monitora me deu no fim da manhã convenceu-me de que todo este exercício vale a pena... É uma vida nova para mim.

Quarta-feira

A única forma de conseguir escovar os dentes foi segurar na escova com os cotovelos apoiados no lavatório e mexer a cabeça de um lado para o outro. Conduzir também não foi fácil: estender os braços para meter as mudanças foi um esforço digno de Hércules. Dói-me o peito. As plantas dos pés doem cada vez que carrego nos pedais. Fisicamente diminuído, estacionei o carro no lugar reservado para deficientes, até porque só consigo andar a coxear. A monitora estava com a voz um pouco aguda. Quando grita incomoda-me muito. Quando me pôs um arnês para fazer escalada, todo o corpo me doeu. Para que é que alguém inventa um aparelho para fazer escalada quando isso ficou obsoleto desde a invenção dos elevadores? A monitora disse-me que este exercício me ia ajudar a ficar em forma, ou a gozar a vida...

Quinta-feira

A monitora estava à minha espera com os seus dentes de vampiro horríveis. Cheguei meia-hora atrasado: foi o tempo que demorei para conseguir calçar os sapatos. A desgraçada pôs-me a trabalhar com os pesos. Quando se distraiu, fui-me refugiar na casa de banho. A gaja mandou um outro monitor ir buscar-me. Como castigo pôs-me na máquina de remar... Estou todo rebentado.

Sexta-feira

Odeio essa desgraçada. Estúpida, magra, anémica, chata e feminista sem cérebro! Se houvesse uma parte do meu corpo que eu pudesse mexer sem sentir uma dor excruciante, partia ao meio essa sacana. Quis que eu trabalhasse os meus tricípites... EU NEM SABIA O QUE ERA ESSA COISA DOS TRÍCIPETES! E se não bastasse colocar-me pesos nos braços, pôs-me aquelas tretas das barras... Desmaiei na bicicleta. Acordei numa maca. Uma nutricionista, uma idiota com cara de estúpida, deu-me uma seca sobre alimentação saudável.

Sábado

A filha da mãe deixou-me uma mensagem no telemóvel com a sua vozinha de lésbica assumida a perguntar por que é que eu não apareci. Só de ouvir aquela vozinha fiquei com ganas de partir o telemóvel, mas não tive forças para o levantar. Carregar nas teclas do comando da televisão para fazer zapping está a ser um esforço tremendo...

Domingo

Não me consigo levantar. Pedi a um amigo meu para agradecer a Deus por mim na missa por ter sobrevivido a esta semana que felizmente já acabou. Rezei para que no ano que vem a desgraçada da minha mulher me dê qualquer coisa um pouco mais divertida, como um tratamento dentário, um cateterismo ou até mesmo um exame à próstata.


Beijinhos ;-)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Quem é amiga quem é ? ;-)



 receitas  aqui

 receitas aqui

Estão convidados ;-)



Eu gosto é do Verão ;-)

Fê 

Abandono dos animais nas férias.

"Muitas pessoas, quando adoptam um animal, esquecem-se das férias. Pois bem, se tem alguém que cuide do seu cão ou gato nas próximas férias, melhor. Mas se o seu animal faz parte do programa de férias, então deverá ter em atenção se o hotel ou parque de campismo permite o alojamento de animais.
O abandono é a consequência da irresponsabilidade daqueles que pensaram muito vagamente (muitos nem pensaram e nem pensam) neste assunto e que resolveram o problema de uma forma desumana e cruel para o animal. É precisamente isto que queremos evitar…com a sua ajuda, obviamente.
Antes de viajar faça a reserva de alojamento, no hotel, para o seu animal. Informe-se quais as condições exigidas. Se o animal for de grande porte informe-se se têm boxe disponível e faça a reserva. Caso queira viajar para o estrangeiro com o seu cão e/ou gato deve tomar as devidas precauções com a documentação deste. Certifique-se, junto da Embaixada do país para onde se deslocar, quais os requisitos necessários para a entrada do animal no país."
 Liga Portuguesa dos Direitos dos Animais


Nas férias, faça como eu, leve o seu animal consigo!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Bom fim de semana!

Um bom filme, com bons actores e em boa companhia, é das pequenas coisas da vida que me fazem sonhar e ser feliz!

Cinema é melhor pra saúde do que pipoca!
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que NADA!

