quinta-feira, 3 de novembro de 2016

DESAFiO SUPERADO!

Meus Amigo(a)s, em primeiro lugar quero vos agradecer pela preciosa colaboração que deram a este meu "Desafio ao Domingo ".
Este tema daria um debate muito interessante, mas não tenho neste meu humilde espaço essa pretensão, até porque é um assunto demasiado sério e pessoal.
A maioria dos comentários foi a favor da gravidez,  poucos se abstiveram e quem comentou a favor da interrupção apresentou também argumentos bem fundamentados.
Aproveito para publicar o final que lhe dei quando fiz este pequeno texto.
O meu bem-haja a todos!

~~*~~


DECISÃO 
@

"Bateu ao de leve na porta de um edifício antigo numa rua discreta da cidade.
Uma mulher sem idade definida abriu-lhe a porta perguntando-lhe o nome, mandou-a entrar e com um gesto indicou-lhe uma cadeira num corredor comprido e escuro.
Sentiu a presença de outras mulheres mas não as olhou, nem lhes falou.
Enquanto esperava pela "sua vez" pensava se estava ou não a tomar a decisão certa. Era jovem, solteira, com o curso ainda a meio e tantos sonhos por cumprir. 
Pensava também na mãe, que nem imaginava que ela estava a passar por tudo aquilo. No namorado não pensava e no filho não queria pensar.
Finalmente chamaram-na.
Entrou num quarto quase despido de mobília onde estava uma mulher vestida de branco, uma maca, uma mesa com uns quantos instrumentos, que ela preferiu não ver, uma bacia e uma cadeira.
Hesitou por um momento e tomou a decisão de...



Lá nessa sala, viu, percebeu a frieza do ambiente. Tinha algo dentro de si que ainda que nem quisesse pensar, já lhe dava um calor ao coração, bem diferente daquilo tudo ali. Deu um último olhar, um suspiro e resolveu abandonar tudo aquilo.A mãe poderia lhe ajudar a criar aquele bebê que esperava... 
... não ir em frente com tamanha culpa que lhe iria atormentar o coração para o resto da vida, sua expressão no seu rosto justificava tal acto, seu coração irradiava uma paz indefinível, que a fez seguir em frente enfrentado cada adversidade, pois sabia que a partir desse momento por mais difícil que fosse sabia que dentro do seu ventre nascia um ser que já era muito amado .

Sim ela esperava um bebê, e estava ali decidida em fazer um aborto, pois sua situação não era a das melhores e não poderia ter essa criança. Mas...a consciência foi mais forte e arrependida sai sem deixar que alguém pudesse vê-la e começa a pensar em revelar a sua mãe dessa gravidez e pedir ajuda a ela psicologicamente para poder levar até o término do nascimento,e ajudá-la no que fosse preciso.
Sabia que sua mãe não negaria esse pedido e aí...

... sair daquele lugar e enfrentar com coragem e determinação o que iria fazer de seguida!

... nada fazer. Durante o tempo de espera não se lhe saia da cabeça aquela frase tantas vezes ouvida "ó mulher, tudo se cria" e outra "onde comem dois, comem três", mas na frase que mais pensou foi numa que lhe segredou a própria alma e esta lhe dizia: "que não seja por egoísmo da tua própria carreira"...

Quatro anos passados vinha o filho com a irmã pela mão e apontava à mãe o arranhão "Ela caiu, mas só fez esta feridita", "o mano é que me agarrou, com muita fooooorça!", completou a pequenita.
Ia ela a dar-lhes abraços, quando recebeu uma mensagem. Era o Carlos:
"Vamos almoçar? Traz os miúdos!"

... seguir em frente. Despiu-se e quando se preparava para se deitar na maca, sentiu um arrepio gelado na coluna. Era como se alguém lhe passasse uma pedra de gelo do pescoço para baixo. Foi como se acordasse dum transe. De repente tudo lhe pareceu demasiado sórdido e o seu único desejo foi fugir dali. Vestiu-se atabalhoadamente, os olhos rasos de água, o coração apertado. Todos os seus argumentos anteriores que a tinham levado até ali,lhe pareciam egoístas e sem razão de ser.
Na rua, respirou fundo. Estranhamente sentia-se mais leve, mais ligeira, como se tivesse feito as pazes com a vida. Passou a mão pelo ventre, numa leve carícia e murmurou:
"Perdoa-me filho"

... pedir desculpa à senhora da bata branca, pelo incómodo e pela desistência do que haviam previamente combinado.
Saiu para a rua e respirou fundo. Aquele ser que sentia já a crescer no seu ventre, fruto de um amor (in)consequente, iria nascer e ver a luz do dia. Não poderia carregar com o peso desse crime, pelo resto da sua vida. Nem ela nem ninguém, tal sorte merecia.
Era jovem, o curso haveria de ser terminado e, como havia lido algures, já nem se lembrava onde:
"Há sempre lugar para mais um"...

