domingo, 6 de março de 2022


A Paz sem Vencedor e sem Vencidos





 Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos 
Que o tempo que nos deste seja um novo 
Recomeço de esperança e de justiça 
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos 

 A paz sem vencedor e sem vencidos

 Erguei o nosso ser à transparência
 Para podermos ler melhor a vida
 Para entendermos vosso mandamento 
Para que venha a nós o vosso reino 
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos 

 A paz sem vencedor e sem vencidos

Fazei Senhor que a paz seja de todos 
Dai-nos a paz que nasce da verdade 
Dai-nos a paz que nasce da justiça 
Dai-nos a paz chamada liberdade
 Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

 A paz sem vencedor e sem vencidos
 

 Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'Dual'

*

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

"Nenhum Motivo Explica A Guerra"

 Idosa é acolhida após o prédio em que ela morava ser atingido por um
 bombardeio nos arredores de Donetsk, leste da Ucrânia


Ultimamente sinto-me como uma formiga, que carrega e labuta diariamente, de cá para lá e vice-versa, sujeita sempre a ser esmagada por algum ser, ou "coisa" que possa casualmente ou deliberadamente aparecer no meu caminho.

Interrogo-me o que a humanidade aprendeu com a história, NADA!

Não percebo de política, nem de diplomacia, nem de estratégias, mas percebo de dor, tenho sentimentos pelas pessoas inocentes, formigas como eu, que correm loucas à procura de um abrigo.

Por motivos familiares, os meus últimos meses têm sido muito cansativos. Preciso de descansar, corpo e a mente, porque neste momento, qualquer poema, texto ou palavra que tente escrever,  já não me faz sentido.

Até breve meus amigos, fiquem bem, procurem ser felizes, porque a vida é breve e incerta!

Beijinho com estima,

Fê blue bird


Nota: Continuo com a minha participação no blogue "ENTRE NÓS" que tenho em parceria com a minha amiga Rosélia. Se nos quiserem dar o prazer da vossa visita, as nossas publicações são semanais, foram já agendadas e vão durar ainda para uns tempos. Obrigada!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Desafio “Dou-te quase tudo”


(Primeiros parágrafos de um texto a desenvolver)
Esta é a proposta do blogue do meu amigo João Santana Pinto " Páginas Soltas"

*



De repente sentiu um calafrio e um aperto no peito, já não era a primeira vez que tinha esta sensação estranha e uma angústia inexplicável. Tinha que marcar uma consulta com o seu cardiologista pensou enquanto se dirigia para o quarto.

Olhou para o telemóvel, uma nova mensagem de Joana inquietou-o. Tinha que resolver a sua vida, não podia continuar naquela indefinição. 
Já estava atrasado, vestiu-se à pressa e quando se ia debruçar para beijar Margarida…

…uma imensa paz envolveu-o. Estava deitado num imenso prado verdejante, o céu era de uma luminosidade incrível e se não fosse a dor e a pressão constante que sentia no peito, ficava ali para sempre…
- Afonso! Afonso, reage! Meu amor, por favor não me deixes!

Abriu o olhos! Margarida com a boca colada à sua, soprava em desespero. 

Abraçaram-se soluçando. A vida tinha-lhe dado a oportunidade de se entregar a Margarida por inteiro.


Fê blue bird


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domingo, 20 de fevereiro de 2022

CINEMA AO DOMINGO - 6

"A VIDA É BELA" -1997

*

"Buongiorno Principessa!"


 Raras vezes uma expressão retirada de um filme, ficou tão conhecida nos quatro cantos do mundo.
 E se pronunciada de braços abertos por uma criança, a saltar de um armário com a carga de alegria que se vê no filho de Guido e Dora, é de derreter o coração.




A capacidade de agir diante das dificuldades da vida, para proteger a sua família, é um marco de delicadeza neste belo filme.
" A Vida é Bela" é uma obra carregada de simbolismo na abordagem à vida, às circunstâncias externas a que a ela nos sujeita e à forma como o pensamento e a atitude fazem a diferença nos contextos carregados de adversidades .
Roberto Benigni começa sua história como um conto de fadas e termina-o como uma fábula. A primeira parte do filme envolve pela beleza e suntuosidade do ambiente e das situações que servem de fundo para a paixão entre o expansivo Guido Orefice (o próprio diretor) e Dora (Nicoletta Braschi), mulher de Benigni na vida real. 
Já a segunda metade, que é o verdadeiro nervo criativo e emocional da obra, transfere a ação para o interior de um campo de extermínio, no qual Guido, agora na faceta de pai, inventa histórias para desviar a atenção de seu filho , Giosué (Giorgio Cantarini), do terrível mundo que os cerca.

O filme retrata um período obscuro da História, não tão distante assim, que se revelou uma das piores páginas da Humanidade – o Holocausto. 
A história teria todos os ingredientes para ser categorizada como comédia, não fora a tragédia e o drama que retrata.
Guido poderia ter optado por ser a vítima, mas escolhe ser o “herói”, protegendo-se a si mesmo e ao filho, que o acompanhará numa história de vida marcada pela inquietação e desalento. 
No filme, e a partir do momento em que declaradamente se revela uma Itália ocupada, com as deportações para os campos de concentração, a vida de Guido, seu filho, mulher e tio revelarão a trama mais cruel de quão vil pode ser a natureza humana quando guiada por valores que negam e repugnam a identidade individual e/ou social dos seus semelhantes. 

Num mundo fragmentado por fenómenos radicais e extremistas, este filme relembra, de forma acutilante, as memórias da Humanidade que deveriam ser recordadas e jamais replicadas.


Esta obra extraordinária arrecadou 3 Óscares, dos 8 para que foi indicado. Roberto Benigni ficou tão entusiasmado quando anunciaram que “A Vida é Bela” tinha ganho o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, que subiu para cima da sua cadeira e andou por cima de mais algumas que estavam à sua frente antes de ir buscar a estatueta ao palco.



fontes:



Fê blue bird 


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Curiosidades sobre o filme "A vida é bela"