Luís Fernando Veríssimo

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Desafio ;-)

Para não pensarem mal de mim...... e porque o post anterior { foi um impulso de momento ;-) } não faz o meu género como sabem, deixo-vos estas belas fotografias de animais, e se quiserem :
DESAFIO-VOS a legendá-las  :-)

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Editei de novo este post, porque alguns comentários fizeram-me dar umas boas gargalhadas :-) 
Como dizia e bem  Charles Chaplin: 

"Um dia sem rir é um dia desperdiçado."



Beijinhos

Eu sou contra a violência sobre os animais...

...mas há coelhos e COELHO!


Os novos mendigos


quarta-feira, 21 de julho de 2010

Conselhos da Fê { para os homens} ;-)

Todos os dias há homens a fazerem esta figura:


Conselhos da FÊ :-) 
 {para os homens}

Se gostava de se tornar num homem com pinta; aquele que todas as mulheres voltam a cabeça na rua uma segunda vez para admirar, e todos os outros homens querem ser iguais, é só seguir as seguintes 14 dicas.
  1. Faça 25 elevações logo de manhã para descontrair, e outras tantas 1 hora antes de se deitar.
  2. Suba sempre o máximo de escadas que conseguir.
  3. Treine os seus braços: bíceps, tríceps. Comece devagar, e aos poucos vá aumentando o peso.
  4. Beba cerca de 7 a 8 copos de água por dia, para se manter saudável. A água também é o melhor alimento da pele, mantenha uma pele saudável.
  5. Barbeie-se! A maioria dos homens fica muito melhor sem pêlos faciais.
  6. Cuide do seu cabelo! Vá a um cabeleireiro mais moderno e faça um corte actual; usualmente o cabeleireiro sabe qual o corte que se adequa melhor a si. Se o cabeleireiro usar algum produto para moldar o seu cabelo, pergunte-lhe qual é o produto e peça-lhe para lhe ensinar a moldar o seu cabelo em casa.
  7. Coma fruta e vegetais. Evite a comida de plástico, doces e a carne vermelha.
  8. Faça exercício de forma mais intensiva pelo menos 3 vezes por semana, e moderado nos restantes dia da semana.
  9. Mantenha umas mãos e pés bonitos, para isso só necessita de manter as unhas curtas e limpas!
  10. Lave a sua face com um produto sem sabão, todas as manhãs e antes de se deitar. Use um creme hidratante. Faça uma esfoliação à face 2 vezes por semana.
  11. Use creme hidratante não só na face mas também em todo o corpo; o mesmo se aplica ao esfoliante.
  12. Opte por produtos de boa qualidade, como um bom champô, um creme hidratante adequado ao seu tipo de pele – se tiver acne use produtos anti-acne, se tiver pele oleosa ou seca ou sensível use produtos específicos; peça conselho na sua farmácia, ou numa boa perfumaria.
  13. Opte por acessórios modernos como um bom par de óculos de sol, um cinto engraçado, e não dispense uns bons sapatos e para um dia mais casual, um bom par de ténis.
  14. Tudo o que foi mencionado anteriormente deve ser acompanhado com uma personalidade a condizer. Trate as mulheres com respeito e consideração, e não as considere objectos, não diga palavrões, nem se esqueça de ser um cavalheiro; todas as mulheres adoram que um homem se ofereça para levar o saco das compras!   
retirado daqui
     Perceberam? ;-)

      Sei que é muita coisa para assimilarem,  portanto têm uma segunda opção:
       Old Spice




        Beijinhos

        terça-feira, 20 de julho de 2010

        Conselhos da FÊ { para as mulheres } :-)

        Continuando na mesma "linha" do post anterior, onde dava a solução para a queda do cabelo feminino, {e porque acho que a minha experiência  já me deu o estatuto de vos poder dar bons conselhos } vou dar início neste blogue ao tema:
        Conselhos da FÊ :-) 
        {para as mulheres}

        Todos os dias há mulheres a fazerem esta figura:


        Solução:
        Como determinar o Seu número de Soutien

        Acreditem ou não, 80% das mulheres usa um número de soutien errado.

