domingo, 29 de dezembro de 2013

Até 2014 !

Gostaria de ter palavras de ânimo para me despedir de 2013 e de vós meus amigos e amigas ,

 mas não as encontro...

...perdi-as neste mar.


Pode ser que as encontre em 2014 !


beijinhos




Mensagem - MAR PORTUGUÊS

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Só te peço... que voltes a ser criança.

Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.
 Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.
 Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.
 Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.
 Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.
 Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão,
e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o.
Buda

Os crescidos dizem
que o Pai Natal não existe.
Mas eu não acredito neles.
Então se o Pai Natal não existe,
quem é que traz os presentes todos os anos?

Os crescidos dizem
que ninguém consegue descer pela chaminé.
Sobretudo com um saco tão grande às costas.
Mas eu sei que é possível.
O mais difícil é subir.

Os crescidos dizem
que o Pai Natal não tem tempo
para ler as cartas de todos os meninos.
Dizem que são tantas que nem se consegue contá-las.
Mas eu sei que ele as lê,
porque nunca se engana nos presentes.

Os crescidos dizem
que os trenós não podem voar pelos céus,
nem aterram nos telhados das casas.
Mas eu digo que eles estão enganados,
porque são as renas que voam e não os trenós.

Os crescidos dizem
que o Pai Natal não pode estar em todas as lojas ao mesmo tempo.
Mas eu acho que isso é um disparate,
porque toda a gente sabe
que os Pais Natais das lojas são a fingir!

Os crescidos dizem
que o Pai Natal, se existisse,
nunca poderia entrar nas casas que não têm chaminé.
Mas eu acho que o importante não é a chaminé.
O que importa é a árvore de Natal.



Nathalie Delebarre in Eu sei tudo sobre o Pai Natal, Lisboa, Editorial Presença, 2008

 Para todos vós meus amigos e amigas, desejo um 
 Feliz Natal
 se possível na companhia de quem amam.
 Que a pureza e a inocência da infância inunde os nossos corações e nos faça esquecer este mundo cada vez mais louco e difícil. Sei que me vão desculpar se não visitar os vossos blogues, mas nesta época sobra-me muito pouco tempo para estar aqui, no entanto todos vós estão no meu coração.

beijinhos



domingo, 15 de dezembro de 2013

BOA SEMANA !

«Quem dera pudéssemos pôr um pouco do espírito natalício em frascos
e abrir um todos os meses.»
Harlan Miller

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Natal distante.

pintura de
autor desconhecido
Lembro-me, do toque aveludado do colete vermelho que sobressaía sobre a blusa branca de renda.
A saia rodada, branca também, tinha uns pequenos corações bordados a ponto cruz.
As meias finas e perfeitas dentro de uns sapatinhos brancos que fechavam com um pequeno botão a condizer.
Os olhos eram de um azul profundo, mas tinham um olhar fixo, talvez ela estivesse a ver um mundo só dela onde eu não tinha acesso,  e fechavam e abriam sempre que a mudava de posição.
A boca pequena parecia sorrir, mas eu não tinha bem a certeza, dependia dos meus dias, ou dos dela.
Duas pequenas rosetas iluminavam o seu rosto redondo de porcelana.
Mas o melhor de tudo era o cabelo (como eu desejei uma boneca com cabelo verdadeiro ) com caracóis louros e compridos que eu fazia e desfazia...
Esta foi a minha primeira boneca de verdade, ainda a conservo, já sem cor, com outra roupa, outro cheiro, mas a lembrança está lá presente neste brinquedo mágico de um Natal tão distante.


 reeditado




Bom Fim de Semana !

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

E agora...e agora




A canção do tempo

Para um tempo que fica
Doendo por dentro
E passa por fora
Para o tempo do vento
Que é o contratempo
Da nossa demora


Passam dias e noites
Os meses...os anos
O segundo e a hora
E ao tempo presente
É que a gente pergunta
E agora...e agora

Tempo
Para pensar cada momento deste tempo
Que cada dia é mais profundo e é mais tempo
Para emendar pois outro tempo menos lento

Tempo
Dos nossos filhos apredenderem com mais tempo
A rapidez que apanha sempre o pensamento
Para nascer, para viver, para existir
E nunca mais verem o tempo fugir

Ai...o tempo constante
Que a cada instante
Nos passa por fora
Este tempo candente
Que é como um cometa
Com laivos de aurora

É o tempo de hoje
É o tempo de ontem
É o tempo de outrora
Mas o tempo da gente
É o tempo presente
É agora...é agora

Tempo
Para agarrar cada momento deste tempo
E terminar em absoluto ao mesmo tempo
Em temporal como os ponteiros do minuto

Tempo
Para o relógio bater certo com a vida
Que um homem bom que um homem são que um homem forte
Que não chegava a conseguir fazer partida
E que desperta adiantado para a morte

.
Ary dos Santos


domingo, 8 de dezembro de 2013

Quero voltar para os braços da minha mãe.



Cheguei ao fundo da estrada,
Duas léguas de nada,
Não sei que força me mantém.
É tão cinzenta a Alemanha
E a saudade tamanha,
E o verão nunca mais vem.
Quero ir para casa
Embarcar num golpe de asa,
Pisar a terra em brasa,
Que a noite já aí vem.
Quero voltar
Para os braços da minha mãe,
Quero voltar
Para os braços da minha mãe.

Trouxe um pouco de terra,
Cheira a pinheiro e a serra,
Voam pombas
No beiral.
Fiz vinte anos no chão,
Na noite de Amsterdão,
Comprei amor
Pelo jornal.
Quero ir para casa
Embarcar num golpe de asa,
Pisar a terra em brasa,
Que a noite já aí vem.
Quero voltar
Para os braços da minha mãe,
Quero voltar
Para os braços da minha mãe.

Vim em passo de bala,
Um diploma na mala,
Deixei o meu amor p'ra trás.
Faz tanto frio em Paris,
Sou já memória e raiz,
Ninguém sai donde tem Paz.
Quero ir para casa
Embarcar num golpe de asa,
Pisar a terra em brasa,
Que a noite já aí vem.
Quero voltar
Para os braços da minha mãe,
Quero voltar
Para os braços da minha mãe.

Pedro Abrunhosa




sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Até sempre, Madiba !

«A morte é algo inevitável.
Quando um homem fez o que acreditava necessário pelo seu povo e pelo seu país,
 pode descansar em paz.
 Creio ter cumprido esse dever e, por isso, descansarei para a eternidade».
Nelson Mandela


ilustração de Fernando Vicente


BOM FIM DE SEMANA !


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Provisoriamente não cantaremos o amor...




Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões,
 dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados
 o medo das mães,
 o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores,
 o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.

CONGRESSO INTERNACIONAL DO MEDO - Carlos Drummond de Andrade