sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

último post de 2010

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Solo le pido a Dios
Que el dolor no me sea indiferente
Que la reseca muerte no me encuentre
Vacio y solo sin haber echo lo suficiente

Solo le pido a Dios
Que lo injusto no me sea indiferente
Que no me abofeteen la otra mejia
Despues que una garra me arane esta frente

Chorus:
Solo le pido a Dios
Que la guerra no me sea indiferente
Es un monstro grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente
Es un monstro grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente

Solo le pido a Dios
Que el engano no me sea indiferente
Si un traidor puede mas que unos quantos
Que esos quantos no lo olviden facilmente

Solo le pido a Dios
Que el futuro no me sea indiferente
Deshauciado esta el que tiene que marchar
A vivir una cultura diferente

 



ATÉ PARA O ANO!
BEIJINHOS

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Dá-me um Abraço ...





Dá-me um abraço que seja forte
E me conforte a cada canto
Não digas nada que o nada é tanto
E eu não me importo
.. ..
Dá-me um abraço fica por perto
Neste aperto tão pouco espaço
Não quero mais nada, só o silêncio
Do teu abraço
.. ..
Já me perdi sem rumo certo
Já me venci pelo cansaço
E estando longe, estive tão perto
Do teu abraço
.. ..
Dá-me um abraço que me desperte
E me aperte sem me apertar
Que eu já estou perto abre os teus braços
Quando eu chegar
.. ..
É nesse abraço que eu descanso
Esse espaço que me sossega
E quando possas dá-me outro abraço
Só um não chega
.. ..
Já me perdi sem rumo certo
Já me venci pelo cansaço
E estando longe, estive tão perto
Do teu abraço
.. ..
Já me perdi sem rumo certo
Já me venci pelo cansaço
E estando longe, estive tão perto
Do teu abraço
.. ..

E estando longe, estive tão perto
Do teu abraço ...


UM GRANDE ABRAÇO !

Que nunca vos falte um sonho pelo que lutar, um projecto para realizar, algo que aprender, um lugar onde ir, e alguém a quem amar.
Feliz Ano Novo!

Fê Blue Bird

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

You've Got A Friend



Esta canção faz parte do território da minha juventude.

E continuo a emocionar-me quando a ouço, mesmo nesta recente e poderosa versão. 

Ofereço-a a todos vós!

Beijinhos

domingo, 26 de dezembro de 2010

O que o Pai Natal me deu ;-)

Tenho uma grande constipação,
E toda a gente sabe como as grandes constipações
Alteram todo o sistema do universo,
Zangam-nos contra a vida,
E fazem espirrar até à metafísica.
Tenho o dia perdido cheio de me assoar.
Dói-me a cabeça indistintamente.
Triste condição para um poeta menor!
Hoje sou verdadeiramente um poeta menor!
0 que fui outrora foi um desejo; partiu-se.

Adeus para sempre, rainha das fadas!
As tuas asas eram de sol, e eu cá vou andando,
Não estarei bem se não me deitar na cama
Nunca estive bem senão deitando-me no universo.

Excusez un peu… Que grande constipação física!
Preciso de verdade e de aspirina.

Fernando Pessoa.

Beijinhos ranhosos ;-)

sábado, 25 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL !

Tivesse eu os tecidos bordados dos céus,
lavrados com o ouro e a prata da luz,
os tecidos azuis e turvos e de breu
da noite e da luz e da meia luz,
estenderia esses tecidos a teus pés.
Mas eu, que sou pobre, apenas tenho sonhos,
são os meus sonhos que estendi a teus pés,
sê suave ao pisar pois são os meus sonhos que pisas.
E todos os dias, em todos os lugares,
as nossas crianças estendem os seus sonhos aos nossos pés.
Sejamos suaves ao pisar.

W. B. Yeats


Beijinhos

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

*FELIZ NATAL* { em Língua Gestual Portuguesa }

Podia desejar-vos um Feliz Natal de várias maneiras, pois são inúmeras as formas que encontramos aqui para o fazer, quer através da poesia, da música, da arte ou da fotografia .
Optei por uma forma diferente, em SILÊNCIO. O Natal em Língua Gestual Portuguesa.
Não é fácil enfrentar preconceitos, mas é possível aceitar-mo-nos e seguir em frente.

A TODOS
desejo um Natal com
 Saúde, Amor e Paz!



