segunda-feira, 30 de maio de 2011

No sè nada





No sé Nada
 Música de Rodrigo Leão com voz de Daniel Melingo

Querido amigo, yo no sé, nada
Solo sé, que a la hora de jugar, igual a la hora de llorar
No sé nada, de nada
Yo sé que hoy, no pueden pedirme nada
Porque hoy, es el gran día
El día de la Paz, y la Felicidad

[coro]
Solo sé que no sé nada
Corazón batiendo fuerte
Sentimiento de viajen
Solo sé que no sé nada

Tierra bendita, tierra linda!
Mi corazón está ay, donde debe estar
Batiendo fuerte en el pecho
Llegará mi cuerpo, llegará mi cuerpo
Después mi alma, pero sabiendo solo una cosa
Que nada Sé
Mi querido camarada, le envío un gran saludo
Recordando solo una cosa. Ya la sabe, no?

[coro]
Solo sé que no sé nada
Corazón batiendo fuerte
Sentimiento de viajen
Solo sé que no sé nada

(letra da música captada ao escutar a canção, pode conter erros...)

Só sei que não sei nada
Coração batendo forte 
Sentimento de viajar
Só sei que nada sei… 
Esta música desde que a ouvi, nunca mais a esqueci.

domingo, 29 de maio de 2011

O burro que vestiu a pele de um leão


Era uma vez um burro que tinha a mania que era esperto.
Um belo dia encontrou uma pele de leão.
O burro, sem pensar muito como era habitual, vestiu logo a pele, escondeu-se numa moita e  começou a  assustar todos os animais que ali passavam.
Obviamente, todos fugiam com medo assim que o burro aparecia.
O burro estava tão inchado e orgulhoso da sua ideia que começou a sentir-se o Rei Leão em pessoa, e não resistiu a dar um valente e ruidoso zurro de satisfação.
Uma raposa que ia a fugir como os outros, ouvindo aquele som, parou, virou-se e aproximou-se do burro rindo:
- Se tivesses ficado quieto, eu também acreditava que eras um leão, mas aquele teu zurro estragou-te a brincadeira!
Moral da história:
Um tolo pode enganar com o traje e a aparência,mas assim que fala, revela-se como ele é.
Fábula de Esopo por mim adaptada.



Boa semana para todos.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Estou além!




Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P'ra não chegar tarde

Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão

Vou continuar a procurar
A quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só:
Quero quem quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi

Esta insatisfação
não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder

Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar

Vou continuar a procurar
A minha forma
O meu lugar
Porque até aqui eu só:
Estou bem aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
Estou bem aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou

 

António Variações (Poeta e cantor português, 1944-1984)

terça-feira, 24 de maio de 2011

Como Um Sonho Acordado


Vídeo retirado do concerto memorável que juntou três dos melhores cantores nacionais.
 Sérgio Godinho, o Zé Mário Branco e o Fausto.


Como se a Terra corresse
Inteirinha atrás de mim
O medo ronda-me os sentidos
Por abaixo da minha pele
Ao esgueirar-se viscoso
Escorre pegajoso
E sai
Pelos meus poros
Pelos meus ais
Ele penetra-me nos ossos
Ao derramar-se sedento
Nas entranhas sinuosas
Entre as vísceras mordendo
Salta e espalha-se no ar
Vai e volta
Delirante
Tão delirante
É como um sonho acordado
Esse vulto besuntado
A revolver-se no lodo
A deslizar de uma larva
Emergindo lá no fundo
Tenho medo ó medo
Leva tudo é tudo teu
Mas deixa-me ir
Arrasta-me à côncava do fundo
Do grande lago da noite
Cruzando as grades de fogo
Entre o Céu e o Inferno
Até à boca escancarada
Esfaimada
Atrás de mim
Atrás de mim
É como um sonho acordado
Esses olhos no escuro
Das carpideiras viúvas
Pelo pai assassinado
Desventrado por seu filho
Que possuiu lascivo
A sua própria mãe
E sua amante
Meu amor quando eu morrer
Ó linda
Veste a mais garrida saia
Se eu vou morrer no mar alto
Ó linda
E eu quero ver-te na praia
Mas afasta-me essas vozes
Linda
Tens medo dos vivos
E dos mortos decepados
Pelos pés e pelas mãos
E p´lo pescoço e pelos peitos
Até ao fio do lombo
Como te tremem as carnes
Fernão Mendes

 Fausto

domingo, 22 de maio de 2011

O tempo das cerejas

As palavras são como as cerejas...
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«Le Temps Des Cerises» é uma cançoneta de amor da autoria de Jean Baptist Clément e Antoine Renard e foi escrita em 1866.
Anterior à Comuna de Paris ( de 18 de Março a 28 de Maio de 1871) , julga-se que a última estrofe terá sido acrescentada, em louvor de uma enfermeira morta na defesa da Comuna, durante a «semana sangrenta» em que muitos milhares de combatentes da Comuna foram barbaramente assassinados.
A canção resistiu ao massacre, ao tempo e à proibição e ficou na memória popular como um símbolo da Comuna de Paris.
A revolução será sempre o tempo das cerejas.
Escolhi esta versão linda, o dueto entre Nana Mouskouri. e Charles Aznavour.