        Para que faça uma compra acertada aqui deixo alguns truques simples, para que faça a melhor escolha e se sinta uma diva. Veja:

        ► Ao experimentar um soutien, deve moldar cada seio e observe bem os detalhes para não comprar o soutien errado.
        ► A cintura das costas precisa estar paralela à da frente do soutien.
        ► As copas não podem sobrar ou faltar nos seios.
        ► Os seios precisam de estar acomodados de forma que a copa não marque a pele, tanto nas partes laterais, como na parte superior.
        ► Os mamilos devem estar centralizados e dentro da copa.
        ► Os arcos do soutien não devem apertar a parte lateral do busto ou a parte interna.
        ► As alças não devem apertar demasiado os ombros, assim como não devem ficar soltas.
        ► O sistema de regulação é para ajustar de acordo com o corpo e a alça deve ficar centralizada no ombro.

        Além destas dicas é fundamental que escolha a lingerie que mais combina com o seu estilo de vida.

        Perceberam? ;-)

        adaptado daqui


        { Os homens que me aguardem pois também tenho bons conselhos para vós ;-)
        Beijinhos


        segunda-feira, 19 de julho de 2010

        A crise...


        ... faz-nos perder até os cabelos, mas há solução !
        Para os cabelos e para as mulheres ;-)


        Magazine Civiliação 1936

         

         


        { Eu, como sou um passarinho... }
        foto enviada por um amigo ;-)
        Boa semana para todos
        ~Beijinhos

        domingo, 18 de julho de 2010

        Até amanhã ;-)

        "De todas as criaturas de Deus, somente uma não pode ser castigada. Essa é o gato. Se fosse possível cruzar o homem com o gato, melhoraria o homem, mas pioraria o gato."
        Mark Twain




        quinta-feira, 15 de julho de 2010

        Para todos a quem só pedi 5 minutos...

        ... e que me deram muito mais.
        Obrigada !
        Um grande abraço virtual a todos.

        Tirei um "bocadinho" a cada um de vós ;-)



        A Melhor Prova duma Real Amizade

        "A melhor prova duma real amizade está em evitar os compromissos entre aqueles que se estimam. Ainda que devendo muito aos que muito me louvam, eu não quero ser-lhes obrigada pela gratidão. Mas sim grata porque estou com eles, devido a circunstâncias que a todos nós agradam e são um laço mais entre nós, sem constituírem um dever. Eu pretendo dizer da amizade o que Diógenes dizia do dinheiro: que ele o reavia dos seus amigos, e não que o pedia. Pois aquilo que os outros têm pelo sentimento comum não se pede, é património comum. Neste caso, a amizade."


        Agustina Bessa-Luís, in 'Dicionário Imperfeito'

        quarta-feira, 14 de julho de 2010

        O preço de uma vida.

        " Aquele que sofre verdadeiramente, irá socorrer a dor do outro "
        Faramarz