Até para a semana
Beijinhos


domingo, 19 de dezembro de 2010

{ para ti amiga querida}

@

@
Caminhante, são teus rastos
o caminho, e nada mais;
caminhante, não há caminho,
faz-se caminho ao andar.
Ao andar faz-se o caminho,
e ao olhar-se para trás
vê-se a senda que jamais
se há-de voltar a pisar.
Caminhante, não há caminho,
somente sulcos no mar.

ANTÓNIO MACHADO
poeta sevilhano

"Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua historia
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
De ser feliz"

Amiga, hoje o meu beijinho é para ti!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

ESPÍRITO DE NATAL





A lei que rege o mundo físico, a lei do fluxo e refluxo :
- "À medida que nós damos (fluxo), nós recebemos (refluxo)"
é um princípio que sempre me dei bem em seguir na vida.
Também o apliquei aqui, neste "mundo" chamado virtual. E também aqui tenho obtido o mesmo resultado. 
 A prova está aqui, nesta original e artística obra resultado da união de alguns AMIGOS que deram, e obtiveram o prazer de receber.
Mas esta imagem não simboliza só os amigos ali retratados, simboliza a
UNIÃO DE TODOS NÓS,
AMIGOS E AMIGOS DOS AMIGOS!
Estou grata a todos.Grata por ter o privilégio de os ter aqui comigo!

Beijinhos
Fê Blue Bird

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

« Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir! »

" As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém... Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!"
Antoine de Saint-Exupéry
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ROGÉRIO PEREIRA


*Amigos são estrelas que iluminam o nosso caminho.*
Beijinhos


Estou triste ;-(

Estou a pensar em desistir deste blogue e fazer outro :-(
Já nem sei, que mais posso fazer?
Tenho passado o dia a tentar perceber o que se passa com o meu blogue!
Já alterei o template, as medidas, eliminei mini-aplicações, mandei um email ao Google, pus a filha de serviço e nada !

Puxa! 
Estou mesmo "triste" !


Beijinhos pequeninos

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

RETALHOS DE NATAL

« CONTO COLECTIVO DE NATAL »


Aproximava-se a véspera de Natal, e lá longe na terra do Pai Natal, a  azáfama era enorme.O Pai Natal conferia nos seus apontamentos, e  conversava directamente com o aniversariante (o Menino Jesus)sobre quem  seria merecedor de prenda, este ano.
O Menino Jesus dizia que  todos mereciam prenda, uma vez que, de uma forma ou de outra, tinham-se  comportado bem durante ano, pelo menos em parte dele. Já o Pai Natal  fazia contas à vida era, perante as restrições orçamentais impostas pela  Mãe Natal, mais comedida nas prendas.
Por fim, chegaram a um  consenso todos os meninos e meninas do mundo seriam presenteados com  muito amor, carinho, saúde e... para os rapazes livros e carros ou  bolas, para as raparigas bonecas e livros.
Assim, desde a Lapónia  e para todo o Mundo, viriam prendas inesquecíveis para todas as  crianças da Terra com votos de UM FELIZ E SANTO NATAL PARA TODOS...

...mas a noite é ainda menina. Afastado que foi o cortinado, está ali,  debruçado à janela, a espreitar o tempo. Tempo que lhe parece quedo,  refugiado na solidão. Não sabe por quanto se espraiará a espera. Então,  dá-se a mexer nos pensamentos com a delicadeza de um ourives trabalhando  a filigrana de ouro. Vai pensando que há canteiros mortos onde as  flores não crescem, e rios que não correm. Pergunta-se se o sol-posto  regressará. Volta a espreitar o tempo.

...Sim, ela há-de chegar, porque este Natal vai ser especial e todos são importantes.. O seu pequeno coração de pássaro azul estava ansioso e palpitante.
Enviou uma mensagem a todos os seus amigos a pedir-lhes para cada um contribuir com aquilo que têm de mais precioso e único, a imaginação. Sabia que todos iriam colaborar e fazer deste Natal o mais divertido e original, mas... 
 
...o bom do Pai Natal andava um bocadinho nervoso. A grande noite de natal  aproximava-se e ele estava com dificuldades sérias: as fábricas ainda  não lhe tinham enviado os brinquedos e o carro das renas estava  avariado. Já via os meninos de todo o mundo a ficarem muito tristes  porque, neste Natal, iam ficar sem brinquedos. Foi então que...

