domingo, 30 de outubro de 2016

Desafio ao Domigo

DECISÃO

estão a ouvir Ernesto Cortazar -Secret feellings


Bateu ao de leve na porta de um edifício antigo numa rua discreta da cidade.
Uma mulher sem idade definida abriu-lhe a porta perguntando-lhe o nome, mandou-a entrar e com um gesto indicou-lhe uma cadeira num corredor comprido e escuro.
Sentiu a presença de outras mulheres mas não as olhou, nem lhes falou.
Enquanto esperava pela "sua vez" pensava se estava ou não a tomar a decisão certa. Era jovem, solteira, com o curso ainda a meio e tantos sonhos por cumprir. 
Pensava também na mãe, que nem imaginava que ela estava a passar por tudo aquilo. No namorado não pensava e no filho não queria pensar.
Finalmente chamaram-na.
Entrou num quarto quase despido de mobília onde estava uma mulher vestida de branco, uma maca, uma mesa com uns quantos instrumentos, que ela preferiu não ver, uma bacia e uma cadeira.
Hesitou por um momento e tomou a decisão de...



a foto é de Boris Ovini


Será que os meus amigos comentadores 
podem dar continuidade a este meu texto ?



36 comentários:

  1. Hesitou por um momento e tomou a decisão de...
    Que decisão tomar? De repente, chegado o grande momento, as certezas ruíram, qual edifício sem sustentação. Que fazia ali? Que estava a fazer? O peso da decisão era demasiado, as certezas eram nada. De repente, como que querendo afastar para lá de si toda a trama, saiu do quarto a correr, sem saber para onde. Por dentro dos escombros das ideias feitas, apenas intuía, isso sim, que qualquer decisão de vida não podia ser decidida num qualquer quarto obscuro.

    Um beijinho, Fê :)

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  2. Lá nessa sala, viu, percebeu a frieza do ambiente. Tinha algo dentro de si que ainda que nem quisesse pensar, já lhe dava um calor ao coração, bem diferente daquilo tudo ali. Deu um último olhar, um suspiro e resolveu abandonar tudo aquilo.A mãe poderia lhe ajudar a criar aquele bebê que esperava...

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  3. De não ir em frente com tamanha culpa que lhe iria atormentar o coração para o resto da vida ,sua expressão no seu rosto justificava tal acto,seu coração irradiava uma paz indefinível,que a fez seguir em frente enfrentado cada adversidade ,pois sabia que a partir desse momento por mais difícil que fosse sabia que dentro do seu ventre nascia um ser que já era muito amado .

    Muitos beijinhos querida amiga ,feliz domingo.

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  4. Não...Não quero ouvir os gritos perdidos escorrendo sangue no branco sujo das paredes...
    Recuso-me a pensar, a ver ... Ou a tentar perceber a dor do final que apenas sobrou para aquela mãe...

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  5. Para não ficar tão amargo, quero dizer-lhe que a música é linda.

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  6. Voltou a pensar na mãe. Uma enorme vertigem percorreu-lhe o corpo. Em seus olhos começou a nascer um rio onde se sentiu tão náufraga, tão órfã, tão solitária que esqueceu os pensamentos perversos. Saiu daquele lugar vagarosamente com a certeza de ter voltado a nascer. Nunca mais seria a mesma pessoa...

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  7. Há decisões que o não são. Só o contacto com a aridez e assepsia de ideias a vontade nasce no cerne se ser livre. Ela percebeu-o no derradeiro instante. E caminhou adiante.

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  8. Sim ela esperava um bebê,e estava ali decidida em fazer um aborto,pois sua situação não era a das melhores e não poderia ter essa criança.Mas...A consciência foi mais forte e arrependida sai sem deixar que alguém pudesse vê-la e começa a pensar em revelar a sua mãe dessa gravidez e pedir ajuda a ela psicologicamente para poder levar até o término do nascimento,e ajudá-la no que fosse preciso.
    Sabia que sua mãe não negaria esse pedido e aí...

    Bjs Fê.
    Carmen Lúcia.

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  9. ...tomou a decisão de sair daquele lugar e enfrentar com coragem e determinação o que iria fazer de seguida!
    ...
    Conheço uma história semelhante com um final perfeito e já se passaram 24 anos!!!
    Bj amigo

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  10. Hesitou por um momento e tomou a decisão de nada fazer. Durante o tempo de espera não se lhe saia da cabeça aquela frase tantas vezes ouvida "ó mulher, tudo se cria" e outra "onde comem dois, comem três", mas na frase que mais pensou foi numa que lhe segredou a própria alma e esta lhe dizia: "que não seja por egoísmo da tua própria carreira"...

