quarta-feira, 30 de novembro de 2011

{o outro lado}



Gosto de vez em quando, de perder este ar de anjo que me habita. 
Mandá-lo às urtigas.
Gosto do meu lado rebelde, primário!
Gosto de dizer não sem ter que o justificar!
Gosto de partir a louça que está arrumadinha nas prateleiras!
Gosto de questionar!
Gosto de desmanchar e voltar a fazer!
Gosto de surpreender!

Vá diabinho, prá gaveta!
Não te aguento mais que estes cinco minutos de ribalta de vez em quando.
Xou!!! Zarpa!!! A milhas!!!

Volta doçura, que és minha.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

EUROPA ACIDENTAL

Europa acidental.

Aqui nem mal nem bem.
Aqui nem bem nem mal.

Aqui se alguém não é ninguém
é porque a gente nasce
de um modo ocidental:
Vivem uns bem e outros mal.

E afinal
é natural
(naturalmente)
que haja também
gente que é gente de bem
e gente que é apenas gente.

Europa acidental.
Europa acidental.

O mal
é ter na nossa frente
um mar de sal.
Um mar de gente
que de repente
(é assim mesmo: de repente!)
fica vazio e sem ninguém
se um dia alguém
por mal ou bem
quiser ser gente.

Europa acidental.
Europa acidental.

Não andar para trás
nem para a frente.

Nascer morto ou vivo
é tão normal
que é indiferente.

E vai-se toda a vida
na corrente.
E a gente morre de repente.
Sempre de costas.
Nunca de frente.
De morte necessária e natural
(naturalmente).

Europa acidental.
Europa acidental.

O principal
não é viver:
é estar presente
nesta maneira ocidental
de apodrecer decentemente.

Esta é uma questão fundamental
(é evidente!).

Joaquim Pessoa




domingo, 27 de novembro de 2011

O FADO DE CADA UM

Fado é Património Imaterial da Humanidade (SAPO)


Amália Rodrigues - O Fado De Cada Um

Bem pensado
Todos temos nosso fado
E quem nasce malfadado,
Melhor fado não terá!
Fado é sorte
E do berço até a morte,
Ninguém foge, por mais forte
Ao destino que Deus dá!

No meu fado amargurado
A sina minha
Bem clara se revelou
Pois cantando
Seja quem for adivinha
Na minha voz soluçando
Que eu finjo ser quem não sou!

Bom seria poder um dia
Trocar-te o fado
Por outro fado qualquer
Mas a gente
Já traz o fado marcado
E nenhum mais inclemente
Do que este de ser mulher!

 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Ó Gente da Minha Terra


É meu e vosso este fado
Destino que nos amarra
Por mais que seja negado
Às cordas de uma guitarra

Sempre que se ouve o gemido
De uma guitarra a cantar
Fica-se logo perdido
Com vontade de chorar

Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que recebi

E pareceria ternura
Se eu me deixasse embalar
Era maior a amargura
Menos triste o meu cantar 

Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que recebi



letra :  Amália Rodrigues
foto : Mónica (Monguinhas)

Desejo-vos um excelente fim de semana.
Beijinhos
Fê Blue Bird

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

“Em Busca das Montanhas Azuis”

Fausto Bordalo Dias – “Em Busca das Montanhas Azuis”





Chama-se “Em Busca das Montanhas Azuis” e é o novo e muito aguardado álbum de Fausto Bordalo Dias.
capa de Em Busca das Montanhas AzuisO terceiro capítulo da trilogia iniciada em 1982 («Por Este Rio Acima»), seguida pela edição de 1994 («Crónicas da Terra Ardente»), conhece assim o seu encerramento com o disco «Em Busca das Montanhas Azuis», um título indicativo da visão da entrada em terra pelo continente africano. As músicas sucedem-se numa viagem sem roteiro contínuo. Os textos identificam várias regiões do continente africano em detalhes e comentários que jogam entre a história passada pelos portugueses no continente africano mas também remete à actualidade. É com esta viagem que Fausto Bordalo Dias nos apresenta o encerramento de uma trilogia histórica da música portuguesa.” (nota de imprensa)
O single chama-se “Velas e Navios Sobre as Águas” e já roda por aí.


