sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Toque do Silêncio

Amigos e Amigas:
Vou estar ausente durante a próxima semana,
aproveito para vos comunicar que foi-me feito um convite, pelo meu amigo João Soares, que aceitei com prazer, para colaborar em mais três blogues:


Não sei como me vou "desenrascar", 
acho que vou aproveitar este interregno para reflectir sobre o assunto;-)

Desejo a todos um bom fim de semana e uma excelente semana.

 Como vou estar uns dias em
SILÊNCIO
peço-vos que apreciem este excelente vídeo.

***

O sempre tocante Il Silenzio dedico-o, hoje, aqui, àqueles, que merecendo-a, na verdade, nunca tiveram uma pública homenagem.
E tantos que eles são!

O Toque do Silêncio é universal nas Forças Armadas de quase todo o mundo.
No chamado o "Toque do Silêncio" ou "Toque de Recolher", porque é tocado todos os dias às 22h:00 e seu sinal é dado por esta música, executada em pequena parte por um trompetista.
Também é tocado em funerais dos militares, quando o falecimento ocorre, no exercício da função. Poucos a conhecem e é lindo ouví-lo, quando executado por uma criança de 14 anos, acompanhada de uma sinfónica, e depois aplaudida de pé pela plateia e pelos músicos que a acompanharam.
 Acho-o verdadeiramente emocionante!!!


ANDRÉ RIEU APRESENTA MELISSA VENEMA
.
.

BEIJINHOS

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Amigos vs gatos { resposta ao meu desafio}


Como sabem gosto muito de gatos e sabem também que gosto muito de vocês.
Assim, em jeito de agradecimento pela vossa participação no meu desafio,
pensei :
" Bem, se os meus amigos fossem gatos seriam assim :) "
{ pelo menos é assim que eu vos "vejo" ;-) }
Espero que gostem da comparação :-))



Eu teria uns 19, 20 anos... sem dúvida.



A MINHA IDADE ANDA A VASCULHAR AS PORTAS DA POESIA, SEMPRE A ABRIR TECTOS DE FANTASIA...A MINHA IDADE ANDA PREOCUPADA MAS TEM ALEGRIA.
A MINHA IDADE TEM OLHOS ABERTOS,ATENTOS E ENVOLVENTES...



Desafio?
Há pois é.
Coisas destas
Só podiam vir da Fê

Tambor não sei tocar
Outros instrumentos também não
Só me posso pôr a contar
Os dedos de cada mão

Para à minha idade chegar
As mãos tive que duplicar
5 tive que usar, mais uma sem par
para à minha idade chegar


Blogger pink poison disse...

Eu queria apenas ficar nos dezoito. Idade em que não acreditava em deuses e era feliz, tinha avós, tinha mais carinho. Se a minha idade fosse algo, era apenas um número mas um número que em cada recta e cada círculo, contava uma história... De como foram os meus 18.



 Blogger FMF disse...

Bom, um bocado sem jeito, diria que teria a mesma idade. Cof, cof, cof.



Blogger Antes Prefiro disse...

já várias vezes me disseram que apesar da minha tenra idade terrena, tenho uma alma velha - até agora tenho encarado isto como sendo um elogio, até porque concordo. acho que a minha mente vai lá muito à frente do meu corpo...



Blogger João Menéres disse...

Desde que ninguém se esquecesse do dia do meu aniversário, que importava saber números?


Blogger Mina disse...

Não sei que idade teria!!!
Mas sinto-me bem com a que tenho!!!
E é com vaidade que me empenho! (isto é só para rimar)
Gostaria que a cabeça não saísse do lugar e o corpo a acompanhar...



Blogger Pinceladas by Maria Kiki disse...

Acho que cada idade tem a sua beleza, embora nos anos da nossa idade víril o tempo parece que nunca mais passa, é longo... nunca mais fazemos anos...dá essa sensação. Depois quando chegam os dias calamitosos em que já não temos agrado neles,ou seja no dia em que os guardiães trepidam, quando as moedoras tiverem deixado de trabalhar por se terem tornado poucas, a pessoa levanta-se ao som de um pássaro. A amendoeira carrega flores, enfim é melhor nem pensar. Ainda bem que ainda lá não cheguei...