...eu e o meu irmão mais velho (viriam ainda mais 2) dormíamos no mesmo  quarto, numa casa onde electricidade só muitos anos mais tarde, tal como  a água canalizada. Sabíamos que o Pai Natal nos presenteava sempre com  uns chocolates que representavam várias figuras, embora ocas. Como comer  chocolate era coisa rara a expectativa era grande. Antecipadamente lá  punha-mos na chaminé um sapato de cada.
Embora muito crianças, já  questionávamos a existência do Pai Natal. Se não houvesse outra razão,  achávamos estranho o nosso sapato, só tinha chocolates, nada de  presentes como os que víamos outros miúdos receber. Nah! Não podia ser,  havia qualquer engano. Nada como “apanhá-lo “em flagrante e  perguntar-lhe directamente, como é que era. Se éramos todos filhos de  Deus, porque é que uns, eram mais filhos do que outros.
Numa noite de  Natal decidimos manter-nos acordados. Quando o sono apertava dávamos  beliscões um ao outro e assim aguentámos até que um barulho suspeito  denunciou a presença do tal Pai Natal.
Levantá-mo-nos de rompante  dispostos a ter uma conversinha séria com ele.
Surpresa! Apanhamos  foi o nosso Pai com a mão na massa, ou seja a distribuir equitativamente  os tais chocolates pelos dois sapatos. Acabou o mito e ficou a  desilusão...

...Ainda a coxear de tanto beliscão, aproveitámos para agarrar o Pai Natal  pelas barbas e eu aproveitei logo para dizer:
-Finalmente, vamos ter  uma conversinha... queremos saber o porquê de só termos chocolates  porque apesar de nos termos portado muito bem e estudar todos os dias,  têm sido anos a fio sem brinquedos... daqueles que vemos dar aos outros  meninos...


...assim quando avistou o Pai Natal, a pequenada que aguardava na praia a sua  chegada entrou em alvoroço. Enfrentando a temperatura gélida da  água, precipitou-se para o meu rochedo para as desembrulhar...

... Os pais da pequenada ficaram surpreendidos com o desaparecimento dos  filhos e correndo, também eles em direcção ao rochedo, estacaram  boquiabertos. O Pai Natal, a pedido de uma Avó babada e muita saudosa  das suas netocas Afrikanas, decidiu descer num balão insuflável e muito  colorido, em plena luz do dia, na praia mais límpida e azul do Oceano  Índico...

...e como o Pai Natal é um tipo fiche e viu a pequenada prestes a  apanhar um resfriado, voltou para os levar para a praia e assim poderem  agasalhados se recomporem e brincarem com as prendas que receberam.
Felizes  os pequerruchos viram o trenó do Pai Natal se elevar para lá da serra e  continuar a entrega das restantes prendas, pois já estava com algum  atraso e não queria que as crianças ficassem mais ansiosas do que é  normal em véspera de Natal...

...Andavam assim todos em desatino, por todos sítios e lugares, esquecendo até o menino. Menino de Jesus chamado e nas palhinhas deitado. O pai que tinha sido apanhado em flagrante achocolatar sapatos fingindo-se de um pai que não era, não conseguia disfarçar a contrariedade. Como iria explicar à restante família que fora apanhado e causador por desfazer uma crença que todos julgavam comum a toda e qualquer criança. Foi então que o filho mais velho, ainda dorido pelos beliscões do mais novo, arquitectou um plano. Explicou ao pai, com o espanto do mais novo, dada a bem engendrada proposta de encenação. Os três combinaram nada ter acontecido. Os irmãos, fingiriam continuar em sonhos natalícios e o pai fingiria não ter sido apanhado. E assim, em grande cumplicidade, juntaram-se aos restantes familiares. Foi tal o teatro que todos os adultos ficaram convencidos que continuariam a prolongar o mito dos putos. O mais velho piscou o olho ao mais novo e depois ao pai e os três esboçaram um sorriso de indulgência. É que para a gente crescida há que ter paciência. O menino Jesus, amante da verdade, também sorriu continuando nas palhinhas onde continuava deitado (acho que por gostar da verdade e que veio a ser crucificado). Mas não só o menino fez isso, foi todo o presépio a sorrir e também a estrela iluminada. Até o camelo do rei Belchior soltou uma sonora gargalhada.…"

...Aconchegados pelo quentinho que brotava da fogueira, até parecia que naquela noite o seu calor tinha “um aspecto” especial, o mais pequeno da família, ergueu-se lentamente do sofá e sentou-se de mansinho no colo do Pai, levantou o braço, ergueu a mão e passou-a levemente pela cabeça do Progenitor, num claro tom de carinho fraterno. A este gesto o Pai respondeu com um beijinho ternurento. A criança repetiu o gesto num ritmado bailado de festinhas, quando de repente pára, desloca o seu olhar para o do Pai e pergunta: - Papá afinal o que é o Natal? ...