quando avistaram pela primeira vez

velas e navios sobre as águas

por maravilha imaginaram

que eram brandas

asas brancas

que voavam pelas fráguas

vindas por magia

de estranhos lugares

assim levantadas

muito mais aladas

pelas entranhas das cafrarias

e nascidas de outros mares

de outros ares

e quando arreámos velas

lançámos ferro

e vendo apenas cascos de feitio

cuidaram então que fossem peixes

nunca antes tinham visto

qualquer obra de navio

vão remos ao alto

pára de vogar

e olham-nos de espanto

e nós neste quebranto

acordámos em sobressalto

se andam cafres pelo ar

a rondar a rondar

também julgavam que os olhos pintados

e pintados mesmo à proa do navio

eram verdadeiros olhos

e por esses olhos

via e andava

o navio pelo rio

pairando no escuro

era aparição

estranha criatura

na negra moldura

e na aflição do esconjuro

atropelam água

céu e chão

os pagãos

os pagãos

e cobrem o ar gafanhotos

mosquitos e moscos

pavões e patolas

libelinhas

zangões

borboletas

tabões

abelhinhas

gralhas

galinholas

e no chão

abertos os gorgomilos

há bichas e crocodilos

muito abundantes

de beiça larga

e papos grandes

e na tapada

andam leões e leopardos

entre muitos ruminantes

mirabolantes

longos focinhos de “alifantes”

domingo, 20 de novembro de 2011

“Frol de la mar” ou “Flor do Mar”.

O Blogue “Frol de la mar” acabou de “nascer”, hoje, 20 de Novembro de 2011, aniversário do naufrágio da nau portuguesa. 


Frol de la Mar de Alberto Cutileiro
Construída em Lisboa no ano de 1502, foi uma nau portuguesa de 400 toneladas, e um dos mais avançados navios do seu tempo, participando ao longo de nove anos em vários acontecimentos marcantes da história nacional até ao seu naufrágio em 20 de Novembro de 1512. Afonso de Albuquerque prestava-se a regressar da conquista de Malaca aquando do infortúnio. Atingida por uma tempestade, a Nau terá encalhado num recife ao largo da ponta nordeste da Ilha de Sumatra.
Nas palavras do caçador de tesouros americano, Robert Marx, “o mais rico barco alguma vez desaparecido no mar”, certo de ainda hoje, no fundo do mar, permanecer um imenso espólio, um dos mais míticos tesouros perdidos.


Leiam o resto desta fantástica viagem aqui.
Um Blogue que merece a nossa visita.

Beijinhos e boa semana
Fê Blue Bird

sábado, 19 de novembro de 2011

e assim se passa um sábado :)

estava aqui tão descansada
a pensar na minha vida
de repente apareceu um
e depois mais em corrida
tomem atenção à parte final desta canção :)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

ARRE, BURRO!

Hoje, lembrei-me desta canção tão antiga...porque será ? ;)

Amigos(a)s, desejo-vos um excelente fim de semana!
Beijinhos


ARRE, BURRO!

Quero tanto ao meu gerico
Que por gente o não trocava!
O seu nome é Mangerico
Mas às vezes cheira a fava!

É um burro com chalaça
O estafermo do alimal!
É sabido que por onde ele passa
Deixa sempre algum sinal

Refrão

Vem cá, mê estapor
Tu tens má valor
Que munto senhor casmurro!
Ê digo-te aqui
Q`hà homes p`ráí
Más bestas cá ti, mê burro!

Esta besta é reinadia
E é rambóia, o malandrete!
Quando o levo à romaria
Também deita o seu foguete!

E se vai comigo ao lado
Gosta tanto que inté zurra!
Fica tão intusiasmado
Que eu esconfio que sou burra!

Refrão

Só me rala o dia
Quando o trago prà cidade!
Tem azar ao sinaleiro
Que o não deixa ir à vontade!

Puxa a corda em pura perda,
Mas eu trago-a bem sujeita!
Se ele aparta para a esquerda
Eu viro logo p`rá direita!