Blogger Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Venho só anunciar o meu regresso e prometer que depois de concluídas as visitas a todos os vizinhos, tentarei recuperar os 5 minutos diários em dívida, desde que parti.
Ainda não fz as contas, mas deve ser muito tempo!



Blogger Clarisse Silva disse...

Não sei muito bem responder a essa questão. Convivo bem com a idade que tenho, mas creio que talvez tivesse menos, em face da ânsia de viver que tenho, de correr o mundo e de me considerar uma aprendiz da vida.


Blogger Ava disse...

Certamente muito mais do que aquela que tenho, eheheh.
Como é bom estar novamente aqui amiga, já tinha saudades.



Blogger Brown Eyes disse...

A minha idade? É uma resposta difícil para quem nunca soube o que era ser criança. A minha idade, mental, foi sempre superior à que aparentava e superior à que queria ter.


Blogger Rogério Pereira disse...

Tenho a idade do Mundo
Sei como cresci
e cheguei aqui

Tenho a idade do Mundo
Sei como me fui libertando
e como me foram amarrando

Tenho a idade do Mundo
Sei como dominei terras, mares e céus
E como tive de lhes dizer adeus

Tenho a idade do mundo
Sei como se combate a sede e a fome
e sei porque a muitos tal ainda consome

Tenho a idade do Mundo
Desta e de qualquer outra cidade
Não o consigo provar
Perdi meu bilhete de Identidade

Boa?


Blogger AVOGI disse...

bem a propósito da idade, hummm eu teria p´rá ií uns 10 anos, adoro esta idade a idade da mudança de um ciclo para outro a entrada na escola dos grandes a mudança de uma idade com um só digito para a idade de dois dígitos. acho que nunca ultrapassarei esta idade.


glitters
...queria voltar aos 18 anos e fazer tudo diferente, menos os meus filhos maravilhosos.



 Yes!
Esta sou eu ;-)


*

Só estão aqui os "gatos e gatas" que aceitaram o meu desafio,
prometo fazer a mesma comparação para todos os outros gatinho(a)s, se quiserem obviamente ;-)



Nota: Novo post no  "A Voz das Palavras " 

Beijinhos

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

DESAFIO da Fê

De 1 a 100 anos em toques de tambor.


PERGUNTO:

Qual seria a tua idade se não soubesses quantos anos tens?
Confúcio

A MINHA RESPOSTA:

Se a minha idade fosse um livro, acho que teria a cabeça nas primeiras páginas, e o corpo a virar as páginas rapidamente para tentar chegar ao fim. ;-)

ESPERO PELA VOSSA RESPOSTA !

Boa semana!
beijinhos

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

mudem de rumo, mudem de rumo...



A formiga no carreiro
Vinha em sentido contrário

Caiu ao Tejo, caiu ao Tejo
Ao pé dum septuagenário

Larpou trepou às tábuas
Que flutuavam nas águas

E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro:

Mudem de rumo, mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro

A formiga no carreiro
Vinha em sentido diferente

Caiu à rua, Caiu à rua
No meio de toda a gente

Buliu buliu abriu as gâmbias
Para trepar às varandas

De cima duma delas
Virou-se prò formigueiro:

Mudem de rumo, mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro

A formiga no carreiro
Andava a roda da vida


Caiu em cima, caiu em cima
Duma espinhela caída

Furou furou à brava
Numa cova que ali estava

E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro

Mudem de rumo, mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro 
 
 *


Beijinhos e bom fim de semana

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Estou sem palavras !

Há momentos
em que as palavras não chegam
para exprimir o que sentimos
Há momentos
em que só o silêncio
 as lágrimas que nos correm no rosto
e a força de um abraço apertado
revelam a dimensão do nosso afecto.

E quando
no mesmo dia
recebemos dois momentos assim
Não tenho mais palavras.


Queridas amigas
OBRIGADA!


beijinhos
Blue Bird


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Máscaras!



Canso-me depois de me cansar, gasto-me depois de me gastar…
Acalma-te coração, não vale a pena a inquietação.

Não deixes as rugas chegarem e se enraizarem,
Respira fundo, na transpiração do rubor em desatino
No desalinho das mentes cansadas das máscaras
Se desmascaram a si próprias, constantemente.