        "Chamo-me Íris, tenho 22 anos, sou estudante de biologia e portadora de HPN.
        Gostaria de lhes contar a minha “pequena” história de vida.
        Desde os 15 anos que vivo com um cansaço constante e uma palidez extrema. Sempre que chegava da escola, a única vontade que tinha era meter-me na cama… nem comer me apetecia!
        Recordo a expressão preocupada dos meus pais que achavam, na altura, que eu estava anémica. Nesse ano, convictos que algo estava errado comigo, os meus pais mandaram-me fazer um check-up completo para perceber o que se estava a passar.
        Uma semana depois, recebemos um telefonema do meu médico de família. Havia algo de estranho com as minhas análises e a recomendação era para que os meus pais se dirigissem às urgências hospitalares, com a maior brevidade. Assim foi.
        Nesse mesmo dia dei entrada no hospital e só ouvia os murmúrios dos médicos dizendo que eu tinha os níveis de glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas extremamente baixos, mas que não percebiam o porquê.
        Fizeram testes e mais testes e, depois, deram-me medicamentos e mandaram-me para casa.Passado umas semanas, regressava com os mesmos sintomas ao hospital e o processo repetia-se…
        Durante quatro meses!!!
        Finalmente, numa das últimas visitas às urgências,um médico chegou a uma conclusão – eu sofria de Hemoglobinúria Paroxística Nocturna.
        Cansaço extremo, visitas constantes ao hospital e transfusões semanais fazem parte das memórias de Íris, uma jovem com (HPN) que relata os efeitos que uma nova substância terapêutica teve, na melhoria da sua qualidade de vida.
        Visto ser uma doença rara, as explicações médicas prestadas foram um pouco escassas por isso, quando cheguei a casa, juntamente com os meus pais,procurámos na Internet perceber do que realmente se tratava. A informação disponível arrasava comas nossas esperanças:
        “É uma doença rara, crónica,adquirida, degenerativa e com riscos de trombose.Impede que a medula funcione de forma correcta,destruindo os glóbulos vermelhos. Os afectados têm uma esperança de vida entre dez a quinze anos, desde a altura do diagnóstico”.
        Era um desespero… Para piorar, tive de começar a receber transfusões de sangue – três por semana!
        Um dia, durante as suas pesquisas, a minha mãe descobriu que existia um medicamento nos EUA, um anticorpo monoclonal, que parecia ter resultado nos doentes com HPN.
        Coincidência ou milagre,ao falar neste tratamento ao médico que me acompanhava no Hospital, ele informou a minha mãe que o hospital tinha acabado de assinar um protocolo para efectuar um ensaio clínico comesse tratamento. Os meus pais e eu não tivemos quaisquer dúvidas – íamos tentar esta oportunidade terapêutica! Durante três anos tomei este medicamento e comecei a recuperar. A minha medula já funcionava melhor e conseguir estar mais de seis meses sem receber qualquer transfusão!
        Segundo o meu médico, com este tratamento, os riscos de vir a sofrer uma trombose também diminuíram! Porém, agora, o ensaio clínico terminou.
        Apesar de os médicos terem verificado a sua eficácia, o seu custo é demasiado elevado – dizem eles.
        Neste momento, eu e os meus pais aguardamos a resposta a um pedido especial que fizemos às autoridades nacionais, para que eu possa obter de novo o tratamento, de forma comparticipada.
        Já passaram alguns meses e, até agora, nada! Mas eu tenho esperança.Esperança de concluir o meu curso, de poder tratar-me e viver uma vida com qualidade – tal como todas as minhas colegas de faculdade!!!"

        {Este relato é baseado numa história verídica. Foram salvaguardados locais e identidades.}

         Ontem, enquanto esperava por uma consulta, fui abordada por uma senhora que se identificou, pedindo-me  se podia contribuir para a  FEDRA- Federação das Doenças Raras de Portugal, porque infelizmente não têm qualquer apoio do Estado.
        Ao mesmo tempo deu-me uma revista da Federação, na qual li este caso que me tocou particularmente, porque afinal esta jovem podia ser a minha filha.

        POR DECRETO- Águas de Bacalhau

        MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

        CÓDIGO DE PROCESSO PENAL

        Proposta de alteração do Código de Processo Penal, com a redacção a ser introduzida pelo DL XX/2009, com vista a acabar com as campanhas negras contra cidadãos supostamente honestos, que entra imediatamente em vigor e tem efeitos radioactivos e retroactivos desde sempre e enquanto existir o Governo da República.


        (...)
        LIVRO X
        Das execuções
        TÍTULO I
        Disposições gerais
        (...)

        Artigo 468.°-A
         Águas de Bacalhau

        1 - Se o condenado conseguir endrominar pena em que foi condenado, transitada ou não em julgado, por qualquer meio, por período igual ou superior a um ano, nomeadamente com a interposição de recursos manifestamente infundados para todas as instâncias e revistas nacionais ou internacionais, ou ainda interpondo recursos extra-ordinários, iludindo as autoridades responsáveis pela sua captura ou tendo sido declarado na situação de contumácia, tem o direito a requerer ao tribunal que a pena seja declarada em situação de águas de bacalhau.
        2 - O tribunal não pode deixar de declarar a pena em situação de águas de bacalhau, a qual é irrecorrível, transitando imediatamente em julgado. 
        3 - Se o tribunal não proferir decisão no prazo de 24 horas, o cidadão pode recorrer para o julgado de paz competente. 
        4 - A pena declarada em águas de bacalhau não mais poderá ser cumprida ou considerada em cúmulo jurídico, ficando o Ministério Público impedido de promover o respectivo cumprimento. 
        5 - O arguido que tiver pena declarada em situação de águas de bacalhau poderá exigir indemnização ao Estado a calcular com base no valor de 5.000 € por cada mês ou fracção de prisão não cumprida. 
        6 - Se o arguido for membro ou simpatizante do Partido essa indemnização será calculada com base no valor de 20.000 € por cada mês ou fracção de prisão não cumprida. 
        7 - No caso previsto no número anterior, nenhuma pessoa ou órgão de comunicação social poderá difundir, ou simplesmente aludir, à existência de pena declarada em situação de águas de bacalhau. 
        8 - A difusão ou a simples alusão à aplicação da situação de águas de bacalhau, colocará o infractor em situação precária, podendo:
        a) Ser-lhe denegrida a imagem nos órgãos de comunicação social;
        b) Ser perseguido politicamente no seu local de trabalho;
        c) Ser sumariamente corrido do emprego sem qualquer justificação. 
        9 - No caso da aplicação da alínea c) do Art.º anterior, não terá direito a qualquer indemnização ou compensação, excepto nos seguintes casos:
        a) Exercer funções num qualquer órgão do Governo;
        b) Ser membro influente do partido do Governo;
        c) Ser membro influente de um dos Maiores partidos da oposição;
        d) Ser familiar, amigo, conhecido, ou por qualquer forma possuir uma cunha metida por qualquer membro das alíneas anteriores.
        (...)