...- O Natal meu filho é aquela época em que todas as famílias e amigos se reúnem para mostrar o quanto se amam. Não importa o quanto se magoaram durante o ano o que importa sim, meu filho, é que com o nascimento do Menino Jesus todos se apoiam se reúnem e assim como os Reis Magos vieram lá do Oriente com presentes para o Deus Menino, nós também nesta época trocamos prendas. Mas o que importa meu filho é o Amor,o Perdão e a União de todos. Percebeste meu filho?
- Sim pai, mas, por que é que é só no Natal que existe o perdão?

... no Natal as pessoas percebem quem lhes faz falta, aqueles de quem têm saudades, porque é tempo de paz e de união, mas não só no Natal existe o perdão, quem tem um bom coração, quem é capaz de perdoar, tem essa capacidade durante todos os dias da sua vida de perdoar e de amar.

O pai, com os olhos brilhando pelas lágrimas que teimava em esconder, respondeu-lhe com ternura:
-Sim meu filho, O AMOR É ISSO!



Mas, chegou finalmente o ano das prendas especiais.
Sim, o pai Natal e o Menino Jesus esperavam há muito por este ano, para finalmente todo o mundo receber estes presentes.
Ao contrário do que sempre foi até à data na história, os meninos de todo o mundo não iriam receber carrinhos, bonecas ou jogos, o que, mesmo sem ter a preocupação das compras, deixava o pai Natal e o Menino Jesus um pouco ansiosos, não porque não saberiam a reacção do mundo, mas porque queriam ver o seu resultado final. 
Juntos, Menino Jesus e pai Natal, iriam formar uma força única para revolucionar o mundo.   
Como sempre, os meninos estavam ansiosos para receberem as prendas que pediram nas milhões de cartas recebidas:
- Jesus está pronto, podemos partir?- Espera um pouco, dá-me as tuas mãos…E juntando as suas mãos, ficaram em silêncio, ambos de olhos fechados. 
As ceias de Natal do mundo inteiro estavam a decorrer e eles iniciaram a viagem.
Os meninos, ansiosos, perguntavam às famílias, quando chegaria o pai Natal. As horas não passavam… 
Chegada a hora, entraram na primeira casa… e em Portugal.
Mãe, avó, um menino e uma menina, a morar numa casa exígua, onde se viam várias bacias a segurar as pingas que caíam do telhado. Ao vê-los juntos os dois, ficaram estarrecidos e sem reacção… 
- oh oh oh, Feliz Natal…!- Feliz Natal…! 
 E virando-se para o saco (muito mais pequeno que o habitual) do pai Natal, tiraram de lá uma bola de luz que ia ficando maior à medida que ia sendo tirada do saco.
Juntos, o Menino Jesus e o pai Natal faziam crescer e crescer ainda mais aquela bola de luz, que começava a irradiar pelo pequeno espaço.
Da noite se fez dia, e a Luz permaneceu para sempre naquela casa. Imóveis e fascinados, os moradores nada diziam...
O esboçar de sorriso nos seus rostos reflectia o que estavam a sentir. A claridade exuberante foi voltando ao normal, e foi ver o espanto e a felicidade perante o cenário em que estavam: do telhado já não pingava, as paredes estavam brancas, os armários e o frigorífico estavam cheios de comida… 
 - O Menino Jesus?!... O pai Natal?!...– Tentava a mãe perceber.
 - Mãe olha para a cozinha… - Balbuciou a menina ao mesmo tempo que apontava com o indicador.
- Mãe olha para o chão… - Exclamou o menino. 
 A mãe não sabia para onde olhar…
- Oh meu Deus…! - Exclamou a avó de mãos no rosto sem acreditar.
Na mesa da cozinha, também ela nova, tinha três envelopes. Para a mãe, estava escrito:  
Amada: Continua a lutar e a seres tu própria. Este ano não trazemos nada do que é habitual, mas dizemos-te para ires à empresa que fica na Rua das Flores, logo que comece o ano. Tens lá o trabalho que sempre sonhaste e lá te darás bem. Os problemas acabaram hoje. Feliz Natal com Amor…!”. 
Para a avó estava escrito: 
“Amada: Sabemos que a tua vida não foi fácil, mas estás de parabéns. Terás agora uma velhice em paz nesta casa nova, junto dos que amas. Os problemas acabaram hoje. Feliz Natal com Amor …!" 
Para os meninos estava escrito: 
“Paulo e Teresa: Este ano não trouxemos um brinquedo com que possam brincar, mas trouxemos Luz e uma casa nova para vocês, sabemos que não ficarão tristes, pois todos os vossos problemas acabaram hoje. Feliz Natal com Amor…!
 Depois de lidas as mensagens foram-se sentar nos sofás da pequena salinha totalmente renovada, sem saberem o que pensar, olhando em volta e interrogando-se: teria sido um sonho? 
Teriam mesmo recebido a visita do pai Natal e do Menino Jesus? O que aconteceu à casa? 
E foi assim que tiveram um Natal realmente feliz, e que mudou as suas vidas para sempre. 
No dia seguinte, cada casa, cada canto, vibrava em Luz, e ninguém queria perder essa sensação.
O mundo tinha-se transformado… todo o sofrimento tinha desaparecido… a partir daquele Natal,