Vem cá, mê estapor
Tu tens má valor
Que munto senhor casmurro!
Ê digo-te aqui
Q`hà homes p`ráí
Más bestas cá ti, mê burro!



Letra de: Alberto Barbosa e José Galhardo
Música de: Vasco Santana e Amadeu do Vale

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

No meu país não acontece nada




No meu país não acontece nada
à terra vai-se pela estrada em frente
Novembro é quanta cor o céu consente
às casas com que o frio abre a praça

Dezembro vibra vidros brande as folhas
a brisa sopra e corre e varre o adro menos mal
que o mais zeloso varredor municipal
Mas que fazer de toda esta cor azul

Que cobre os campos neste meu país do sul?
A gente é previdente cala-se e mais nada
A boca é pra comer e pra trazer fechada
o único caminho é direito ao sol

No meu país não acontece nada
o corpo curva ao peso de uma alma que não sente
Todos temos janela para o mar voltada
o fisco vela e a palavra era para toda a gente

E juntam-se na casa portuguesa
a saudade e o transístor sob o céu azul
A indústria prospera e fazem-se ao abrigo
da velha lei mental pastilhas de mentol

Morre-se a ocidente como o sol à tarde
Cai a sirene sob o sol a pino
Da inspecção do rosto o próprio olhar nos arde
Nesta orla costeira qual de nós foi um dia menino?

Há neste mundo seres para quem
a vida não contém contentamento
E a nação faz um apelo à mãe,
atenta a gravidade do momento

O meu país é o que o mar não quer
é o pescador cuspido à praia à luz
pois a areia cresceu e a gente em vão requer
curvada o que de fronte erguida já lhe pertencia

A minha terra é uma grande estrada
que põe a pedra entre o homem e a mulher
O homem vende a vida e verga sob a enxada
O meu país é o que o mar não quer

poema "Morte ao meio-dia"  de Ruy Belo

imagem de loublanc 2

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O sorriso de José Saramago

«Sorriso, diz-me aqui o dicionário, é o acto de sorrir. E sorrir é rir sem fazer ruído e executando contracção muscular da boca e dos olhos.

O sorriso, meus amigos, é muito mais do que estas pobres definições, e eu pasmo ao imaginar o autor do dicionário no acto de escrever o seu verbete, assim a frio, como se nunca tivesse sorrido na vida. Por aqui se vê até que ponto o que as pessoas fazem pode diferir do que dizem. Caio em completo devaneio e ponho-me a sonhar um dicionário que desse precisamente, exactamente, o sentido das palavras e transformasse em fio-de-prumo a rede em que, na prática de todos os dias, elas nos envolvem.

Não há dois sorrisos iguais. Temos o sorriso de troça, o sorriso superior e o seu contrário humilde, o de ternura, o de cepticismo, o amargo e o irónico, o sorriso de esperança, o de condescendência, o deslumbrado, o de embaraço, e (por que não?) o de quem morre. E há muitos mais. Mas nenhum deles é o Sorriso.

O Sorriso (este, com maiúsculas) vem sempre de longe. É a manifestação de uma sabedoria profunda, não tem nada que ver com as contracções musculares e não cabe numa definição de dicionário. Principia por um leve mover de rosto, às vezes hesitante, por um frémito interior que nasce nas mais secretas camadas do ser. Se move músculos é porque não tem outra maneira de exprimir-se. Mas não terá? Não conhecemos nós sorrisos que são rápidos clarões, como esse brilho súbito e inexplicável que soltam os peixes nas águas fundas? Quando a luz do sol passa sobre os campos ao sabor do vento e da nuvem, que foi que na terra se moveu? E contudo era um sorriso.»
José Saramago

terça-feira, 15 de novembro de 2011

CANTANDO PELA PAZ NO MUNDO


Peça a Deus,
Que os homens encontrem os seus passos perdidos
E que os sonhos despertem esses olhos dormidos,
Que o amor transborde e que vivamos em paz;
Que os dias terminem com os braços cansados
E que a sorte só queira estar ao teu lado
Que a dor não me assombre, nem me cause desespero,
Peça a Deus.