        AUTOR DESCONHECIDO COM MUITA PENA ( em águas de bacalhau)  MINHA!

        terça-feira, 13 de julho de 2010

        S.D.A.D.I.A. Síndrome de Desordem da Atenção Deficitária na Idade Avançada.



        Não desesperem !
        Mas... já podem ter adquirido...

        A todos que já passaram dos 50 um abraço, e quem não passou não ria e tenha esperança, pois um dia vai chegar lá!
        Explico melhor:
        Para quem já passou dos 50 ou está com os mesmos sintomas,acabaram de descobrir o diagnóstico desta síndrome.

        1. Outro dia decidi lavar o carro; peguei nas chaves e fui à garagem, quando notei que tinha correspondência em cima da mesa.

        2.  OK, vou lavar o carro, mas antes vou ver a correspondência, pois pode ter alguma coisa urgente.

        3.  Ponho as chaves do carro na escrivaninha ao lado e, olhando  a correspondência, vejo que tem algumas contas para pagar e muita propaganda inútil, e  por isso decido jogá-las  fora (as propagandas),  mas vejo também que o cesto do lixo está cheio.

        4.  Então lá vou eu esvaziá-lo.
        Coloco as contas sobre a escrivaninha, mas lembro-me que há um banco electrónico perto de casa e vou primeiro pagar as contas.

        5.  Coloco o cesto de  lixo no chão, pego as contas e vou em direcção à porta.

        6.  Onde está o cartão do banco?
         No bolso do casaco que vesti  ontem.

        7.  Ao passar pela mesa  de jantar, olho para um refrigerante que estava a beber. 
        Vou buscar o cartão, mas  antes vou guardá-lo no frigorífico.

        8.  Vou em direcção à cozinha quando noto que a planta no vaso parece murcha, é melhor pôr água antes.

        9.  Coloco o refrigerante na  mesa da cozinha, quando... 
        Ah! Achei os meus  óculos! Estava à procura  deles há horas! 
        É melhor guardá-los, já!

        10.  Pego num jarro, encho-o de água e vou em direcção ao vaso.

        11.  Deixaram o controle remoto da televisão aqui em cima!
         À noite quando quisermos ligar a TV, ninguém se vai lembrar de procurar na cozinha.
        É melhor levá-lo já para a sala. Mas...

        12.  Ponho os óculos sobre a mesa e pego no controle remoto.

        13.  Coloco a água na  planta, mas caiu um  pouco no chão.
         Deixo  o controle remoto no sofá e vou buscar um pano.

        14.  Vou andando pelo corredor e penso que precisava  trocar a moldura deste quadro.

        15.  Estou andando e já não sei o que é que ia fazer!!!

        16.  Ah! Os óculos...  Depois!
        Primeiro o pano. Pego nele.

        17.  Vou em direcção ao vaso, mas vejo o cesto de lixo cheio.

        18.  Final do dia:
         O carro continua por lavar, as contas não foram pagas, o refrigerante lá está, quentinho, a planta levou só metade da água, não sei do cartão do banco, nem onde estão as chaves do carro!

        19.  Quando tento entender porque é que não fiz nada hoje, fico atónita, pois estive ocupada o dia inteiro!

        20.  Percebo que isto é uma coisa muito séria e que tenho que ir ao médico, mas antes acho que vou  ver o resto da correspondência...