... desistir. Levantou-se de supetão, surpreendendo a mulher de branco, tropeçou na mesa com os instrumentos levando-os a cair ao chão, com um grande estrondo, que abafou o som dos seus passos quando correu para a porta. Passou pelas mulheres que esperavam ainda a correr, abriu o trinco da porta da entrada e veio para a rua. Só ali lhe pareceu que conseguia voltar a respirar. Não queria que a rasgassem para lhe tirarem o filho que nem sequer ainda sentia. Pela primeira vez pensou nessa vida que o seu corpo era capaz de nutrir, formar e proteger. "Meu filho. Talvez tenha de abdicar de ti para continuar com a vida que quero ter, mas não vou tirar-te a tua vida. Pelo menos isso, farei por ti". Tinha andado sem rumo e viu-se num largo com um pequeno jardim. Encontrou um banco no qual se sentou por momentos. Deixou-se ficar lá para recuperar a respiração e arranjar novos planos. Iria contar à mãe e ao namorado e seguiria com a gravidez até ao final.

...  não concretizar o que pensara, afinal, é uma vida que teria o direito de nascer, que seria um crime impedir, apesar de ter sofrido aquele estupro. Nem seu namorado, nem sua família sabiam. Como contar? Acreditariam? E seu namorado?
Mas nada pesaria tanto quanto tirar a vida do 'Ser' que acolhia. Decidiu-se pela vida, pela verdade, pelo filho que amaria acima de tudo.
Saiu do quarto não mais apavorada, mas segura de seu bravo ato, não importando suas consequências.

...não interromper a gravidez o ter o filho que gerava no ventre.

Resolveu assumir e proteger o filho de tudo e de todos,como uma leoa, custasse o que custasse...

... sair dali, e entregar-se ao seu destino, foi um erro que a levou aquela situação e um erro não se conserta com outro. Pensou nas palavras de sua mãe,"nada neste mundo é de graça, o maior prazer, a maior alegria, a comida mais gostosa, tudo tem um preço, ou pagas na hora ou se prepare para os juros, o melhor é procurar não errar, se errou conserte e acerte". Saiu da sala e hoje tem uma linda menina para alegrar seus dias...

... assumir a sua maternidade, mesmo com as dificuldades e contrariedades que isso lhe traria no imediato; a certeza que o SEU bebé lhe iria dar muita felicidade. Pediu desculpas e saiu para a Vida.

... a medo deitou-se na marquesa, o coração parecia querer saltar-lhe do peito, respirava ofegante, passou suavemente as mãos pela barriga e imaginou a alegria que seria aquele ser pequenino um dia chamar-lhe mãe, ao mesmo tempo a lucidez dizia-lhe que não iria ter coragem para contar aos pais, ao namorado o que se passava e naquele momento não tinha condições financeiras para criar aquele filho.
De repente o coração falou mais alto que a razão. Deu um pulo, vestiu-se à pressa e partiu.
Já cá fora sentiu uma brisa leve afagar-lhe o rosto e soube naquele momento que tinha tomado a melhor atitude.
Pensou que o que naquela altura tudo parecia trágico, mas a vida dá muitas voltas e acreditou que os milagres acontecem.

... retroceder, trêmula, os passos. Saiu aos prantos em direção a um lugar para ermo, silencioso, no qual pudesse estar consigo mesma, pedindo força e coragem para tocar a sua vida com mais determinação para cuidar do filho que estava ganhando peso no seu útero. Antes, passou por uma delegacia para denunciar a clínica clandestina.

... não prosseguir após fazer uma viagem rápidas por tudo que já havia passado na vida.Decidiu contar tudo para seus pais e assumiria independente do namorado. Naquele instante era ela e o mundo, despediu-se e bateu a porta atrás de si.