FIM 




terça-feira, 14 de dezembro de 2010

E para quem pensa que eu sou...

... uma chata ;-), aqui vai um vídeo divertido.
Afinal, há mais "passarinhos" por aí ;-)



Claudio Montuori (Birdman/Humanbird) é o auto-intitulado Artista de Rua, no vídeo acima podemos vê-lo a actuar no Chiado em Lisboa.

Beijinhos

A TODOS...

...os amigo(a)s que ainda não colaboraram no nosso Conto de Natal,
  o meu pedido ;-)
Aos que já colaboraram o meu 



Fê Blue Bird

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Não te rendas- Mario Benedetti

Haverá melhor mensagem de Natal ?!


Não te rendas, ainda é tempo
De se ter objectivos e começar de novo,
Aceitar tuas sombras,
Enterrar teus medos
Soltar o lastro,
Retomar o voo.


Não te rendas que a vida é isso,
Continuar a viagem,
Perseguir teus sonhos,
Destravar o tempo,
Correr os escombros
E destapar o céu.


Não te rendas, por favor, não cedas,
Ainda que o frio queime,
Ainda que o medo morda,
Ainda que o sol se esconda,
E o vento se cale,
Ainda existe fogo na tua alma.
Ainda existe vida nos teus sonhos.


Porque a vida é tua e teu também o desejo
Porque o tens querido e porque eu te quero
Porque existe o vinho e o amor, é certo.
Porque não existem feridas que o tempo não cure.
Abrir as portas,
Tirar as trancas,
Abandonar as muralhas que te protegeram,


Viver a vida e aceitar o desafio,
Recuperar o sorriso,
Ensaiar um canto,
Baixar a guarda e estender as mãos
Abrir as asas
E tentar de novo
Celebrar a vida e se apossar dos céus.


Não te rendas, por favor, não cedas,
Ainda que o frio te queime,
Ainda que o medo te morda,
Ainda que o sol ponha e se cale o vento,
Ainda existe fogo na tua alma,
Ainda existe vida nos teus sonhos
Porque cada dia é um novo começo,
Porque esta é a hora e o melhor momento
Porque não estás sozinho, porque eu te amo.




***


Não se esqueçam de participar no  nosso
  Conto Colectivo de Natal !

