domingo, 31 de março de 2013

"Mundo Azul"

Abrace este mundo Azul!

Complexo encaixar todas as peças deste puzzle a mais importante é a sua,
 a do entendimento.
Quem é diferente!? Nós!? Ou eles/elas!?
Que vivem no mundo da verdade!
Será por isso, que não os entendem!???

Dia 2 de Abril dê mais cor à sua vida, vista uma peça de roupa Azul; pinte as unhas de Azul, acenda uma vela Azul, e mais simples coloque a sua foto no facebook (quem tiver) com fundo Azul, o seu blogue também pode ter fundo Azul, entre nesta "loucura" do Azul, precisamos chamar atenção, agitar as mentalidades paradas para a consciencialização do  AUTISMO, não está na cara mas existe.

Só vos peço...
que divulguem esta mensagem e que visitem o blogue da minha amiga Mina
  Aspie's Blog


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quarta-feira, 27 de março de 2013

Anda tudo a fazer pouco... Da gente




Ai Agostinho!
Ai Agostinha!
Que rico vinho
Vai uma pinguinha?
Este país perdeu o tino
A armar ao fino!
A armar ao fino!
Este país é um colosso
Está tudo grosso!
Está tudo grosso!
Anda tudo a fazer pouco
Da gente
Anda tudo a fazer pouco
Da gente

Falam prá aí que há demissões e admissões
Que nos partidos andam todos à tapona
O Zé pagante já se ri das revoluções
Mas sabe prá aí que há muita malta não (...)

Anda tudo a fazer pouco
Da gente
Anda tudo a fazer pouco
Da gente

Pra revisão Constitucional é o que eu digo
A liberdade não se pode deitar fora
Discutem muito, mas depois ficam amigos
E o Zé Povinho é que fica sempre à nora

Anda tudo a fazer pouco
Da gente
Anda tudo a fazer pouco
Da gente

Ai Agostinho!
Ai Agostinha!
Que rico vinho
Vai uma pinguinha?
Este país perdeu o tino
A armar ao fino!
A armar ao fino!
Este país é um colosso
Está tudo grosso!
Está tudo grosso!
Anda tudo a fazer pouco
Da gente
Anda tudo a fazer pouco
Da gente

Isto em política há pra aí muitos teóricos
Mas em teoria é só paleio e pouca prova
E só se fala dos tais chefes históricos
Quando afinal a gente quer é malta nova

Anda tudo a fazer pouco
Da gente
Anda tudo a fazer pouco
Da gente

E olha que muito que se leia e que se ouça
Chegamos todos sempre à mesma conclusão
Ele há menino que não diz coisa com coisa
E no final toda a gente lhe dá razão

Anda tudo a fazer pouco
Da gente
Anda tudo a fazer pouco
Da gente

Ai Agostinho!
Ai Agostinha!
Que rico vinho
Vai uma pinguinha?
Este país perdeu o tino
A armar ao fino!
A armar ao fino!
Este país é um colosso
Está tudo grosso!
Está tudo grosso!
Anda tudo a fazer pouco
Da esquerda
Anda tudo a fazer pouco
Da direita
Anda tudo a fazer pouco
Da gente

(Ai Agostinho, Ivone Silva e Camilo de Oliveira, 1981)

segunda-feira, 25 de março de 2013

Um dia...


 Um dia, ao olhar para trás o homem verá o rastro de destruição que ele deixou na natureza.
E nesse dia, haverá apenas a dor da sua própria consciência...


sexta-feira, 22 de março de 2013

Bom fim de semana!



Meus amigos e amigas,
 não sei se é do anti-histamínico que estou a tomar, 
se é da Primavera ou se é do raio da crise o certo é que estou literalmente assim ...



beijinhos a todos e bom fim de semana 


quinta-feira, 21 de março de 2013

Enfim chegaste !

Esperei-te ansiosamente  e ofereceste-me em troca uma crise alérgica :)
 Bem vinda Primavera, apesar disso, gosto muito de ti .

 “ATCHIM !
 
"Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira."
 Che Guevara

terça-feira, 19 de março de 2013

Meu pai...

... obrigada por me dares todos os dias o conforto do teu abraço. 


ilustração de Sonja Wimmer
As Mãos do Meu Pai

As tuas mãos tem grossas veias como cordas azuis
sobre um fundo de manchas já cor de terra
— como são belas as tuas mãos —
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram
na nobre cólera dos justos...

Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,
essa beleza que se chama simplesmente vida.
E, ao entardecer, quando elas repousam
nos braços da tua cadeira predileta,
uma luz parece vir de dentro delas...

Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente,
vieste alimentando na terrível solidão do mundo,
como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?
Ah, Como os fizeste arder, fulgir,
com o milagre das tuas mãos.

E é, ainda, a vida
que transfigura das tuas mãos nodosas...
essa chama de vida — que transcende a própria vida...
e que os Anjos, um dia, chamarão de alma...

(Mario Quintana)

segunda-feira, 18 de março de 2013

Vai-se andando...




Já matei os fantasmas e as bruxas
 já dormi com a princesa encantada
 aldrabei a raposa e o corvo
 e escapei a uma mão malfadada.

 Fui ladrão, por ladrões fui louvado 
embalei o menino Jesus
 fui cuspido, batido, beijado
 fui amado e pregado na cruz. 

 Fui ceguinho, vidente, profeta
 andarilho das sete partidas
 procurei a verdade secreta
 no deserto a jogar às escondidas.

 Sou a ave do voo adiado
 na gaiola dourada cantando.
  Porque a morte é mais forte, calado.

 Mas bom dia 
 cá estou
 vai-se andando.  


José Fanha
(in Poesia, Lápis de Memórias, Coimbra, 2013)

domingo, 17 de março de 2013

Não, não é Cansaço...

pintura hiper-realista de António Cazorla


Não, não é cansaço...
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar,
E um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo...

Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.

Não. Cansaço por quê?
É uma sensação abstrata
Da vida concreta —
Qualquer coisa como um grito
Por dar,
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como...
Sim, ou por sofrer como...
Isso mesmo, como...

Como quê?...
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.

(Ai, cegos que cantam na rua,
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)
Porque oiço, vejo. 

Confesso: é cansaço!... 

Álvaro de Campos, in "Poemas"

quinta-feira, 14 de março de 2013

Preciso de uma palavra.

Como quem pede uma esmola.



Em que dia ou em que noite
estará essa, que almejo,
ideal palavra insabida,
a única, a exclusiva, a só?

Dela me sinto exilado
todas as horas por junto,
com minha face, meu punho,
meu sangue, meu lírio de água.

Soletro-me em tantas letras,
e encontrá-la deve ser
encontrar a criança e o berço,
a unidade, a exactidão,
o prado aberto na rua,
a rua galgando a estrela.

Preciso de uma palavra,
uma só palavra rogo,
como quem pede uma esmola.

Em florestas de palavras
os calados pés caminham,
as caladas mãos perquirem,
os olhos indagam firmes.

Em que parábola cruel,
em que ciência, em que planeta,
em que fronte tão hermética,
em que silêncio fechada
estará viajando agora
- mariposa de ouro azul -
a palavra que desejo?

Lâmina sexo cristal
fulcro pântano convés
voraginoso fluvial

Antígona circunflexa
catastrófico crepúsculo
ênula ventre rosal
sibila farol maré
desesperadoramente
nenhuma será nem é
aquela do meu anseio.

Como será, quando vier,
a palavra entrepensada,
necessária e suficiente
para a minha construção
de lápis, papel e vento?

Dura, espessa, veludosa
ou fina, límpida, nítida?

Asa ténue de libélula
ou maciça e carregada
de algum plúmbeo conteúdo?

Distante, insone e cativo,
debaixo da chuva abstracta,
eu me planto decisivo
no tráfego confluente,
aéreo, terrestre, marítimo,
e espero que desembarque,
triste e casta como um peixe
ou ardendo em carne e verbo,
e pouse na minha mão
a áurea moeda dissilábica,
a noiva desconhecida,
a coroa imperecível:
a palavra que não tenho.

segunda-feira, 11 de março de 2013

A vida é curta, a arte é longa



 ando negativa
 (nem sempre acordamos a gostar de nós )
 vou pintar uma tela com pena suave
voar para um Março mais perfeito
e conter as mágoas das eternas manhãs de Inverno

quem vem comigo ? 





sábado, 9 de março de 2013

Recomeça.




Não te deixes destruir... 
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.


Aninha e suas pedras - Cora Coralina


 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Mulher, Mãe,Filha, Irmã, Amiga...

...une-nos a mesma dor, a mesma sina.
 
  Fotografia de Dorothea Lange , "Mãe emigrante", 1936


A fotografia de uma mulher preocupada com os seus dois filhos tornou-se o símbolo da grande depressão americana.
 Escolhi-a hoje para representar o rosto de muitas de nós,

Mulheres Portuguesas.