... sair dali e gritar . Gritar muito e revelar sua solidão. Solidão de preconceitos e de atitudes. De fazer algo clandestino e de arriscar a vida .
Esse grito ecoaria. Alguém ouviria? Estaria só realmente? Ou a abraçariam e a trariam para o aconchego da casa dando apoio moral e financeiro. O curso poderia esperar mais um tempo. Talvez a vida tomasse outro rumo . Talvez , tudo talvez . Naquele momento estava só, mas responsável por seus atos.
Levantou, rapidamente. Vestiu a roupa, pegou a bolsa e pagou a conta. Seus últimos centavos.
Lá fora, respirou e a cada lufada de ar, sentiu-se livre e ao mesmo tempo atada.
A responsabilidade estava ao seu lado. Comprimindo-a e ao mesmo tempo dando oportunidade de escolhas. A escolha de viver. A escolha que outra vida estava a depender.

Que decisão tomar? De repente, chegado o grande momento, as certezas ruíram, qual edifício sem sustentação. Que fazia ali? Que estava a fazer? O peso da decisão era demasiado, as certezas eram nada. De repente, como que querendo afastar para lá de si toda a trama, saiu do quarto a correr, sem saber para onde. Por dentro dos escombros das ideias feitas, apenas intuía, isso sim, que qualquer decisão de vida não podia ser decidida num qualquer quarto obscuro.

Voltou a pensar na mãe. Uma enorme vertigem percorreu-lhe o corpo. Em seus olhos começou a nascer um rio onde se sentiu tão náufraga, tão órfã, tão solitária que esqueceu os pensamentos perversos. Saiu daquele lugar vagarosamente com a certeza de ter voltado a nascer. Nunca mais seria a mesma pessoa... 



Há decisões que o não são. Só o contacto com a aridez e assepsia de ideias a vontade nasce no cerne se ser livre. Ela percebeu-o no derradeiro instante. E caminhou adiante.

Ana Freire
Tomou a mesma decisão que tantas outras mulheres foram obrigadas a tomar, naquele lugar...
Sabia que não poderia sobrecarregar os pais... que tinham ainda outros filhos menores a seu cargo... lutando com imensas dificuldades diárias, e recorrendo a vários empregos incertos... e que não poderia contar com mais ninguém, senão com ela mesma...
Poderia dar vida ao seu filho... mas certamente não lhe poderia dar qualidade de vida...
E a vida, é isto!... É feita de escolhas... e de saber conviver no dia a dia, com elas...
Todas as acções têm consequências... e ela estaria, ali naquele lugar... que jamais esqueceria... a aprender, da forma mais dura, o quanto a vida é muitas vezes injusta e sem contemplações... simplesmente... uns têm bons suportes familiares, que têm a capacidade de ampararem alguns dos seus membros, em situações de vida, mais aflitivas... outros não!... Tão simples, quanto isto!...
Respirou fundo!... A sua decisão... a vida, e as suas circunstâncias, haviam tomado por ela...


...parar!
Os sentimentos revolviam-lhe as entranhas, enchiam-na de pavor!
E se...?
Num impulso, pediu desculpa e saiu enquanto as lágrimas lhe corriam pelo rosto. A decisão ultima, sabia, teria de ser sua...
...mas o era inteiramente!
Ainda havia algum tempo...


.. interromper a gravidez acidental e não desejada!



Não...
Não quero ouvir os gritos perdidos escorrendo sangue no branco sujo das paredes...
Recuso-me a pensar, a ver ... Ou a tentar perceber a dor do final que apenas sobrou para aquela mãe...



Não tenho o direito de criticar quem se sujeita a um aborto, como em tudo na vida, nem sempre se pode decidir "por nós" aquilo que a vida nos"dita".
Eu queria muito ter filhos, não os tive, há mulheres que ficam grávidas e não podem deixar avançar a gravidez, mas pelo que me têm contado quem o fez isso lhes provoca um grande sofrimento que se mantém ao longo da vida.

Nem preciso de tentar dar uma continuidade quando todos os que já por aqui passaram disseram o que eu diria! :)
Mas isto é "romance"... é ficção... é fácil escolher a VIDA!
A todas elas um forte abraço!