    Quatro anos passados vinha o filho com a irmã pela mão e apontava à mãe o arranhão "Ela caiu, mas só fez esta feridita", "o mano é que me agarrou, com muita fooooorça!", completou a pequenita.
    Ia ela a dar-lhes abraços, quando recebeu uma mensagem. Era o Carlos:
    "Vamos almoçar? Traz os miúdos!"

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  11. Tentei mas não sai nada de jeito.
    Beijinho, amiga.

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  12. Hesitou por um momento, e tomou a decisão de não de seguir em frente. Despiu-se e quando se preparava para se deitar na maca, sentiu um arrepio gelado na coluna. Era como se alguém lhe passasse uma pedra de gelo do pescoço para baixo. Foi como se acordasse dum transe. De repente tudo lhe pareceu demasiado sórdido e o seu único desejo foi fugir dali. Vestiu-se atabalhoadamente, os olhos rasos de água, o coração apertado. Todos os seus argumentos anteriores que a tinham levado até ali,lhe pareciam egoístas e sem razão de ser.
    Na rua, respirou fundo. Estranhamente sentia-se mais leve, mais ligeira, como se tivesse feito as pazes com a vida. Passou a mão pelo ventre, numa leve carícia e murmurou:
    "Perdoa-me filho"

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  13. Querida Fê, li o texto e sem pensar duas vezes, terminava assim a tua história:

    "Hesitou por um momento e tomou a decisão de..."

    ...de pedir desculpa à senhora da bata branca, pelo incómodo e pela desistência do que haviam previamente combinado.
    Saiu para a rua e respirou fundo. Aquele ser que sentia já a crescer no seu ventre, fruto de um amor in)consequente, iria nascer e ver a luz do dia. Não poderia carregar com o peso desse crime, pelo resto da sua vida. Nem ela nem ninguém, tal sorte merecia.
    Era jovem, o curso haveria de ser terminado e, como havia lido algures, já nem se lembrava onde:
    "Há sempre lugar para mais um"...

    Um beijinho Fê.

    Se há histórias que merecem terminar bem, esta é uma delas...Quem pode sequer pensar o contrário, ao ouvir Ernesto Cortazar e os seu Sentimentos Secretos? Ninguém!!


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  14. Desistir. Levantou-se de supetão, surpreendendo a mulher de branco, tropeçou na mesa com os instrumentos levando-os a cair ao chão, com um grande estrondo, que abafou o som dos seus passos quando correu para a porta. Passou pelas mulheres que esperavam ainda a correr, abriu o trinco da porta da entrada e veio para a rua. Só ali lhe pareceu que conseguia voltar a respirar. Não queria que a rasgassem para lhe tirarem o filho que nem sequer ainda sentia. Pela primeira vez pensou nessa vida que o seu corpo era capaz de nutrir, formar e proteger. "Meu filho. Talvez tenha de abdicar de ti para continuar com a vida que quero ter, mas não vou tirar-te a tua vida. Pelo menos isso, farei por ti". Tinha andado sem rumo e viu-se num largo com um pequeno jardim. Encontrou um banco no qual se sentou por momentos. Deixou-se ficar lá para recuperar a respiração e arranjar novos planos. Iria contar à mãe e ao namorado e seguiria com a gravidez até ao final.

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  15. Agora vou ler as continuações nos comentários que antecedem :)

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  16. uau, todos nós queremos salvar o bebé :)
    Gostei do desafio (fiz um link com o desafio para aqui)
    um beijinho

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  17. Amiga não posso completar o texto, porque infelizmente não pôde ter filhos.
    Não tenho o direito de criticar quem se sujeita a um aborto, como em tudo
    na vida, nem sempre se pode decidir "por nós" aquilo que a vida nos"dita".
    Eu queria muito ter filhos, não os tive, há mulheres que ficam grávidas e
    não podem deixar avançar a gravidez, mas pelo que me têm contado quem o fez
    isso lhes provoca um grande sofrimento que se mantém ao longo da vida.
    ...................

    Bjs. e desejo que se encontre bem.
    Irene Alves

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  18. Não por falta de vontade. Mas ando psicologicamente em baixo. Mas desejo que tenha bons resultados.

    Beijinhos de boa noite

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  19. Há colaborações muito boas, FÊ.
    Mas, até ao momento, optava pela da ELVIRA CARVALHO.

    Um beijo amigo.