Bom fim de semana!

beijinhos

quarta-feira, 6 de março de 2013

Quem se lembra da...

Chiclete




E como tudo que é coisa que promete
A gente vê como uma chiclete
Que se prova, mastiga e deita fora, se demora
Como esta música é produto acabado
Da sociedade de consumo imediato
Como tudo o que se promete nesta vida,chiclete

Chiclete, ah!(5x)
Ah!(5x (chiclete)

E nesta altura e com muita iquietação
Faço um reparo e quero abrir uma
excepção
Um cassetete nunca será não, chiclete

Chiclete, ah!(5x)
Ah!(5x) (chiclete)

E como tudo que é coisa que promete
A gente vê como uma chiclete,
Que se prova, mastiga, dita fora, se
demora
Como esta música é produto acabado
Da sociedade de consumo imediato
Como tudo o que se promete nesta vida,
chiclete

Chiclete ah!(5x)
Ah!(5x)

Chiclete
Chiclete (prova)
Chiclete (mastiga)
Chiclete (deita fora)
Chiclete (sem demora)

Os Taxi

segunda-feira, 4 de março de 2013

Hakuna Matata - BOA SEMANA !

«Se o problema tem solução, não te preocupes porque tem solução. 
Se o problema não tem solução, não te preocupes porque não tem solução. »
 Provérbio Chinês


 Tenho que me convencer disto. 
Boa semana !
  
 Hakuna Matata!
 

Hakuna Matata é uma frase em suaíle, língua falada na África oriental - sobretudo Tanzânia e Quénia.
A expressão, extremamente conhecida e difundida nessa região, é usada com enorme frequência (com o sentido de "ok", "sem problemas"), mesmo entre falantes de outras línguas que não o suaíle.
 Literalmente, "hakuna" significa "não há" e "matata" significa "problemas".
Fora da África, a frase ganhou notoriedade graças ao filme O Rei Leão. Antes disso, era já conhecida por ser parte da canção queniana Jambo Bwana, popular entre os turistas que visitam o país.
fonte: Wikipédia  


sábado, 2 de março de 2013

Cantarei até que a voz me doa, ao meu país, à minha terra, à minha gente

800 mil manifestantes em Lisboa

Manifestantes cantam “Grândola, Vila Morena” a uma só voz em mais de 40 cidades, em Portugal e no estrangeiro



Cantarei até que a voz me doa
Pra cantar, cantar sempre meu fado
Como a ave que tão alto voa
E é livre de cantar em qualquer lado


Cantarei até que a voz me doa
Ao meu país, à minha terra, à minha gente
À saudade e à tristeza que magoa
O amor de quem ama e morre ausente


Cantarei até que a voz me doa
Ao amor, à paz cheia de esperança
Ao sorriso e à alegria da criança
Cantarei até que a voz me doa


José Luis Refachinho Gordo - José Fontes Rocha




 Bom  domingo!
beijinhos

sexta-feira, 1 de março de 2013

ACORDAI !

 


Há uma água lustral e sôfrega de sal
que inunda este país baixo
das canções de Brel, ninho de eurocratas
que desenham a Europa com régua e esquadro
e a vendem na moeda única, última,
da sua ignorância de quase tudo. 
Pobres de nós, europeus da palavra que amotina
mesmo quando parece unir e pacificar.
Pobres de nós que somos irmãos cúmplices
de Emile Verhaeren, filho de Ankers,
de Rimbaud e de Verlaine matando-se
de paixão e desconsolo num quarto de aluguer,
de Baudelaire pondo-se ao abrigo
dos detractores, dos credores, dos medíocres,
de Huysmans buscando editor atrevido
para uma obra sem mercado,
de Victor Hugo, disfarçado de senhor respeitável,
evadindo-se de um Paris em tumulto.
Acorda agora,  Bruxelas, para esta memória
que não se vende nem se compra
na moeda única dos teus cálculos de deve e haver.
 País baixo é o que se agacha ante o esquecimento. 
Convoca de novo os poetas
 e dá-lhes as cadeiras sem história
dos teus diligentes e euroviajantes deputados.
A poesia, podes crer, é outra coisa. 
É outro mundo.

José Jorge Letria


"Amotinando poetas em Bruxelas", do livro ONDE SE LÊ EUROPA
Este poema veio no Expresso de 23 de Fevereiro de 2013