Lembra-se que lhe colocaram uma espécie de máscara. Lembra-se de ouvir um som, como se fosse uma  torneira a pingar. Lembra-se do pavor que sentiu. Mais nada!
Vestiu-se. Saiu sem  olhar para trás. Jurou a si própria que  aquela cena nunca mais se repetiria.
Não ficou  estéril. Não morreu. Mas nunca esqueceu!
 ~~*~~

Agradeço também aos amigos:


 


Termino colocando na íntegra o comentário de uma querida amiga, que por ser médica e portanto viver esta situação na primeira pessoa, deu um testemunho muito valioso.



Fê, minha querida, achei simplesmente genial a tua postagem. O pedido aos teus leitores/amigos para completarem a tua história foi um dos mais bonitos gestos de compartilhamento.
Li todos os comentários e suas finalizações, e achei todos muito bem elaborados.
Vou me eximir de completar a história, prefiro te falar sobre casos verídicos que ao longo destes anos me fizeram conviver com pacientes que viveram tal experiência e que tomaram decisões baseadas na coragem, no amor ao filho, e desistiram no último momento, mesmo sabendo das dificuldades que teriam de enfrentar. Outras pacientes que chegavam na clínica muitas vezes com um serviço mal feito, sofrendo infecções.
Foram 8 casos que presenciei ao longo dos anos. Todas as pacientes me procuraram para contar sobre os problemas que enfrentariam, pais severos, namorado fugindo da responsabilidade, a carreira (ou estudos) que ficaria prejudicada e outros problemas mais.
As oito pacientes, sabendo que a nossa clínica nunca aceitaria interromper uma gravidez, pediam-me orientação para uma clínica que se propusesse a isto. Eu nunca faria uma indicação destas, e assim tentava de todas as formas demovê-las da ideia.
Destas 8, apenas 5 eu consegui fazer com que desistissem de tal procedimento. E as crianças nasceram saudáveis, lindas, e hoje fazem parte dos meus abençoados 26 afilhados, e vieram para encher de alegria famílias inteiras.
Das outras 3 pacientes só fui ter notícia novamente quando do falecimento de uma, mercê de um procedimento mal feito que motivou o fechamento da clínica, ou melhor, do açougue, como a imprensa assim chamou. As outras duas continuam hoje como minhas pacientes, sendo que ambas se casaram e cada uma é mãe de duas meninas lindas. Cada uma das mamães me deu a primeira filha para batizar.
E assim, minha linda Fê, vou construindo minha história de vida, tentando exercer a minha profissão da melhor maneira possível. Ainda mais que no momento é a minha única fonte de satisfação, quando ajudo a trazer ao mundo mais um pequenino ser de Deus.
Grata, meu anjo, pela oportunidade de me externar dessa forma, contando um pouco das minhas experiências.
Que as horas dos teus dias cheguem plenas de alegria e paz.

~~*~~

18 comentários:

  1. Parabéns pelas excelentes participações... Bj

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    1. Fê...relativamente aos meus passeios ... só não estive na Ásia e Austrália...por isso já pisei solo de várias nacionalidades!
      Há cerca de dez anos atrás a minha vida sofreu uma reviravolta e ainda bem...pois vi meus pais envelhecerem e "partirem em paz"...e descobri que Portugal tem recantos maravilhosos!
      Estou quase com 60 anos e deslocar_me mais de 200 km para passear e regressar no mesmo dia...deixa_me exausta!
      Assim...e como não podia estar muito tempo fora de casa por causa dos pais...fui fazendo dois a três dias de pequenos passeios ... ou para conhecer ou para revisitar!
      Meus filhos...sem filhos...fazem a sua vida e vêm visitar a mãe várias vezes!
      E eu...sem os pais...pelo menos mais um ano vou ficar aqui na aldeia...cuidando do que os meus pais construíram com muito suor!
      A vida na aldeia traz muita vantagem mas também sinto falta de algum movimento...daí sair todos os meses para "espairecer"!
      Bj amigo

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  2. Achei muito lindas as participações todas, cada um com um pedacinho a somar... E emocionante, sensato o depoimento da médica com sua experiência de vida sobre o tema. parabéns! Perfeito! beijos ,chica

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  3. Muitos parabéns por estes teus desafios!!Muito interessante pôr as pessoas a escrever. Ainda não foi desta que participei... não tenho muita imaginação. Mas hei de tentar.