Sat-chit ananda parabramha,
Purushottama, paramatma,
Sri bhagavathi sametha,
Sri bhagavathe namaha
OM OM OM OM OM OM OM OM OM OM

Peça a Deus,
Que nos mande do céu muita sabedoria,
Um amor verdadeiro, que ninguém passe fome,
Um abraço de irmão,  que vivamos em paz e
Que terminem as guerras e também a pobreza,
Encontrar alegrias entre tanta tristeza,
Que a luz ilumine as almas perdidas e um futuro melhor.

Sat-chit ananda parabramha,
Purushottama, paramatma,
Sri Bhagavathi sametha,
Sri Bhagavathe namaha
OM OM OM OM OM OM OM OM OM OM


O REFRÃO DA MÚSICA É O "MOOLA MANTRA" (em Sânscrito): 
Moola Mantra (Moola significa Fonte, Origem...)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Mantém a Cabeça Erguida

Os acontecimentos que atraímos para nós, por mais desagradáveis que sejam, são necessários para ensinar o que necessitamos aprender.
Quando iniciamos a vida, cada um de nós recebe um bloco de mármore e as ferramentas necessárias para converter esse bloco em escultura.
Podemos arrastá-lo intacto a vida toda...
Podemos reduzi-lo a cascalho
Ou podemos dar-lhe uma forma gloriosa..."

Richard Bach


Hold Your Head Up

And if it's bad
Don't let it get you down, you can take it.
And if it hurts
Don't let them see you cry, you can make it.


Hold your head up, hold your head up
Hold your head up, hold your head high.

And if they stare
Just let them burn their eyes on you moving.
And if they shout
Don't let them change a thing what you're doing.

Hold your head up, hold your head up
Hold your head up, hold your head high

Mr. Big


domingo, 13 de novembro de 2011

[porque hoje é domingo]


"E eu compreendi que não podia suportar a ideia de nunca mais escutar esse riso. Ele era para mim como uma fonte no deserto..."
Antoine de Saint-Exupéry

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Se às Vezes Digo que as Flores Sorriem


Se às vezes digo que as flores sorriem
E se eu disser que os rios cantam,
Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores
E cantos no correr dos rios...
É porque assim faço mais sentir aos homens falsos
A existência verdadeiramente real das flores e dos rios.
Porque escrevo para eles me lerem sacrifico-me às vezes
À sua estupidez de sentidos...
Não concordo comigo mas absolvo-me,
Porque só sou essa cousa séria, um intérprete da Natureza,
Porque há homens que não percebem a sua linguagem,
Por ela não ser linguagem nenhuma.

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XXXI"
Heterónimo de Fernando Pessoa
Desejo a todos um excelente fim de semana!
Beijinhos
Fê Blue Bird

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

{para a minha filha}

FILHA :
Que melhor imagem podia te dedicar que esta de animais que tanto adoras
Ontem à noite dediquei-te esta canção,
Hoje, no dia em que fazes 22 anos, dedico-te esta:

A minha imensa saudade é amenizada
sempre que vejo o lindo sorriso de felicidade no teu rosto.
Parabéns querida.
Sei que estás a viver o teu sonho,
que melhor " prenda"  podes ter neste teu dia.
Um BEIJO 
do tamanho da distancia que nos separa.
Da tua mãe que te adora.

*

Os meus filhos são a minha Vida, a Luz que me guia e me incentiva a viver com alegria e coragem.
Tenho um imenso orgulho em ser mãe de dois seres maravilhosos.