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  20. ... de não concretizar o que pensara, afinal, é uma vida que teria o direito de nascer, que seria um crime impedir, apesar de ter sofrido aquele estupro. Nem seu namorado, nem sua família sabiam. Como contar? Acreditariam ? E seu namorado?
    Mas nada pesaria tanto quanto tirar a vida do 'Ser' que acolhia. Decidiu-se pela vida, pela verdade, pelo filho que amaria acima de tudo.
    Saiu do quarto não mais apavorada, mas segura de seu bravo ato, não importando suas consequências.

    __________________________
    Beijo, Fê! Vamos aguardar o final, estou curiosa!

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  21. Nem preciso de tentar dar uma continuidade quando todos os que já por aqui passaram disseram o que eu diria! :)
    Mas isto é "romance"... é ficção... é fácil escolher a VIDA!
    Mas e quantas mulheres tiveram de passar já pelo mesmo e não puderam desistir?
    A todas elas um forte abraço!

    E beijinhos para ti que trazes temas cada vez mais difíceis! :*

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  22. Não interromper a gravidez o ter o filho que gerava no ventre.
    Beijinhos, boa semana

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  23. ...parar!
    Os sentimentos revolviam-lhe as entranhas, enchiam-na de pavor!
    E se...?
    Num impulso, pediu desculpa e saiu enquanto as lágrimas lhe corriam pelo rosto. A decisão ultima, sabia, teria de ser sua...
    ...mas o era inteiramente!
    Ainda havia algum tempo...

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  24. Hesitou por um momento, e tomou a mesma decisão que tantas outras mulheres foram obrigadas a tomar, naquele lugar...
    Sabia que não poderia sobrecarregar os pais... que tinham ainda outros filhos menores a seu cargo... lutando com imensas dificuldades diárias, e recorrendo a vários empregos incertos... e que não poderia contar com mais ninguém, senão com ela mesma...
    Poderia dar vida ao seu filho... mas certamente não lhe poderia dar qualidade de vida...
    E a vida, é isto!... É feita de escolhas... e de saber conviver no dia a dia, com elas...
    Todas as acções têm consequências... e ela estaria, ali naquele lugar... que jamais esqueceria... a aprender, da forma mais dura, o quanto a vida é muitas vezes injusta e sem contemplações... simplesmente... uns têm bons suportes familiares, que têm a capacidade de ampararem alguns dos seus membros, em situações de vida, mais aflitivas... outros não!... Tão simples, quanto isto!...
    Respirou fundo!... A sua decisão... a vida, e as suas circunstâncias, haviam tomado por ela...

    Beijinhos, Fê! Mais um super desafio, por aqui... e no qual decidi ir contra a corrente... pois haverá muitas pessoas, que quando recorrem a lugares destes... não têm mesmo margem de manobra, para mudar de ideias...
    Ana

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  25. enfrentar a realidade.
    Tinha de saber...


    beijo

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  26. ...tomou a decisão de interromper a gravidez acidental e não desejada!
    bjs, Fê

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  27. Resolveu assumir e proteger o filho de tudo e de todos,
    como uma leoa, custasse o que custasse...
    ~~~ Beijinhos, amiga. ~~~

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  28. Tomou a decisão de sair dali, e entregar-se ao seu destino, foi um erro que a levou aquela situação e um erro não se conserta com outro. Pensou nas palavras de sua mãe,"nada neste mundo é de graça, o maior prazer, a maior alegria, a comida mais gostosa, tudo tem um preço, ou pagas na hora ou se prepare para os juros, o melhor é procurar não errar, se errou conserte e acerte". Saiu da sala e hoje tem uma linda menina para alegrar seus dias...
    Beijinhos, Léah

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  29. ... assumir a sua maternidade, mesmo com as dificuldades e contrariedades que isso lhe traria no imediato; a certeza que o SEU bebé lhe iria dar muita felicidade. Pediu desculpas e saiu para a Vida.


    Beijo
    SOL

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  30. ..a medo deitou-se na marquesa, o coração parecia querer saltar-lhe do peito, respirava ofegante, passou suavemente as mãos pela barriga e imaginou a alegria que seria aquele ser pequenino um dia chamar-lhe mãe, ao mesmo tempo a lucidez dizia-lhe que não iria ter coragem para contar aos pais, ao namorado o que se passava e naquele momento não tinha condições financeiras para criar aquele filho.
    De repente o coração falou mais alto que a razão. Deu um pulo, vestiu-se à pressa e partiu.
    Já cá fora sentiu uma brisa leve afagar-lhe o rosto e soube naquele momento que tinha tomado a melhor atitude.
    Pensou que o que naquela altura tudo parecia trágico, mas a vida dá muitas voltas e acreditou que os milagres acontecem.