Vamos lá, todos a cantar!



Desejo-vos uma excelente semana.
Com muitas cerejas, e muitas palavras ;)



quinta-feira, 19 de maio de 2011

VOA !


Goza a euforia do voo do anjo perdido em ti.
Não indagues se nossas estradas tempo e vento desabam no abismo. 
Que sabes tu do fim?
Se temes que teu mistério seja uma noite, enche-o de estrelas.
Conserva a ilusão de que teu voo te leva sempre para o mais alto.
No deslumbramento da ascensão, se pressentires que amanhã estarás mudo, esgota, como um pássaro, as canções que tens na garganta. 
Canta. 
Canta para conservar a ilusão de festa e de vitória. 
Talvez as canções adormeçam as feras que esperam devorar o pássaro. 
Desce que nasceste não és mais que um voo no tempo.
Rumo do céu. 
Que importa a rota?
Voa e canta enquanto lhe resistirem as asas.



segunda-feira, 16 de maio de 2011

O velho e o mar


«Um idealista é um homem que, partindo de que uma rosa cheira melhor do que uma couve, deduz que uma sopa de rosas teria também melhor sabor.»
Ernest Hemingway




« O Velho e o Mar (The Old Man and the Sea, no original em inglês) é um romance de Ernest Hemingway, escrito em Cuba, em 1951, e publicada em 1952.
Foi a última grande obra de ficção de Hemingway a ser publicada ainda durante a sua vida, sendo uma das suas obras mais famosas.
Conta a história de um velho pescador que luta com um gigante espadarte em alto mar por entre a Corrente do Golfo. Apesar de ter sido alvo de apreciações muito divergentes por parte da crítica, é uma obra que permanece uma referência entre os livros de Hemingway, tendo reafirmado a importância do autor em tempo de o qualificar para o Prêmio Nobel de Literatura de 1954.»

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

domingo, 15 de maio de 2011

Se eu pudesse Amiga...

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Se eu pudesse Amiga

oferecia-te a Terra 
para rebolares na relva molhada
sem parar de rir
as Estrelas eram tuas 
punha-as no teu cabelo
para não teres medo de adormecer
todos os Dias eram teus
sem dores nem preocupações
sem horários nem desilusões
dava-te o Sol 
nada de chuva
porque molha o teu rosto
e eu não gosto de o ver assim

Se eu pudesse Amiga

as Montanhas e as Planícies
os Rochedos e os Glaciares
  o Mares e os Rios...
eram teus
dava-te tudo Amiga
só para te ver feliz

Ah! Amiga se eu pudesse...
hoje estaria aí contigo
a comemorar este teu dia.


beijinhos

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ode aos herdeiros políticos...

Apesar de já ter publicado este post, ele  desapareceu misteriosamente, assim como outros posts e comentários. Mas como sou teimosa, publico-o de novo, porque acho o texto e a declamação de Antônio Abujamra  absolutamente genial.
Desejo a todos um excelente fim de semana.


ODE AOS HERDEIROS POLÍTICOS.
GANHAM AOS CATORZE ANOS A PRIMEIRA GRAVATA, COM AS CORES DO PARTIDO QUE MELHOR OS ILUDE.
AOS QUINZE, SEGUEM A CARAVANA. APLAUDEM CONFORME O CENHO DAS CHEFIAS. SÃO OS CHAMADOS ANOS DE FORMAÇÃO. AÍ APRENDEM A COMPOR O GESTO, A INTERPRETAR HUMORES, A MENTIR HONESTAMENTE. APRENDEM A LEVEZA DAS PALAVRAS, A ESCOLHER O VINHO, A ESPUMAR DE SORRISO NOS DENTES. APRENDEM O SIM E O NÃO MAIS OPORTUNOS.
AOS VINTE ANOS, JÁ CONHECEM PELO CHEIRO O CARISMA DE UNS, A MENOS-VALIA DE OUTROS, ENQUANTO PROSSEGUEM VAGOS ESTUDOS DE DIREITO OU ECONOMIA. ESTÃO DE OLHO NOS PRIMEIROS CARGOS; É PRECISO MINAR, DESMINAR, INTRIGAR, REUNIR.
SÓ OS PIORES CONSEGUEM ULTRAPASSAR ESSA FASE.
HÁ ENTÃO OS QUE VÃO PARA OS MUNICÍPIOS, OS QUE PREFEREM OS ORGANISMOS PÚBLICOS. TUDO DEPENDE DE UM GOLPE DE VISTA OU DOS PATROCÍNIOS À DISPOSIÇÃO. É BEM O MOMENTO DE INTEGRAR AS LISTAS DE ELEGÍVEIS, PONDO SEMPRE A BAIXEZA ACIMA DE TUDO.
A PARTIR DO PARLAMENTO, TUDO PODE ACONTECER: DIRETOR DE EMPRESA PÚBLICA, COORDENADOR DE CAMPANHA, ASSESSOR DE MINISTRO, MINISTRO, DIRETOR EXECUTIVO, PRESIDENTE DA CAIXA, EMBAIXADOR NA PQP!...
MAIS À FRENTE, PARA COROAR A CARREIRA, O GOLDEN-SHARE DE UMA CADEIRA AO PÔR-DO-SOL.
NO FINAL, PARA OS MAIS OBSTINADOS, PODE HAVER NOME DE RUA (COM OU SEM ESTÁTUAS), FLORES DE PANEGÍRICO, FANFARRAS E... FORMOL!