Beijinhos

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

CONTO COLECTIVO DE NATAL




Aproximava-se a véspera de Natal, e lá longe na terra do Pai Natal, a  azáfama era enorme.O Pai Natal conferia nos seus apontamentos, e  conversava directamente com o aniversariante (o Menino Jesus)sobre quem  seria merecedor de prenda, este ano.
O Menino Jesus dizia que  todos mereciam prenda, uma vez que, de uma forma ou de outra, tinham-se  comportado bem durante ano, pelo menos em parte dele. Já o Pai Natal  fazia contas à vida era, perante as restrições orçamentais impostas pela  Mãe Natal, mais comedida nas prendas.
Por fim, chegaram a um  consenso todos os meninos e meninas do mundo seriam presenteados com  muito amor, carinho, saúde e... para os rapazes livros e carros ou  bolas, para as raparigas bonecas e livros.
Assim, desde a Lapónia  e para todo o Mundo, viriam prendas inesquecíveis para todas as  crianças da Terra com votos de UM FELIZ E SANTO NATAL PARA TODOS..." alegação final.

"...Mas a noite é ainda menina. Afastado que foi o cortinado, está ali,  debruçado à janela, a espreitar o tempo. Tempo que lhe parece quedo,  refugiado na solidão. Não sabe por quanto se espraiará a espera. Então,  dá-se a mexer nos pensamentos com a delicadeza de um ourives trabalhando  a filigrana de ouro. Vai pensando que há canteiros mortos onde as  flores não crescem, e rios que não correm. Pergunta-se se o sol-posto  regressará. Volta a espreitar o tempo.
Ela há-de chegar!..."conversas daqui e dali.

"...Sim, ela há-de chegar, porque este Natal vai ser especial e todos são importantes.. O seu pequeno coração de pássaro azul estava ansioso e palpitante.
Enviou uma mensagem a todos os seus amigos a pedir-lhes para cada um contribuir com aquilo que têm de mais precioso e único, a imaginação. Sabia que todos iriam colaborar e fazer deste Natal o mais divertido e original, mas... só te peço 5 minutos

"...o bom do Pai Natal andava um bocadinho nervoso. A grande noite de natal  aproximava-se e ele estava com dificuldades sérias: as fábricas ainda  não lhe tinham enviado os brinquedos e o carro das renas estava  avariado. Já via os meninos de todo o mundo a ficarem muito tristes  porque, neste Natal, iam ficar sem brinquedos. Foi então que..."a beiça

"...eu e o meu irmão mais velho (viriam ainda mais 2) dormíamos no mesmo  quarto, numa casa onde electricidade só muitos anos mais tarde, tal como  a água canalizada. Sabíamos que o Pai Natal nos presenteava sempre com  uns chocolates que representavam várias figuras, embora ocas. Como comer  chocolate era coisa rara a expectativa era grande. Antecipadamente lá  punha-mos na chaminé um sapato de cada.
Embora muito crianças, já  questionávamos a existência do Pai Natal. Se não houvesse outra razão,  achávamos estranho o nosso sapato, só tinha chocolates, nada de  presentes como os que víamos outros miúdos receber. Nah! Não podia ser,  havia qualquer engano. Nada como “apanhá-lo “em flagrante e  perguntar-lhe directamente, como é que era. Se éramos todos filhos de  Deus, porque é que uns, eram mais filhos do que outros.
Numa noite de  Natal decidimos manter-nos acordados. Quando o sono apertava dávamos  beliscões um ao outro e assim aguentámos até que um barulho suspeito  denunciou a presença do tal Pai Natal.
Levantá-mo-nos de rompante  dispostos a ter uma conversinha séria com ele.
Surpresa! Apanhamos  foi o nosso Pai com a mão na massa, ou seja a distribuir equitativamente  os tais chocolates pelos dois sapatos. Acabou o mito e ficou a  desilusão..."folha seca

"...Ainda a coxear de tanto beliscão, aproveitámos para agarrar o Pai Natal  pelas barbas e eu aproveitei logo para dizer:
-Finalmente, vamos ter  uma conversinha... queremos saber o porquê de só termos chocolates  porque apesar de nos termos portado muito bem e estudar todos os dias,  têm sido anos a fio sem brinquedos... daqueles que vemos dar aos outros  meninos..."doce ou travessura

"...assim quando avistou o Pai Natal, a pequenada que aguardava na praia a sua  chegada entrou em alvoroço. Enfrentando a temperatura gélida da  água, precipitou-se para o meu rochedo para as desembrulhar..."crónicas do rochedo

"... Os pais da pequenada ficaram surpreendidos com o desaparecimento dos  filhos e correndo, também eles em direcção ao rochedo, estacaram  boquiabertos. O Pai Natal, a pedido de uma Avó babada e muita saudosa  das suas netocas Afrikanas, decidiu descer num balão insuflável e muito  colorido, em plena luz do dia, na praia mais límpida e azul do Oceano  Índico..."ti-mamariso