    Beijinhos Fê

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  31. Fê, minha querida, achei simplesmente genial a tua postagem. O pedido aos teus leitores/amigos para completarem a tua história foi um dos mais bonitos gestos de compartilhamento.
    Li todos os comentários e suas finalizações, e achei todos muito bem elaborados.
    Vou me eximir de completar a história, prefiro te falar sobre casos verídicos que ao longo destes anos me fizeram conviver com pacientes que viveram tal experiência e que tomaram decisões baseadas na coragem, no amor ao filho, e desistiram no último momento, mesmo sabendo das dificuldades que teriam de enfrentar. Outras pacientes que chegavam na clínica muitas vezes com um serviço mal feito, sofrendo infecções.
    Foram 8 casos que presenciei ao longo dos anos. Todas as pacientes me procuraram para contar sobre os problemas que enfrentariam, pais severos, namorado fugindo da responsabilidade, a carreira (ou estudos) que ficaria prejudicada e outros problemas mais.
    As oito pacientes, sabendo que a nossa clínica nunca aceitaria interromper uma gravidez, pediam-me orientação para uma clínica que se propusesse a isto. Eu nunca faria uma indicação destas, e assim tentava de todas as formas demovê-las da ideia.
    Destas 8, apenas 5 eu consegui fazer com que desistissem de tal procedimento. E as crianças nasceram saudáveis, lindas, e hoje fazem parte dos meus abençoados 26 afilhados, e vieram para encher de alegria famílias inteiras.
    Das outras 3 pacientes só fui ter notícia novamente quando do falecimento de uma, mercê de um procedimento mal feito que motivou o fechamento da clínica, ou melhor, do açougue, como a imprensa assim chamou. As outras duas continuam hoje como minhas pacientes, sendo que ambas se casaram e cada uma é mãe de duas meninas lindas. Cada uma das mamães me deu a primeira filha para batizar.
    E assim, minha linda Fê, vou construindo minha história de vida, tentando exercer a minha profissão da melhor maneira possível. Ainda mais que no momento é a minha única fonte de satisfação, quando ajudo a trazer ao mundo mais um pequenino ser de Deus.
    Grata, meu anjo, pela oportunidade de me externar dessa forma, contando um pouco das minhas experiências.
    Que as horas dos teus dias cheguem plenas de alegria e paz.
    Meu carinho num beijo no teu coração,
    Leninha

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  32. Pois é, Fê, embora você tenha despertado a minha curiosidade, como um bom preguiçoso, vou apenas acompanhar aos que aceitarem a sua proposta para continuar com a história. Muito interessante. Parabéns.
    Abraço. Pedro.

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  33. de retroceder, trêmula, os passos. Saiu aos prantos em direção a um lugar para ermo, silencioso, no qual pudesse estar consigo mesma, pedindo força e coragem para tocar a sua vida com mais determinação para cuidar do filho que estava ganhando peso no seu útero. Antes, passou por uma delegacia para denunciar a clínica clandestina.
    Beijinho, Fê!


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  34. ...de não prosseguir após fazer uma viagem rápidas por tudo que já havia passado na vida.Decidiu contar tudo para seus pais e assumiria independente do namorado. Naquele instante era ela e o mundo, despediu-se e bateu a porta atrás de si.

    Bjs Fê, um tanto atrasado chego para sua interação.
    Abraços.

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  35. ... de sair dali e gritar . Gritar muito e revelar sua solidão. Solidão de preconceitos e de atitudes. De fazer algo clandestino e de arriscar a vida .
    Esse grito ecoaria . Alguém ouviria ? Estaria só realmente ? Ou a abraçariam e a trariam para o aconchego da casa dando apoio moral e financeiro. O curso poderia esperar mais um tempo. Talvez a vida tomasse outro rumo . Talvez , tudo talvez . Naquele momento estava só, mas responsável por seus atos.
    Levantou, rapidamente. Vestiu a roupa, pegou a bolsa e pagou a conta. Seus últimos centavos.
    Lá fora, respirou e a cada lufada de ar, sentiu-se livre e ao mesmo tempo atada.
    A responsabilidade estava ao seu lado. Comprimindo-a e ao mesmo tempo dando oportunidade de escolhas. A escolha de viver. A escolha que outra vida estava a depender.

    abraço carinhoso

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  36. O desafio terminou ;(
    Pronuncio-me sobre a musica, que adoro.
    Beijinhos

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Obrigada por estarem desse lado!
Fê Blue Bird