        Divulguem esta mensagem para todos os conhecidos, antes que se esqueçam ;-)
        Desconheço a autoria mas dou-lhe os parabéns, pois descobri o nome certo para o meu padecimento.

        segunda-feira, 12 de julho de 2010

        O vaso imperfeito


        Uma velha senhora chinesa possuía dois grandes vasos, cada um suspenso na extremidade de uma vara que ela carregava nas costas.
        Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito.
        Este último estava sempre cheio de água ao fim da longa caminhada da nascente até à casa, enquanto aquele rachado chegava meio vazio.
        Por longo tempo, tudo permaneceu assim, com a senhora a chegar a casa com um vaso e meio de água.
        Naturalmente, o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer.
        Depois de dois anos, reflectindo sobre a sua amarga derrota de ser 'rachado', o vaso disse à senhora durante o caminho:

        'Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que eu tenho me faz perder metade da água durante o caminho até a sua casa...'
        A velhinha sorriu:
        "Você reparou que lindas flores existem somente do teu lado do caminho? Eu sempre soube do teu defeito e portanto plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado. E todo o dia, enquanto a gente voltava, tu as regavas.
         Por dois anos pude recolher aquelas belíssimas flores para enfeitar a mesa. Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na minha casa".

        {li por aqui} 

        E o violino tocou.
        Mesmo sem cordas.
        Mesmo com defeito.

        quinta-feira, 8 de julho de 2010

        City of Angels



        Confesso que estar aqui, tem sido como viver na "Cidade dos Anjos".
        Nesta "cidade", tal como num filme, dou liberdade à minha criatividade e imaginação, nela "conheci" e  me cruzo diariamente com "Anjos", que de outra forma nunca conheceria.
        Perco-me neste mundo de partilha, informação e conhecimento, cada dia absorvo mais e todos os dias procuro mais {tenho que me  refrear, porque quero um final diferente para o meu filme ;-) }
        "Oficialmente", os meus filhos estão de férias e tenho que lhes dedicar mais tempo, porque eles são os meus Anjos mais preciosos.

        Apesar de continuar a estar por aqui, será mais espaçadamente, não poderei estar tão atenta aos vossos blogues, não poderei comentar tanto como gostaria.
        Só vos peço ;-)  para ouvirem e verem o vídeo até ao fim , tem uma música linda {podem me chamar piegas, mas para mim este é um filme inesquecível}, e umas frases que achei muito apropriadas.

        O meu beijinho

        quarta-feira, 7 de julho de 2010

        DESAFIO DA FÊ : Férias de Sonho...

        ...para mim, era estar aqui!

        Desafio todas as minhas amigas e amigos a escreverem, ou mostrarem nos vossos blogues, quais seriam as vossas férias de sonho.
        Não vão atrás de conselhos de ninguém , sigam os vossos sonhos;-)



        {Por favor, não me chamem de materialista;-)}

        Animais e crianças :-)



        Haverá melhor combinação?

        Desafio da Pink Poison

        A pink poison fazendo jus ao nome e ao blogue, desafiou-me a mostrar o "Vale dos Lençóis" ;-)
        Mostro-te o "vale" da minha gata, a cama da minha filha.
        Fica aqui o desafio, se alguém quiser continuar, força!


        O que eu faço pelas amigas ;-)

        terça-feira, 6 de julho de 2010

        Quem é a mãe?


        "Se um dia o Cristiano Ronaldo escrever um livro sobre paternidade, o primeiro capítulo é dedicado ao tema "Mães: Relação Qualidade-Preço".