Obrigada a todos,  meus amigos e amigas, por comigo partilharem estes minutos tão cheios de significado na minha vida.
beijinhos
Fê Blue Bird

terça-feira, 8 de novembro de 2011

{ boa noite, meu anjo}

Lullabye (Goodnight, My Angel) - Billy Joel

Goodnight my angel, time to close your eyes
And save these questions for another day
I think I know what you’ve been asking me
I think you know what I’ve been trying to say
I promised I would never leave you
And you should always know
Wherever you may go, no matter where you are
I never will be far away

Goodnight my angel, now it’s time to sleep
And still so many things I want to say
Remember all the songs you sang for me
When we went sailing on an Emerald Bay
And like a boat out on the ocean
I’m rocking you to sleep
The water’s dark and deep inside this ancient heart
You’ll always be a part of me

Goodnight my angel, now it’s time to dream
And dream how wonderful your life will be
Someday your child may cry, and if you sing this lullabye
Then in your heart, there will always be a part of me
Someday we’ll all be gone, but lullabyes go on and on
They never die, that’s how you and I will be


 

domingo, 6 de novembro de 2011

De onde vêm os sonhos?

De onde vêm os sonhos?
Interrogo-me confusa. 
Muitos homens não sabem para que servem os sonhos, nem o arco-íris, nem as rosas...
Em tempos sonhei que era um deus que tinha escondido num lugar secreto todos os sonhos do mundo.
Sonhos de amizade, de amor, de música, de poemas, de memórias preciosas.
Estavam todos amontoados em pilhas, guardados por monstros e dragões de mil cabeças.
Nunca mais ninguém sonhou.
Os mares secaram, os peixes sufocaram, os pássaros famintos deixaram de voar, os cereais mirraram, as moscas poisaram nas caras das crianças.
Muitos morreram na busca daquele lugar.
Outros simplesmente desistiram de o procurar.
Acordei chorando.
As minhas lágrimas inundaram a terra.
Olhei para elas, agarrei-as, saboreei-as. 
Sabiam a mar.
Chorei, ri e agora sei.
Nem um deus tem o direito de nos tirar os sonhos. 

Fê Blue Bird 


Texto para a Fábrica de Letras no âmbito do desafio do mês de Novembro "Sonhos "

sábado, 5 de novembro de 2011

{ come chocolates pequena come chocolates }

Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come! 
....
Álvaro de Campos
já apetece, deliciem-se :)

 ( 2 pessoas)


2 colheres de sopa de cacau
500ml de leite
60g de chocolate de culinária
1 colher de chá de açúcar em pó
1 colher de chá de baunilha
1/2 colher de chá de café solúvel

Misture o cacau, o açúcar,  o café  e o leite e leve ao lume. Quando estiver  tudo dissolvido adicione o chocolate de culinária partido em pedaços pequenos.  Deixe o chocolate derreter completamente e adicione a baunilha. Deixe ferver em lume brando durante 3 minutos. Sirva bem quente.

Retirei esta receita do blogue "Come chocolates, pequena; Come chocolates!"  que descobri à pouco tempo e estou a adorar.
 Beijinhos a todos 
Fê Blue Bird

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Desejo a todos um fim de semana feliz!


Desejo a vocês
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com os amigos
Viver sem inimigos
Filme na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Ouvir uma palavra amável
Ver a banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir não
Nem nunca, nem jamais
Nem adeus
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de amor
Tomar banho de cachoeira
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas com alegria
Uma tarde amena
Calçar um chinelo velho
Tocar violão para alguém
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu

Síntese da felicidade - Carlos Drummond de Andrade
imagem - Poppies Field by Camilo Margeli



quinta-feira, 3 de novembro de 2011

UTOPIA



Cidade
Sem muros nem ameias
Gente igual por dentro
Gente igual por fora
Onde a folha da palma
afaga a cantaria
Cidade do homem
Não do lobo, mas irmão
Capital da alegria

Braço que dormes
nos braços do rio
Toma o fruto da terra
É teu a ti o deves
lança o teu desafio

Homem que olhas nos olhos
que não negas
o sorriso, a palavra forte e justa
Homem para quem
o nada disto custa
Será que existe
lá para os lados do oriente
Este rio, este rumo, esta gaivota
Que outro fumo deverei seguir
na minha rota?


poema de José Afonso 
pintura de Matheus Lopes

terça-feira, 1 de novembro de 2011

{ pedido }



senta-te aqui comigo
pega no pincel e pinta
 até que todo este cinzento
se transforme em AZUL.

Fê Blue Bird