    Beijinhos

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  4. Foi um post que proporcionou excelentes participações. Para mim que lutei durante 11 longos anos contra a infertilidade, e que só consegui ser mãe por adopção, a opção era óbvia.
    Um abraço

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  5. Mais um excelente desafio, FÊ !!!
    Peço-te desculpa por não ter participado, primeiro, porque não tenho jeito para este tipo de escrita e segundo, porque se trata de um assunto muito delicado ! O sim e o não poderão ter motivos válidos, mas de qualquer modo, mexe comigo !
    Ainda tentei encontrar no texto inicial alguma "outra saída", que não a do aborto (sim ou não), ou seja tentar conduzir o desenrolar da estória num caminho completamente diferente e inesperado, mas não encontrei "saída" ! :( ... Peço-te desculpa ! :))

    Um Abraço, Fê ! :)

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  6. Um tema que certamente daria para escrever muito ,muitos beijinhos no coração querida amiga

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  7. Boa noite, querida amiga Gracinha!
    Pena, mas estava viajando e chegei muito tarde em casa... mas adorei ler tudo e ver como prevalece a vida acima de tudo... Nunca interrompi uma gravidez e foi a melhor coisa que fiz.. meus filhos são meus tesouros...
    Bjm muito fraterno

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  8. Gostei!
    Voltemos ao tema,
    pois vale a pena
    (ou não fosse este o tema da tese do jovem Cunhal)

    Alteremos os dados de base, o ponto de partida
    e a tal "jovem, solteira, com o curso ainda a meio e tantos sonhos por cumprir."
    era
    uma jovem casada
    e por não ter abdicado da maternidade
    não se tinha licenciado
    O marido, o Carlos, estava desempregado
    e ela tinha o salário em atraso
    três filhos
    este seria o quarto
    e "só" tem dez semanas de atraso
    Pergunta ela: "Meu Deus, que faço"

    à Helena

    http://noticias.sapo.pt/nacional/artigo/aborto-clandestino-existe-sobret_2521.html

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  9. Muito boa esta ideia Fê que participo pela segunda vez.
    A interação é gratificante nesta nossa grande familia.
    Aqui um depoimento da querida Leninha que muito bem pode nos falar sobre este terrivel momento, bem como o pós que pode ser bem pior.
    Abraços amiga.
    Bjs de paz e bom fim de semana abençoado com paz e alegrias.
    Que o amor seja sempre nossa arma nas horas de aflição e falta de chão.

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  10. Amei participar e ver os amigos darem continuidade também,alguns com outras formas de pensar mas todos foram maravilhosos.
    Parabéns Fê e parabéns ao depoimento da sua amiga médica,que serviu como um alerta para aquelas que pensam em aborto.
    Bjs e um lindo final de semana.
    Carmen Lúcia.

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  11. Excelente! Amei!

    Beijo
    Bom fim de semana

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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  12. Adorei participar neste desafio e ler os desfechos possíveis de outros comentadores(as).
    O testemunho da Drª Helena emocionou-me e muitas vidas se salvariam se todos agissem como ela.

    Beijinhos Fê

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  13. Parabéns pelo tema e pelas participações.

    A minha compaixão para quem teve que enfrentar uma decisão tão grave como a de interromper uma gravidez

    Grande abraço, amiga

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  14. Sempre um prazer imenso participar, nos seus criativos desafios, Fê!
    E deixo uma palavra de solidariedade, para com todas as mulheres que tiveram de praticar este acto... pois certamente não o terão feito por gosto, mas por necessidade!
    Na vida real... nem sempre há desfechos cor-de-rosa... e antigamente, haveria muitos procedimentos assim... que eram fatais, feitos em condições inimagináveis e deixavam sequelas para sempre, na saúde das mulheres... físicas... já para não falar das psicológicas...
    Beijinhos, Fê! Bom fim de semana!
    Ana

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  15. Muito bom tudo, Fê!
    Um tema polámico, sem polémica e com liberdade!
    Parabéns!
    beijinhos

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  16. Nos últimos tempos chego sempre atrasada aos desafios.
    São decisões dificeis , que não se tomam de ânimo leve, e envolvem toda uma estrutura familiar.
    A vida é sempre o que se pretende.
    Muito bem estruturado o texto, e bem complementado pelo testemunho final.
    Um tema sempre a refletir.
    Que a vida, não seja nunca um simples objecto.
    beijinhos

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Obrigada por estarem desse lado!
Fê Blue Bird