        Nuno Markl no Facebook

                                                                         in HenriCartoon
        "Os portugueses podem estar descansados, diria mesmo que mais descansados do que em tempos estavam os defensores de D. Duarte, preocupados com o longo celibato do herdeiro, Cristiano Ronaldo já garantiu o herdeiro.
        Enquanto estávamos preocupados em saber se o craque marcava mais golos do que aqueles que gosta de marcar ao FCP lá longe, nas terras da Paris Hilton, nascia um rebento construído com o mesmo apuro científico com que Ronaldo marca os golos, ao que parece até marcou este golo sem ter que rematar, só é pena que no futebol não hajam balizas de aluguer, a esta hora estaríamos ansiosos por ver a prestação do craque nas meias-finais.
        Graças a este golaço do Cristiano Ronaldo já li tantas vezes o nome dos familiares que não me esquecerei que a mãe se chama Dolores, as irmãs dão-se pelos nomes de Cátia e Elma e até fiquei a saber que o cunhado é um tal José Pereira. Isto é, já sei mais da família do Ronaldo do a dos Silvas de Boliqueime, de quem só sei os nomes do patriarca e da esposa.
        Tal todos os portugueses estou preocupado com o futuro da criança, a sua situação legal, porque vir a americana que alugou as entranhas buscar o rebento em quem Portugal deposita todas as esperanças era a mesma coisa que os mouros cá virem outra vez e levarem os herdeiros da Casa de Bragança para Alcácer Quibir. 
        Por isso leio atentamente as centenas de páginas que os nossos ilustres jornalistas, à falta de mais recados do processo Freeport e Face Oculta, vão escrevendo.
        Até porque enquanto o herdeiro dos Ronaldos não exibir o bilhete de identidade nacional estamos todos intranquilos, o que nos vale é que o Dr. José Miguel Júdice até interrompeu os seus negócios e mui doutos pareceres para nos tranquilizar, o rebento ainda não tem assento nos nossos registos civis mas isso é coisa de cá chegar o correio do consulado português, isto é, já é português mas o nosso arquivo é que não sabe, está à espera do embrulho da DHL.
        De qualquer das formas podemos estar tranquilos, Ronaldo até pode ter um filho da russa e o Putin decidir levá-lo de volta para a Rússia para o clonar e ganhar o mundial daqui a uns anos que a descendência lusa do Ronaldo está assegurada.
        Dizem os especialistas que a dona da barriga pode mudar de ideias e vir buscar a criança mas isso é coisa que não nos preocupa, a não se que o Obama se meta no assunto este já ninguém nos leva, até porque se o Obama ficou com o cão d’água português nós ficamos com o Ronaldo americano e ficamos quites!
        Só é pena que não seja filho da Paris Hilton, em tempos de crise a cadeia hoteleira dos Hilton fazia-nos um grande jeito, mas, enfim, não se pode ter tudo. "
        In O Jumento 


        Não posso ficar indiferente a este assunto, de suprema importância para o nosso país.
        Escolhi três "opiniões" respeitáveis, porque eu lamentavelmente tenho alguma dificuldade em perceber esta matéria ;-)

        Só te peço 5 minutos... :-)



        Refresquem-se!

        segunda-feira, 5 de julho de 2010

        DESABAFO

         BASTA!
        Fui educada numa época de repressão, segui um percurso que nada tinha a ver comigo.
        Mas tudo isto agora à distância eu compreendo, afinal os meus pais não tinham formação para me orientarem e a escola não estava direccionada para isso.
        Dei aos meus filhos liberdade para desenvolverem as suas melhores aptidões, o meu exemplo  serviu para tentar que eles seguissem os seus sonhos, muitos sacrifícios fizemos como pais, para lhes dar a melhor educação, orientação e formação possível.... para quê?
        Eu não segui os meus sonhos porque não me deixaram, hoje passados quase trinta anos vejo os meus filhos exactamente na mesma?
        Actualmente a maioria dos jovens vivem na casa dos pais até mais tarde, têm um emprego precário, não têm dinheiro para comprar casa e dificilmente ganham para alugar e manter uma família.
        Passadas três décadas, com um país mais moderno e desenvolvido os jovens vivem pior e com menos expectativas do que no final dos anos 70!
        Não são apenas os fenómenos económicos que explicam o fenómeno, o oportunismo explica muito daquilo a que assistimos.
        Em nome da competitividade tudo vale, os empresários querem que os trabalhadores tenham os mesmos direitos do que os praticados nos países do terceiro mundo, os governos querem que os funcionários públicos tenham as mesmas regalias do que os do sector privado, cada nova crise serve para a sociedade descer mais um degrau.
        Dantes o desenvolvimento servia para proporcionar mais bem-estar, hoje o crescimento é oferecido a troco da perda desse bem-estar.
        Para salvarem as contas e não perderem eleições os políticos desdobram-se a inventar truques para retirar direitos aos trabalhadores, os empresários usam a crise para oferecerem emprego a troco de reduções de salários e de direitos.
        Só espero e desejo que um dia, não muito longe, estes empresários, especuladores e políticos de treta, acordem mergulhados numa revolução e nessa altura vão arrepender-se da "porcaria" que promoveram.