Autor: José Miguel Silva.



Sobre o autor:
O poeta português José Miguel Silva nasceu em maio de 1969, em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto. Publicou os seguintes livros de poesia:  O Sino de Areia (Gilgamesh, 1999), Ulisses Já Não Mora aqui (&etc, 2002),  Vista Para um Pátio Seguido de Desordem (Relógio D’Água, 2003), 24 de Março (2004) e Movimentos no Escuro (Relógio D’Água, 2005).

terça-feira, 10 de maio de 2011

Dificuldade de governar



Dificuldade de governar
1

Todos os dias os ministros dizem ao povo
Como é difícil governar. Sem os ministros
O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.
Nem um pedaço de carvão sairia das minas
Se o chanceler não fosse tão inteligente. Sem o ministro da Propaganda
Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida. Sem o ministro da Guerra
Nunca mais haveria guerra. E atrever-se ia a nascer o sol
Sem a autorização do Führer?
Não é nada provável e se o fosse
Ele nasceria por certo fora do lugar.

2

E também difícil, ao que nos é dito,
Dirigir uma fábrica. Sem o patrão
As paredes cairiam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem.
Se algures fizessem um arado
Ele nunca chegaria ao campo sem
As palavras avisadas do industrial aos camponeses: quem,
De outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados? E que
Seria da propriedade rural sem o proprietário rural?
Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio onde já havia batatas.

3

Se governar fosse fácil
Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer.
Se o operário soubesse usar a sua máquina
E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.
E só porque toda a gente é tão estúpida
Que há necessidade de alguns tão inteligentes.

4

Ou será que
Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a aprender?


Bertold Brecht

domingo, 8 de maio de 2011

REQUIEM FOR A DREAM



«Matar o sonho é matar-mo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso.»
Fonte: "Livro do Desassossego"
Autor: Fernando Pessoa
Boa semana para todos.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Parece-vos bem isto, peixes?

Pieter Bruegel (1525-1569)
"Homines pravis, praeversisque cupiditatibus facti sunt, sicut pisces invicem se devorantes."
Os homens com suas más e perversas cobiças, vêm a ser como os peixes, que se comem uns aos outros.

Padre António Vieira
Sermão de Santo António (1654)