Ouvem-se vozes em harmonia, dia a dia,
Vêem-se rostos de tristes criaturas contentes,
Enchendo os bolsos, cantam, riem, dançam,
Na virtualidade da vida vivida sem existência.

Nessa senda de existência sem vida, na mentira
Mentem ao sabor do ar que respiram,
Ouvimos nós boquiabertos, sem resposta
Ao devaneio louco do embuste aceite pela sociedade.

E assim acaba a história, pois assim se quer
Pensar cansa a beleza, da inimputável gente
… que somos no mundo… mas que mundo?!
Que gente, que futuro, que moral, que valores?!

Permaneço na inquietação de ter que me acalmar.

Clarisse Silva



Tenho o privilégio de ter conquistado,{ neste mundo "virtual" chamado},  AMIGOS,  que me têm dado com a sua sabedoria, amizade e esperança a força necessária para  todos os dias renovar o prazer de estar aqui.
A Clarisse Silva, é uma dessas Amigas extraordinárias, além de excelente poetisa, estou a ler com carinho o seu livro de poesias que tive o prazer de receber autografado por ela,  uma amiga sempre presente e encorajadora.
Obrigada amiga, pela força do teu ser!

Beijinhos a todos


Nota:  novo post no A Voz das Palavras

terça-feira, 12 de outubro de 2010

BECO SEM SAÍDA

Photobucket
foto minha
Ando com dores de cabeça à vários dias porque não consigo dormir, e não consigo dormir porque vivo num  país que está num beco sem saída.
Mesmo para quem não percebe nada de política como eu, sabe que tudo o que é sucessivamente mal governado e mal gerido acaba mal.
Há dias ouvi Mário Soares a avisar o povo português para que não se pusesse com greves, porque senão,  ainda ia ser pior.
Eu não acredito no Mário Soares, aliás eu não acredito em nenhum político, desde o Bloco de Esquerda ao CDS, nem lhes reconheço autoridade moral para dizerem ao povo o que deve ou não deve fazer.
Conduziram-nos para um beco sem saída, e agora somos nós que temos que pagar a sua incompetência e arrogância.
Como posso eu dormir?
Quando vejo com tristeza as  pessoas a contarem os tostões para comprarem o mínimo para sobreviverem, e por outro lado há gastos exorbitantes em festas, comemorações e outras vaidades e mordomias a que eles,  os mesmos que nos pedem para fazermos sacrifícios, não se podem privar.
Como posso eu dormir?
Quando faço parte de um povo que não reage, que tem medo de perder aquilo que ainda tem e vive conformado e a assistir ao ruir do seu país.
Como posso eu dormir?
Quando os meus filhos, e os jovens em geral, que são o futuro deste país, vão a entrevistas de emprego e são enxovalhados por energúmenos que estão em cargos que de certeza lhes foram oferecidos.
Como posso eu dormir?
Quando já não vejo nos militares o espírito de Abril, afinal não eles que nos têm que defender de ameaças exteriores e internas?
Como posso eu dormir e livrar-me desta dor de cabeça, alguém me sabe responder?


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Imagine

Imaginem que todos os gestores públicos das 77 empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.
Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.

Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas.

Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.

Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público.

Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar.

Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês. Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência.

Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas.

Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam.

Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares.

Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.

Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde.

Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros.

Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada.

Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido.

Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.

Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.

Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo.
Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos.
Imaginem que país seremos se não o fizermos.


Mário Crespo, DN

Recebi este texto por e-mail. Procurei mas não consegui encontrar no JN este texto publicado. Só encontrei outra referência a ele num blogue, num artigo datado de Agosto/2008, que também não refere a publicação original.
Da autoria de Mário Crespo ou não (acredito que sim), porventura publicado nalgum jornal português que não li, este texto consegue exprimir o sentir de muitos portugueses e, face à actual situação da nossa economia, ele adquire uma grande actualidade.

Beijinhos

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Bom fim de semana!