        "Xixi no Banho" para poupar água

        Esta é uma campanha da Fundação Brasileira SOS Mata Atlântica, de sensibilização para a necessidade de poupar água. estimulando as pessoas a urinar durante o banho.
        Esta Fundação quer mobilizar as pessoas para a importância da preservação do ambiente e mostrar que uma descarga a menos por dia equivale a 4.380 litros de água potável por ano.
        "Queremos chamar a atenção para uma questão importante como a da preservação ambiental e decidimos fazer uma brincadeira séria", disse o director da organização, Mário Mantovani.
        O responsável salientou que a campanha publicitária "Xixi no Banho" pretende mostrar, de maneira mais descontraída, como um simples acto pode contribuir com a preservação do ambiente.
        "Vamos mostrar que quem não faz nada (pela preservação do ambiente), pelo menos, que faça xixi no banho", salientou. Somente em São Paulo, a maior cidade brasileira, o hábito de urinar no banho pode poupar mais de 1.500 litros de água por segundo.
        A campanha sublinha que o acto é higiénico e não transmite doenças, uma vez que a urina é composta por 95 por cento de água e 5 por cento de outras substâncias como ureia e sal.
        "Em período de crise financeira, em que se ouve muito 'não' para tudo, este ano quisemos levar o 'sim' para o quotidiano das pessoas, incentivando que todos façam xixi no banho. O meio ambiente agradece a quantidade de água poupada em cada descarga, que chega a 12 litros", disse Mantovani.
        Criada em 1986, a Fundação tem como objectivo defender os remanescentes da Mata Atlântica, floresta encontrada ao longo de todo o litoral brasileiro e a mais ameaçada de desflorestação do país.
        Visite o site da campanha: http://www.xixinobanho.org.br/



        E por cá, quem faz chichi no banho?  

        sexta-feira, 2 de julho de 2010

        Chuva de Verão

        Naquela noite a tempestade fizera-se anunciar num inusitado céu estrelado.
        Encostada à janela embaciada, Mariana admirou-se por estar tão calma, demasiado calma, pensou enquanto subia às escadas em direcção ao quarto.
        Chovia dolorosamente e a argila vermelha das arribas escarpadas esvaíam-se como sangue. O ar estava quente e impregnado dos fortes odores daquela inesperada chuva de verão.
        Penteou-se rapidamente quase com raiva, tinha que encontrar uma solução, não podia ficar eternamente à espera que ele surgisse de novo.
        Dez meses, trezentos dias, quatrocentos e trinta e dois mil minutos de dedicação diária, de noites sem dormir, e ele desaparecia assim, sem avisar, sem lhe deixar ao menos uma mensagem.
        Foi à gaveta do cómoda, procurou a pequena arma entre as roupas macias e guardou-a no bolso da gabardina.
        Desceu apressadamente as escadas e saiu sem olhar para trás, não podia continuar à espera, sufocava cada vez que olhava para aquele lugar agora escuro, sem vida.
        Caminhou até à praia, até o mar lhe lamber as pernas cansadas e doridas.
        As ondas emergiam ao longe em quadrigas, sentou-se na areia, fechou os olhos e deixou que aquela melodia a acalmasse.
        As ondas explodiam na areia espalhando espuma e búzios para de seguida os levar de novo.
        Sabia que tinha chegado o momento, não podia continuar a viver naquela agonia, tinha que começar de novo.
        Correu para em casa, abriu a porta... e disparou em cheio no monitor.

        {Para a fábrica de letras, sob o tema de Julho  "Disparou"}


        Ser Diferente


        "A única salvação do que é diferente é ser diferente até o fim, com todo o valor, todo o vigor e toda a rija impassibilidade; tomar as atitudes que ninguém toma e usar os meios de que ninguém usa; não ceder a pressões, nem aos afagos, nem às ternuras, nem aos rancores; ser ele; não quebrar as leis eternas, as não-escritas, ante a lei passageira ou os caprichos do momento; no fim de todas as batalhas — batalhas para os outros, não para ele, que as percebe — há-de provocar o respeito e dominar as lembranças; teve a coragem de ser cão entre as ovelhas; nunca baliu; e elas um dia hão-de reconhecer que foi ele o mais forte e as soube em qualquer tempo defender dos ataques dos lobos."

        Agostinho da Silva, in 'Diário de Alcestes'