"...e como o Pai Natal é um tipo fiche e viu a pequenada prestes a  apanhar um resfriado, voltou para os levar para a praia e assim poderem  agasalhados se recomporem e brincarem com as prendas que receberam.
Felizes  os pequerruchos viram o trenó do Pai Natal se elevar para lá da serra e  continuar a entrega das restantes prendas, pois já estava com algum  atraso e não queria que as crianças ficassem mais ansiosas do que é  normal em véspera de Natal..."serra da leba

"...Andavam assim todos em desatino, por todos sítios e lugares, esquecendo até o menino. Menino de Jesus chamado e nas palhinhas deitado. O pai que tinha sido apanhado em flagrante achocolatar sapatos fingindo-se de um pai que não era, não conseguia disfarçar a contrariedade. Como iria explicar à restante família que fora apanhado e causador por desfazer uma crença que todos julgavam comum a toda e qualquer criança. Foi então que o filho mais velho, ainda dorido pelos beliscões do mais novo, arquitectou um plano. Explicou ao pai, com o espanto do mais novo, dada a bem engendrada proposta de encenação. Os três combinaram nada ter acontecido. Os irmãos, fingiriam continuar em sonhos natalícios e o pai fingiria não ter sido apanhado. E assim, em grande cumplicidade, juntaram-se aos restantes familiares. Foi tal o teatro que todos os adultos ficaram convencidos que continuariam a prolongar o mito dos putos. O mais velho piscou o olho ao mais novo e depois ao pai e os três esboçaram um sorriso de indulgência. É que para a gente crescida há que ter paciência. O menino Jesus, amante da verdade, também sorriu continuando nas palhinhas onde continuava deitado (acho que por gostar da verdade e que veio a ser crucificado). Mas não só o menino fez isso, foi todo o presépio a sorrir e também a estrela iluminada. Até o camelo do rei Belchior soltou uma sonora gargalhada.…" conversa avinagrada

"...Aconchegados pelo quentinho que brotava da fogueira, até parecia que naquela noite o seu calor tinha “um aspecto” especial, o mais pequeno da família, ergueu-se lentamente do sofá e sentou-se de mansinho no colo do Pai, levantou o braço, ergueu a mão e passou-a levemente pela cabeça do Progenitor, num claro tom de carinho fraterno. A este gesto o Pai respondeu com um beijinho ternurento. A criança repetiu o gesto num ritmado bailado de festinhas, quando de repente pára, desloca o seu olhar para o do Pai e pergunta: - Papá afinal o que é o Natal? ..."" palavras sem jeito

"...- O Natal meu filho é aquela época em que todas as famílias e amigos se reúnem para mostrar o quanto se amam. Não importa o quanto se magoaram durante o ano o que importa sim, meu filho, é que com o nascimento do Menino Jesus todos se apoiam se reúnem e assim como os Reis Magos vieram lá do Oriente com presentes para o Deus Menino, nós também nesta época trocamos prendas. Mas o que importa meu filho é o Amor,o Perdão e a União de todos. Percebeste meu filho?
- Sim pai, mas, por que é que é só no Natal que existe o perdão?
- Sabes meu filho..." avogi(e as pulgas)

" ... no Natal as pessoas percebem quem lhes faz falta, aqueles de quem têm saudades, porque é tempo de paz e de união, mas não só no Natal existe o perdão, quem tem um bom coração, quem é capaz de perdoar, tem essa capacidade durante todos os dias da sua vida de perdoar e de amar.
- Papá, isso é que é o amor?..." também quero um blogue

"...



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CONTO COLECTIVO DE NATAL-DESAFIO DA FÊ




Desafio todos os meus amigos e amigas a fazermos um conto de Natal colectivo.
Para isso, basta pôr a criatividade e a imaginação a funcionar ;-)

Cada um de vós escreve um parágrafo,ou mais se estiverem inspirados.
Se possível dêem continuidade ao texto anterior, deixado nos comentários, para isso não vou os vou moderar  para que o possam ver imediatamente e dar-lhe seguimento.
Se quiserem também, no vosso texto podem inserir habilmente o vosso nome de perfil ou nome de blogue para que eu depois possa  fazer a respectiva hiperligação, senão, encontrarei maneira de sublinhar um palavra vossa, que eu ache que os identifique.
À medida que vão escrevendo, eu vou acrescentando   ver aqui.
Se tiverem alguma dúvida ou sugestão façam-no aqui através dos comentários.
Se quiserem ainda, podem dar sugestões para o título deste nosso conto de Natal.
Este desafio vai estar aqui até ao dia 15 para que todos possam participar e fazer deste o  mais original conto de Natal da blogosfera ;-)
No dia 16, se assim o desejarem, pública-lo-iam no vosso Blogue.