Quando o dia escorre triste por entre os ponteiros do relógio, ao fundo uma música faz-nos esquecer tudo o que não interessa e lembra-nos que todos os dias há quem faça pão de pedras da fome que sente!






já são horas meus senhores
de lançar o grão à terra
n´é com ercas da regueira
que a gente ganha a guerra

verdes campos verdes prados
p´la ´nha mão aqui plantei
vejo estevas vejo cardos
crescerem des´qu´abalei

a cavar em terra allheia
ganho pedras não sementes
não sei fazer pão de pedras
p´ra fome que a gente sente

*


Beijinhos

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Pesadelo


Lá fora
O cheiro da chuva.
Sentada junto à janela 
deambulo nas palavras
à procura de inspiração para o tema de hoje
  a música que sempre me acompanha chega ao fim 
- silêncio- 
o portátil de repente dá o sinal
- ficou sem wireless-
decididamente andam a conspirar contra mim!
Fico inquieta
nem o som da chuva miudinha  me acalma
a gata sobe para o meu colo e deita-se 
- construo pensamentos que não sei se partilharei -
 sinto um barulho no estômago
ainda não tomei o pequeno almoço
mas vou esperar mais um bocadinho
agarro no meu inseparável bloco
numa caneta e começo a escrever mas...
  ...não dá !
Levanto-me repentinamente
a cadeira cai
- a gata foge assustada-
Dirijo-me cambaleante para a cozinha
o melhor é preparar o pequeno almoço
corto o pão para as torradas
preparo o café que contrariamente ao que dizem me acalma
e quando me preparo para o saborear
 o computador dá sinal de vida
esqueço o café
as torradas ficam a espreitar na torradeira
corro para a sala
tropeço na cadeira
-piso a gata-
os meus dedos frenéticos procuram o conforto das teclas...

Acordo em sobressalto
-que pesadelo!

Lá fora
O cheiro da chuva.


{Para a fábrica de letras, desafio de Outubro  "O cheiro da chuva"}

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A CAIXA QUE ADORMECEU O MUNDO

Publicado no Expresso Online

"Chama-se “Agora é que conta”, passa na TVI, e é apresentado por Fátima Lopes. O programa começa com dezenas de pessoas a agitar uns papéis. Os papéis são contas por pagar. Reparações em casa, prestações do carro, contas da electricidade ou de telefone. A maioria dos concorrentes parece ter, por o que diz, muito pouca folga financeira. E a simpática Fátima, sempre pronta a ajudar em troca de umas figuras mais ou menos patéticas para o País poder acompanhar, presta-se a pagar duzentos ou trezentos euros de dívida. “Nos tempos que correm”, como diz a apresentadora – e “os tempos que correm” quer sempre dizer crise – , a coisa sabe bem. No entretenimento televisivo, o grotesco é quase sempre transvestido de boas intenções.

Os concorrentes prestam-se a dar comida à boca a familiares enquanto a cadeira onde estão sentados agita, rebolam no chão dentro de espumas enormes ou tentam apanhar bolas de ping-pong no ar. Apesar da indigência absoluta do programa, nada disto é novo. O que é realmente novo são as contas por pagar transformadas num concurso “divertido”.

Ao ver aquela triste imagem e a forma como as televisões conseguem transformar todas as tristezas em entretenimento, não consigo deixar de sentir que esta é a “beleza” do Capitalismo: tudo se vende, até as pequenas desgraças quotidianas de quem não consegue comprar o que se vende.

Houve um tempo em que gente corajosa se juntava para lutar por uma vida melhor e combater quem os queria na miséria. E ainda há muitos que não desistiram. Mas a televisão conseguiu de uma forma extraordinariamente eficaz o que séculos de repressão nem sonharam: pôr a maioria a entreter-se com a sua própria desgraça. E o canal ainda ganha uns cobres com isso. Diz-se que esta caixa mudou o Mundo. Sim: consegue pôr tudo a render. Até as consequências da maior crise em muitas décadas."



Não tenho nada mais a acrescentar!
Beijinhos

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

"Somos uma barraca, com um submarino à porta"



Talvez seja a entrevista mais séria e mais esclarecida que apareceu ultimamente nos canais de televisão.    


"Somos uma barraca, com um submarino à porta"
"Somos um povo com coração".