A primeira cousa que me desedifica, peixes, d vós, é que vos comeis uns aos outros.
Grande escândalo é este, mas a circunstância o faz ainda maior.
Não só vos comeis uns aos outros, senão que os grandes comem os pequenos.
Se fora pelo contrário, era menos mal.
Se os pequenos comeram os grandes, bastara um grande para muitos pequenos; mas como os grandes comem os pequenos, não bastam cem pequenos, nem mil, para um só grande.
...) Os homens, com suas más e perversas cobiças, vêm a ser como os peixes, que se comem uns aos outros.(...) Pois tudo aquilo é andarem buscando os homens como hão-de comer, e como se hão-de comer.
Morreu algum deles, vereis logo tantos sobre o miserável a despedaçá-lo e comê-lo.
Comem-no os herdeiros, comem-no os testamenteiros, comem-no os legatários, comem-no os credores; comem-no os oficiais dos órfãos, e o dos defuntos e ausentes; come-o o Médico, que o curou ou ajudou a morrer; come-o o sangrador que lhe tirou o sangue; come-o a mesma mulher, que de má vontade lhe dá para a mortalha o lençol mais velho da casa; come-o o que lhe abre a cova, o que lhe tange os sinos, e os que, cantando, o levam a enterrar; enfim, ainda o pobre defunto o não comeu a terra, e já o tem comido toda a terra.
(...) Nestas palavras, pelo que vos toca, importa, peixes, que advirtais muitas outras tantas cousas, quantas são as mesmas palavras.
Diz Deus que comem os homens não só o seu povo, senão declaradamente a sua plebe: Plebem meam, porque a plebe e os plebeus, que são os mais pequenos, os que menos podem e os que menos avultam na República, estes são os comidos.
E não só diz que os comem de qualquer modo, senão que os engolem e os devoram: Qui devorant.
Porque os grandes que tem o mando das Cidades e das Províncias, não se contenta a sua fome de comer os pequenos um por um, ou poucos a poucos, senão que devoram e engolem os povos inteiros. (...) E de que modo os devoram e comem?
(...) não como os outros comeres, senão como pão. A diferença que há entre o pão e os outros comeres, é que para a carne , há dias de carne, e para o peixe, dias de peixe, e para as frutas, diferentes meses do ano; porém o pão é de comer todos os dias, que sempre e continuadamente se come: e isto é o que padecem os pequenos. São o pão quotidiano dos grandes; e assim como o pão se come com tudo, assim com tudo e em tudo são comidos os miseráveis pequenos, não tendo nem fazendo ofício em que os não carreguem, em que os não multem, em que os não defraudem, em que os não comam, traguem e devorem (...)
Parece-vos bem isto, peixes?

Padre António Viera

Bom fim de semana

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Vai Serenamente...

«Desiderata (Do latim desideratu = aquilo que se deseja, anseios, aspirações)«
@
 Declamação do poema «Desiderata» pelo actor Ruy de Carvalho
Vai serenamente por entre a agitação e a pressa e lembra-te da paz que pode haver no silêncio.
Sem seres subserviente, mantém-te tanto quanto possível, em boas relações com todos.
Diz a tua verdade calma e claramente e escuta com atenção os outros mesmo que menos dotados e ignorantes; também eles têm a sua história.
Evita as pessoas barulhentas e agressivas; são mortificações para o espírito.
Se te comparas com os outros podes tornar-te presunçoso ou melancólico porque haverá sempre pessoas superiores e inferiores a ti.
 Apraz-te com as tuas realizações tanto como com os teus planos. Põe todo o interesse na tua carreira ainda que ela seja humilde; é um bem real nos destinos mutáveis do tempo.
Usa de prudência nos teus negócios porque o mundo está cheio de astúcia; mas que isto não te cegue a ponto de não veres virtude onde ela existe; muitas pessoas lutam por altos ideais e em todo o lado a vida está cheia de heroísmo.
Sê fiel a ti mesmo. Sobretudo não simules afeição nem sejas cínico em relação ao amor porque, em face da aridez e do desencanto, ele é perene como a relva.
Toma amavelmente o conselho dos mais idosos, renunciando com graciosidade às ideias da juventude.
 Educa a fortaleza de espírito para que te salvaguarde numa inesperada desdita. Mas não te atormentes com fantasias. Muitos receios surgem da fadiga e da solidão.
Para além de uma disciplina salutar, sê gentil contigo mesmo.
Tu és filho do universo e, tal como as árvores e as estrelas, tens direito de o habitar. E quer isto seja ou não claro para ti, sem dúvida que o universo é – te disto revelador.
Portanto vive em paz com Deus seja qual for a ideia que d´Ele tiveres. E quaisquer que sejam as tuas lutas e aspirações, na ruidosa confusão da vida, conserva-te em paz com a tua alma.
Com toda a sua falsidade, escravidão e sonhos desfeitos o mundo é ainda maravilhoso.
Sê alegre. Luta para seres feliz.

Max Ehrmann

( Tradução livre de M.L.Peixoto) – versão portuguesa do “Desiderate”.

Tenho que caminhar mais serenamente, tenho que disto me convencer para conseguir seguir em frente e tentar ainda realizar algumas das minhas aspirações! O meu obrigada a todo(a)s.

domingo, 1 de maio de 2011

Mãe:

Escolhi tantas poemas, imagens e músicas lindas para para te dedicar neste dia, que é apenas mais um em que celebro ter-te comigo. 
Mas...hoje não estou bem mãe! E tu sabes disso.
Acabei de receber um telefonema teu:
-Filha, estás melhor?
Não menti, não valeria a pena porque sabes sempre como me sinto, mesmo que eu tente esconder.
As lágrimas que gostava tanto que hoje não me visitassem escorrem-me pela face, porque será que simplesmente não vivemos sem sofrer.
Hoje mãe querida, estou triste porque ainda não senti o teu abraço e o teu leve perfume que sempre me alivia...
Mas, amanhã mãe, estarei contigo prometo !


 Fê