Que acham deste meu desafio?

Conto convosco!
Beijinhos


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Cantarei até que a voz me doa !


Cantarei até que a voz me doa
Pra cantar, cantar sempre meu fado
Como a ave que tão alto voa
E é livre de cantar em qualquer lado

Cantarei até que a voz me doa
Ao meu país, à minha terra, à minha gente
À saudade e à tristeza que magoa
O amor de quem ama e morre ausente

Cantarei até que a voz me doa
Ao amor, à paz cheia de esperança
Ao sorriso e à alegria da criança
Cantarei até que a voz me doa

José Luis Refachinho Gordo - José Fontes Rocha



Muito obrigada a todos!
Beijinhos

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

lentamente...muito lentamente

A paisagem era magnífica. Olhava-a pela última vez. Uma a uma foi limpando as penas, algumas voaram levadas pelo vento.
Lentamente... muito lentamente iniciou a  descida. As suas asas outrora belas, estavam cansadas das mil viagens que fizera. Cada pena era uma história, cada história um pedaço de si.
Lentamente...muito lentamente, viu aproximar-se o rio, a floresta e a areia dourada da praia. Uma pequena pedra, uma pequena flor. Estava de regresso a casa.
Tinha chegado ao seu destino. Pelo caminho ficaram alegrias e lágrimas, e tanto por dizer, tanto por fazer.
Estava cansado, mas resignado, ele sabia que um dia teria de deixar de voar. Era o seu destino.
Aproveitava a força amiga do vento para o guiar.
Lentamente...muito lentamente...



para a fábrica de letras, tema de Dezembro


Depois de ler os comentários.Obrigada!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Fala do velho do Restelo ao Astronauta

Foto de David Revoy


Aqui, na Terra, a fome continua,
A miséria, o luto, e outra vez a fome.

Acendemos cigarros em fogos de napalme
E dizemos amor sem saber o que seja.
Mas fizemos de ti a prova da riqueza,
E também da pobreza, e da fome outra vez.
E pusemos em ti sei lá bem que desejo
De mais alto que nós, e melhor e mais puro.

No jornal, de olhos tensos, soletramos
As vertigens do espaço e maravilhas:
Oceanos salgados que circundam
Ilhas mortas de sede, onde não chove.

Mas o mundo, astronauta, é boa mesa
Onde come, brincando, só a fome,
Só a fome, astronauta, só a fome,
E são brinquedos as bombas de napalme

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

The answer, my friend, is blowing in the wind



JOAN BAEZ
BLOWING IN THE WIND

How many roads must a man walk down
Before they call him a man
How many seas must a white dove sail
Before she sleeps in the sand
How many times must the cannonballs fly
Before they are forever banned
The answer, my friend, is blowing in the wind
The answer is blowing in the wind

How many years must a mountain exist
Before it is washed to the sea
How many years can some people exist
Before they're allowed to be free
How many times can a man turn his head
And pretend that he just doesn't see
The answer, my friend, is blowing in the wind
The answer is blowing in the wind

How many times must a man look up
Before he can see the sky

How many years must one man have
Before he can hear people cry
How many deaths will it take till he knows
That too many people have died
The answer, my friend, is blowing in the wind
The answer is blowing in the wind

***


Bom fim de semana.
Beijinhos

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Look Up at the Stars, Portugal!




"Não chore por ter perdido o pôr do sol, pois as lágrimas te impedirão de contemplar as estrelas."
Antoine de Saint-Exupéry






Uma visão melancólica de Portugal através dos olhos de uma criança.
Filmado e editado por um estrangeiro, Matthew Brown.
Achei absolutamente incrível ! Aliás se tiverem curiosidade vejam os outros magníficos trabalhos dele.


Look Up at the Stars, Portugal! from Matthew Brown on Vimeo.

Beijinhos