Fernando Ventura, frade capuchinho, homem sábio.
Criticou os políticos, duramente, tal como merecem, respeitando sempre a dignidade do povo português.
 Impressionou-me a lúcida entrevista que deu na Sic, à  jornalista Ana Lourenço.
Hoje peço-vos, se não a viram, um pouco mais do que cinco minutos ;-)

Beijinhos

domingo, 3 de outubro de 2010

A ÚLTIMA ESPERANÇA DO LINCE IBÉRICO

lince iberico Pictures, Images and Photos


O National Geographic Channel (NGC) Portugal apresenta, hoje 3 de Outubro (21h30), um documentário único dedicado ao lince-ibérico.


O lince-ibérico, símbolo do bosque mediterrânico, está a fazer com que a comunidade científica faça esforços enormes para garantir a sua salvação.
O documentário 'Em Portugal: A Última Esperança do Lince Ibérico' mostra como se realiza a criação em cativeiro deste mítico felino, com vista à sua reintrodução em Portugal, de onde desapareceu na década de 90.

Desde o nascimento das crias (em Espanha), que mais tarde viajaram para o Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico (CNRLI), o documentário mostra como a equipa científica de ambos os países ibéricos conseguiram levar a cabo uma acção tão complexa e delicada. Os telespectadores vão poder testemunhar como se consegue reproduzir o ambiente mais adequado para garantir a sobrevivência do lince ibérico, os nascimentos, a luta contra as doenças, os processos veterinários, a alimentação e o próprio transporte para Portugal.

No documentário 'Em Portugal: A Última Esperança do Lince Ibérico' assiste-se à luta pela sobrevivência de um dos animais mais característicos da Península Ibérica, testemunhando-se o empenho de uma equipa multidisciplinar que dedica os seus esforços e conhecimentos à salvação desta espécie.

beijinhos

Aquarela - Toquinho



Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes / G.Morra / M.Fabrizio

Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo...

Corro o lápis em torno
Da mão e me dou uma luva
E se faço chover
Com dois riscos
Tenho um guarda-chuva...

Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu...

Vai voando
Contornando a imensa
Curva Norte e Sul
Vou com ela
Viajando Havaí
Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela
Brando navegando
É tanto céu e mar
Num beijo azul...

Entre as nuvens
Vem surgindo um lindo
Avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar...

Basta imaginar e ele está
Partindo, sereno e lindo
Se a gente quiser
Ele vai pousar...

Numa folha qualquer
Eu desenho um navio
De partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida...

De uma América a outra
Eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo...

Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente
O futuro está...

E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...

Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...

Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
(Que descolorirá!)
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo
(Que descolorirá!)
Giro um simples compasso
Num círculo eu faço
O mundo
(Que descolorirá!)

 ¨¨

Beijinhos

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Sonhar o sonho impossível !




To dream the impossible dream
Sonhar o sonho impossível
To fight the unbeatable foe
Combater o inimigo imbatível
To bear with unbearable sorrow
Suportar uma dor insuportável
To run where the brave dare not go
Ir aonde os corajosos não se atrevem ir
To right the unrightable wrong
Corrigir o incorrigível erro
To love pure and chaste from afar
Ser muito melhor do que se é
To try when your arms are too weary
Tentar quando seus braços estiverem exaustos
The reach the unreachable star
Alcançar a inalcançável estrela
This is my quest, to follow that star
Esta é minha busca, seguir esta estrela
No matter how hopeless,
Não importa quão sem esperança
No matter how far
Não importa quão distante
To fight for the right
Lutar pelo direito
Without question or pause
Sem pergunta ou descanso
To be willing to march into hell
Estar disposto a marchar para o inferno
For a heavenly cause
Por uma causa divina
And I know if I'll only be true
E eu sei, se somente for sincero
To this glorious quest
Para esta gloriosa busca
That my heart will lie peaceful and calm
Que meu coração ficará em paz e calmo
When I'm laid to my rest
Quando eu morrer, para meu descanso
And the world would be better for this
E o mundo seria melhor por isso
That one man scorned and covered with scars
Que um homem desprezado e coberto de cicatrizes
Still strove with his last ounce of courage
Ainda luta com o que resta de sua coragem
To reach the unreachable star
Para alcançar a inalcançável estrela.
¨¨

Bom fim de semana
Beijinhos