sábado, 5 de outubro de 2013

'Viagens na minha Terra'




«... E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar a miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?
 - Que lho digam no Parlamento inglês, onde, depois de tantas comissões de inquérito, já devia andar orçado o número de almas que é preciso vender ao diabo, número de corpos que se tem de entregar antes do tempo ao cemitério para fazer um tecelão rico e fidalgo como Sir Roberto Peel, um mineiro, um banqueiro, um granjeeiro, seja o que for: cada homem rico, abastado, custa centos de infelizes, de miseráveis. »

Almeida Garrett, in 'Viagens na minha Terra'

7 comentários:

  1. O que eu lamento (e lamento de verdade) é que hoje há homens de letras que se calam para que as vendas não caiam e se mantenham nos escaparates... Há silêncios que nos deixam surdos...

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  2. Que momento lindo fez-me recordar os tempos de estudante onde tive que ler 'Viagens na minha Terra',foi maravilhoso recordar ,muitos beijinhos

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  3. Excelente escolha Fê!
    Profundo, comoveu-me, ando assim, existem coisas que mexem demais comigo.

    beijinho e uma flor

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  4. Não te espantes, minha amiga...obras como esta foram retiradas dos programas escolares.

    Beijinho grande

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  5. Momentos difíceis...
    Um grande bj querida amiga

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  6. A história repete-se. Nada parece ter mudado com o tempo. Continua tudo paralisado. Beijinhos

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